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N-telopeptídeo (NTx) - Sangue

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Definição: Os interligadores ( cross-links ) do colágeno tipo I são denominados "telopeptídeos". Eles podem ser de dois tipos, a depender do sítio de ligação ao colágeno: N-terminal (NTx) e o C-terminal (CTx).

Sinônimos: N-terminal Telopeptídeo - Sangue; NTX - Sangue; s-NTX; Amino-telopeptídeo - Sangue; N-terminal Telopeptídeo do Colágeno Tipo I - Sangue; Amino-telopeptídeo de Ligação Cruzada do Colágeno - Sangue; Amino-terminal Telopeptídeo do Colágeno Tipo I - Sangue; N-telopeptídeo Cross-links - Sangue.

Os ossos estão em um constante processo de remodelamento e, fisiologicamente, há um equilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea. Entretanto, o desenvolvimento de doenças ósseas metabólicas pode causar um desequilíbrio dessa balança.

Cerca de 90% das proteínas dos ossos são compostas pelo colágeno tipo I. Quando o colágeno é degradado (por hidrólise enzimática pela catepsina K, produzida pelos osteoclastos) durante o processo de reabsorção óssea, os telopeptídeos (dentre estes, o NTx) são liberados na circulação.

Eles podem ser determinados tanto no soro quanto na urina , apresentando uma boa correlação dos resultados entre esses materiais biológicos.

Esses telopeptídeos são considerados marcadores precoces de reabsorção óssea, predizendo o sucesso da resposta ao tratamento com medicamentos antirreabsortivos com apenas 3 a 6 meses após o início da terapia.

    Indicações:
  • Monitorar adesão e resposta à terapia de reposição hormonal e/ou ao tratamento com medicamentos antirreabsortivos para osteoporose e outras doenças ósseas;
  • Auxílio diagnóstico e acompanhamento de doenças osteometabólicas e metástases ósseas.

Como solicitar: N-telopeptídeo - Sangue.

  • Orientações ao paciente: A coleta deve ser realizada, de preferência, na parte da manhã, com jejum de 8 horas;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o tubo por 15 minutos e refrigerar a amostra (2 a 8°C) [cms-watermark] em seguida;
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha - Ilustração: Caio Lima.
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela - Ilustração: Caio Lima.

Homens: 5,4 a 24,2 nmol BCE*.

    Mulheres na pré-menopausa: 6,2 a 19 nmol BCE*; [cms-watermark]
  • Observações:
    • Os valores-alvo para mulheres pós-menopausadas, em tratamento para osteoporose, são o mesmo que o intervalo de referência para as pré-menopausadas (6,2 a 19 nmol BCE*);
    • O s valores de referência para o NTx podem variar de acordo com o Laboratório Clínico e a metodologia utilizada.

* BCE: Equivalentes de Colágeno Ósseo.

Amostras acentuadamente hemolisadas, lipêmicas ou ictéricas podem interferir nos resultados dos exames.

Os níveis basais de telopeptídeos não necessariamente se correlacionam com a densidade mineral óssea basal. Entretanto, avaliações seriadas demonstraram ser bons indicativos de resposta precoce ao tratamento com medicamentos antirreabsortivos.

Seus valores no sangue e na urina não devem ser comparados entre si.

Pacientes com outras condições clínicas que possam afetar a reabsorção óssea : A interpretação para avaliação da resposta ao tratamento da osteoporose pode ser prejudicada.

Pacientes com insuficiência renal podem excretar menores proporções de NTx pela urina, consequentemente as concentrações dessa proteína no sangue se elevam de forma aparente.

Anticorpos humanos específicos antianimal detectados na amostra podem interferir nas determinações de NTx.

Esse exame não deve ser utilizado, isoladamente, para triagem e diagnóstico de osteoporose.

    Aumento:
  • Osteoporose;
  • Osteopenia;
  • Doenças ósseas metabólicas;
  • Doença de Paget;
  • Metástases ósseas;
  • Tumores sólidos;
  • Hipertireoidismo;
  • Crescimento ósseo;
  • Pós-fraturas;
  • Hiperparatireoidismo;
  • Menopausa;
  • Insuficiência renal.

Diminuição: Tratamento eficaz com medicamentos antirreabsortivos e/ou reposição hormonal.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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