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Magnésio - Sangue

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Definição: O magnésio é o quarto cátion mais abundante do organismo, sendo o segundo mais prevalente do meio intracelular, logo atrás do potássio.

Sinônimos: Magnésio sérico total; Mg; Magnesemia; TMg; Magnésio total.

É um cofator essencial para o funcionamento de mais de 300 enzimas celulares, que estão envolvidas em vários processos ligados ao metabolismo glicolítico, respiração celular e transporte transmembrana, por exemplo.

O magnésio pode ser encontrado no nosso organismo nas seguintes proporções: 60% no tecido ósseo, 20% na musculatura esquelética, 19% em outros tecidos diversos, e 1% no meio extracelular.

Aproximadamente 1/3 do magnésio ingerido é absorvido, sobretudo no intestino delgado e, em menores proporções, no intestino grosso.

Assim como o cálcio, o magnésio também é parcialmente (cerca de 40%) ligado a proteínas plasmáticas (notadamente à albumina), enquanto os 60% restantes estão na sua forma iônica livre, fisiologicamente ativa (magnésio ionizado).

Sinais e sintomas de toxicidade podem se manifestar por arritmias (ex.: retardo no tempo de condução atrioventricular), depressão do sistema nervoso central e parada cardiorrespiratória.

O magnésio também pode ser dosado, além do sangue, em outros materiais biológicos, como na urina e nas fezes.

    Indicações:
  • Avaliação de distúrbios metabólicos;
  • Diagnóstico e monitoramento de doenças que podem levar a hiper ou hipomagnesemia;
  • Investigação de alguns sintomas clínicos (ex.: fadiga muscular, espasmos, tetania, arritmias, tontura, sonolência, convulsão);
  • Monitoramento de gestantes com pré-eclâmpsia, que estejam em uso de sulfato de magnésio.

Como solicitar: Magnésio sérico total.

  • Orientações ao paciente: Não é necessário preparo específico;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela): Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar a amostra por 15 minutos e armazenar o material sob refrigeração (2-8 °C);
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha. Ilustração: Caio Lima.


Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela. Ilustração: Caio Lima.

1,5-2,3 mg/dL (1,2-1,9 mEq/L ou 0,62-0,95 mmol/L).

    Observações!
  • A concentração do magnésio eritrocitário é aproximadamente duas a três vezes àquela do magnésio total. Deverá ser coletado em tubo para sangue total (tampa roxa - EDTA), com volume recomendado de 2,0 mL;
  • O nível de magnésio ionizado (Mg 2+ ou livre) corresponde, em condições fisiológicas, a aproximadamente 60% ao do magnésio total (VR: 1,1-1,6 mg/dL);
  • Os valores de referência para o magnésio podem variar de acordo com o laboratório clínico e a metodologia utilizada.

Amostras hemolisadas podem levar a resultados falsamente elevados.

Hiperbilirrubinemia, em algumas metodologias, pode causar falsas diminuições das concentrações.

Hipoalbuminemia e hipoproteinemia podem gerar resultados baixos.

Suas concentrações séricas podem não refletir adequadamente o status corporal de magnésio, visto que apenas cerca de 1% do magnésio corporal total está presente no soro.

O magnésio iônico (Mg 2+ ou livre) é a sua forma fisiologicamente ativa.

    Aumento:
  • Doença de Addison;
  • Insuficiência renal aguda ou crônica;
  • Nefrolitíase;
  • Glomerulonefrite;
  • Iatrogênica;
  • Alta ingesta;
  • Hemotransfusão maciça;
  • Desidratação;
  • Acidose diabética;
  • Hiperparatireoidismo;
  • Hipercalemia;
  • Gravidez;
  • Hipotireoidismo;
  • Intoxicação pelo lítio;
  • Medicamentos contendo magnésio (ex.: antiácidos, laxantes, sulfato de magnésio).
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    Diminuição:
  • Má absorção;
  • Diarreia;
  • Hipertireoidismo;
  • Hiperaldosteronismo;
  • Hipoparatireoidismo;
  • Baixa suplementação / desnutrição;
  • Alcoolismo;
  • Pancreatite aguda;
  • Acidose tubular renal;
  • Hipercalcemia;
  • Nutrição parenteral;
  • Expansão do volume extracelular;
  • Lactação;
  • Glomerulonefrite;
  • Drogas (diuréticos de alça, digitálicos, Anfotericina B, Cisplatina, Ciclosporina, aminoglicosídeos). [cms-watermark]

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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