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Pepsinogênio II

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Definição: Os pepsinogênios são grupos de proenzimas biologicamente inativas das pepsinas que, por sua vez, estão envolvidas no processo de digestão de proteínas.

Sinônimos: PG 2, PG II, pepsinogênio C; pepsinogênio tipo II; pepsinogênio II - Sangue.

A mucosa gástrica secreta dois tipos de pepsinogênios distintos imunologicamente entre si: o pepsinogênio I e o pepsinogênio II . Eles são convertidos em sua forma ativa, a pepsina, em contato com o pH ácido do suco gástrico.

O pepsinogênio II é produzido no estômago pelas células mucosas das glândulas oxínticas e pilóricas, e pelas glândulas de Brunner no duodeno proximal.

Sua secreção é estimulada pelo nervo vago, gastrina , secretina, enquanto é inibida pelo peptídeo inibidor gástrico (GIP), anticolinérgicos, vagotomia e antagonistas do receptor H2.

Em pacientes saudáveis, a razão das concentrações do pepsinigênio I /pepsinogênio II no soro é de cerca de 5:1. R eduções dessa relação podem ser observadas na gastrite atrófica, na úlcera do corpo gástrico e no carcinoma gástrico. Já aumentos na razão são identificados na úlcera duodenal e acloridria (ex.: anemia perniciosa).

Para o diagnóstico de gastrite atrófica fúndica, a redução dessa relação apresenta uma sensibilidade de 99% e especificidade de 94%. Já para gastrite atrófica pangástrica e do antro, sua sensibilidade é de 64%, com especificidade de 61%.

Devido à importância de se avaliar essa relação em alguns casos selecionados, a solicitação do pepsionogênio I , em conjunto com o pepsinogênio II, pode ser necessária.

    Indicações:
  • Estimar a massa de células parietais e correlacionar com a capacidade secretória do estômago;
  • Auxiliar no diagnóstico de anemia perniciosa;
  • Identificar, não invasivamente, pacientes com gastrite atrófica e estimar sua extensão;
  • Marcador tumoral e de prognóstico para carcinomas gástricos.

Como solicitar: Pepsinogênio II.

  • Orientações ao paciente: jejum de 10 a 12 horas. O uso de antiácidos ou de outras medicações que interfiram na acidez e/ou na motilidade gástrica devem ser descontinuados, à critério médico, nas 48 horas que antecedem o exame;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o tubo por 15 minutos e congelar a amostra (-20 o C);
  • Material: sangue;
  • Volume recomendável: 2,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha.


Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela.

3-19 mcg/L.

  • Atenção! Os valores de referência para o pepsinogênio II podem variar de acordo com o Laboratório Clínico e a metodologia utilizada.

É um teste pouco disponível comercialmente nos Laboratórios Clínicos.

Amostras hemolisadas, ictéricas ou lipêmicas podem interferir nos resultados.

Aumento: Gastrite aguda/crônica; síndrome de Zollinger-Ellison; gastrinoma; úlcera duodenal; infecção por H. pylori .

Diminuição: Carcinoma gástrico; gastrite atrófica; acloridria; mixedema; hipopituitarismo; doença de Addison.

  • Observação: Re duções na razão pepsinogênio I /pepsinogênio II podem ser observadas na gastrite atrófica, na úlcera do corpo gástrico e no carcinoma gástrico. Já aumentos na razão são identificados na úlcera duodenal e na acloridria (ex.: anemia perniciosa).

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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