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N-telopeptídeo (NTx) - Amostra Isolada

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Definição: Os interligadores ( cross-links ) do colágeno tipo I são chamados de telopeptídeos. Eles podem ser de dois tipos, a depender do sítio de ligação ao colágeno: N-terminal (NTx) e o C-terminal (CTx). Neste exame, o NTx é dosado em uma amostra isolada de urina ( spot ), corrigido pela creatinina urinária.

Sinônimos: N-terminal telopeptídeo - Urina; NTX - Urina; Amino-telopeptídeo - Urina; N-terminal telopeptídeo do colágeno tipo I - Urina; NTx/creatinina em amostra isolada de urina; Relação NTx/creatinina em amostra isolada.

Os ossos estão em um constante processo de remodelamento e fisiologicamente há um equilíbrio entre a formação e reabsorção óssea. Entretanto, o desenvolvimento de doenças ósseas metabólicas pode levar a um desequilíbrio dessa balança.

Cerca de 90% das proteínas dos ossos são compostas pelo colágeno tipo I. Quando o colágeno é degradado (por hidrólise enzimática) durante o processo de reabsorção óssea, os telopeptídeos (dentre eles o NTx) são liberados na circulação, podendo ser determinados tanto no soro quanto na urina.

Eles são considerados marcadores precoces de reabsorção óssea, predizendo o sucesso da resposta ao tratamento com drogas antirreabsortivas (≥ 30% de redução das suas concentrações), no período de 3 a 6 meses após o início da terapia.

    Indicações:
  • Monitorar aderência e resposta à terapia de reposição hormonal e/ou ao tratamento com drogas antirreabsortivas para osteoporose e outras doenças ósseas;
  • Auxílio diagnóstico e acompanhamento de doenças ósseas metabólicas.

Como solicitar: N-telopeptídeo - Amostra Isolada de Urina.

  • Orientações ao paciente:
    • Lavar as mãos e realizar assepsia da região genital com água e sabão. Secar em seguida;
    • Colher preferencialmente a primeira urina da manhã ou com intervalo de, no mínimo, 2 horas entre as micções, desprezando o primeiro jato, e colhendo o jato médio (meio) da urina, sem interromper o fluxo urinário;
    • Levar o material ao laboratório em, no máximo, 2 horas após a coleta, conservada sob refrigeração (2 a 8 o C).
  • Frasco de coleta: frasco próprio para urina com tampa de rosca e sem conservantes (ver figuras 1 e 2 abaixo);
  • Material: urina (amostra isolada);
  • Volume recomendável: 15 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1 . Frasco coletor de urina não estéril


Texto alternativo para a imagem Figura 2. Kit coletor de urina não estéril

Homens (≥ 18 anos): 21 a 83 nmol BCE*/mmol creatinina.

    Mulheres:
  • Pré-menopausa: 17 a 94 nmol BCE*/mmol creatinina;
  • Pós-menopausa: 26 a 124 nmol BCE*/mmol creatinina;
  • * BCE: Equivalentes de Colágeno Ósseo (ECO);
  • Observação! Os valores de referência para o N-telopeptídeo (NTx) na urina podem variar de acordo com o laboratório clínico, faixa etária e a metodologia utilizada. [cms-watermark]

Os níveis basais de telopeptídeos, não necessariamente, se correlacionam com a densidade mineral óssea basal. Entretanto, avaliações seriadas demonstraram ser bons indicativos de resposta precoce ao tratamento com drogas antireabsortivas.

Seus valores no sangue e na urina não devem ser comparados entre si.

Em pacientes com outras condições clínicas que possam afetar a reabsorção óssea, a sua interpretação para avaliação da resposta ao tratamento da osteoporose pode ser prejudicada.

Existe uma variação diurna da creatinina, diminuindo sua excreção de 30-50% à noite.

O uso de Dipirona pode interferir nas dosagens de creatinina em algumas metodologias.

Bilirrubinas, em altas concentrações, podem falsamente reduzir a creatinina em algumas metodologias.

Pacientes com insuficiência renal podem excretar menores proporções de NTx pela urina e, consequentemente, elevar aparentemente suas concentrações no sangue.

Não deve ser utilizado, isoladamente, para triagem e diagnóstico de osteoporose.

O uso de Biotina (vitamina B7) pode interferir em alguns ensaios. À critério médico, recomenda-se a sua suspensão nas 24 horas que antecedem a coleta.

Amostras urinárias muito ácidas (pH < 5,0), diluídas ou coletadas com conservantes ácidos, prejudicam a sua determinação.

    Aumento:
  • Osteoporose;
  • Osteopenia;
  • Doenças ósseas metabólicas;
  • Doença de Paget;
  • Metástases ósseas;
  • Hipertiroidismo;
  • Crescimento ósseo;
  • Pós-fraturas;
  • Hiperparatireoidismo;
  • Menopausa.

Diminuição: Tratamento eficaz com drogas antirreabsortivas e/ou reposição hormonal.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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