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Progesterona

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Definição: É um esteroide com 21 átomos de carbono, secretado principalmente pelo corpo lúteo ovariano (em mulheres que menstruam), promovendo o desenvolvimento da fase secretória do endométrio (fase lútea ou segunda fase do ciclo), e indicando a ovulação. Sua presença, em concentrações normais, indica um ciclo menstrual bifásico normal.

As concentrações de progesterona são baixas na fase folicular, antes do pico do meio-ciclo do LH (hormônio luteinizante). Seus níveis elevam-se logo após essa alta do LH, quando o corpo lúteo começa a secretar a progesterona em grandes quantidades.

Apresenta níveis máximos durante a metade da fase lútea, preparando o útero para uma possível implantação do óvulo fertilizado (ovo ou zigoto).

Na hipótese da não fertilização do óvulo e sua consequente implantação, ocorre uma degeneração do corpo lúteo, fazendo com que as concentrações de progesterona decaiam, rápida e progressivamente, aos níveis encontrados durante a fase folicular.

Caso ocorra essa implantação do ovo, o trofoblasmo (que irá formar a placenta) inicia a produção de beta-hCG, hormônio no qual, por sua vez, irá manter o corpo lúteo e a conseguinte secreção de progesterona.

Durante a gestação, após a 4ª semana, ocorre gradativamente uma passagem de sua produção do corpo lúteo para a placenta.

Nas mulheres que não menstruam e nos homens, as pequenas concentrações encontradas no soro são derivadas da secreção da progesterona pelas adrenais e da conversão extraglandular da pregnenolona.

Texto alternativo para a imagem Teores plasmáticos hormonais durante o ciclo menstrual bifásico normal. Gráfico adaptado de: Kanaan S, 2019
    Indicações:
  • Avaliação do ciclo menstrual e ovulação;
  • Investigação de infertilidade e de abortamentos habituais;
  • Avaliação de pacientes com risco de abortamento precoce;
  • Acompanhamento de desordens do primeiro trimestre de gravidez;
  • Monitoramento da efetividade da administração de progesterona na gestação;
  • Avaliação de sangramento uterino anormal;
  • Monitoramento da reprodução assistida (indução da ovulação).

Como solicitar: Progesterona.

  • Orientações ao paciente: não é necessário nenhum preparo específico. Anotar medicamentos em uso, DUM (data da última menstruação) e fase gestacional (quando for o caso). O uso de biotina (vitamina B7) pode interferir em algumas metodologias, devendo ter seu uso suspenso, à critério médico, nas 72 horas que antecedem a coleta;
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela);
  • Material: sangue;
  • Volume recomendável: 0,5 mL.

Pré-púberes: 7 a 52 ng/dL.

Homens: 13 a 97 ng/dL.

    Mulheres:
  • Fase folicular: 15 a 70 ng/dL;
  • Fase luteínica: 200 a 2.500 ng/dL;
  • Pós-menopausa: < 40 ng/dL.
    Gravidez:
  • Primeiro trimestre: 725 a 4.400 ng/dL;
  • Segundo trimestre: 1.950 a 8.250 ng/dL;
  • Terceiro trimestre: 6.500 a 22.900 ng/dL.

Observação! Os valores de referência para a progesterona podem variar de acordo com o sexo, idade, fase do ciclo menstrual, trimestre gestacional, laboratório clínico e metodologia utilizada.

Altas concentrações de 17-hidroxiprogesterona podem aumentar falsamente os níveis de progesterona em algumas metodologias.

O uso exógeno de estrogênio e progesterona podem afetar os resultados.

Amostras acentuadamente hemolisadas podem prejudicar os resultados.

O uso de biotina (vitamina B7) pode interferir em algumas metodologias. Sua administração deve ser suspensa, à critério médico, nas 72 horas que antecedem a coleta.

A administração de anticorpos monoclonais pode interferir em algumas metodologias.

    Aumento:
  • Fase lútea;
  • Hiperplasia adrenal congênita;
  • Alguns carcinomas adrenais e ovarianos;
  • Tumores de células intersticiais (células de Leydig);
  • Cistos ovarianos;
  • Gravidez;
  • Fetos múltiplos;
  • Gestação molar.
    Diminuição:
  • Fase folicular;
  • Insuficiência do corpo lúteo;
  • Aborto;
  • Morte fetal;
  • Gestação ectópica;
  • Hiperprolactinemia;
  • Síndrome de hiper-LH;
  • Amenorreia;
  • Agenesia gonadal;
  • Toxemia gravídica.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

Jacobs DS, Demott WR, Oxley DK. Jacobs & Demott Laboratory Test Handbook with Key Word Index. 5th ed. Hudson: Lexi-Comp Inc, 2001.

Kanaan S. Laboratório com Interpretações Clínicas. 1 a ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2019.

Lippe BM, LaFranchi SH, Lavin N, et al. Serum 17-alpha-hydroxyprogesterone, progesterone, estradiol, and testosterone in the diagnosis and management of congenital adrenal hyperplasia. J Pediatr. 1974; 85(6):782-787.

McPherson RA, Pincus MR. Henry's Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods. 23rd ed. St. Louis: Elsevier, 2017.

Pagana KD, Pagana TJ, Pagana TN. Mosby’s Diagnostic & Laboratory Test Reference. 14th ed. St. Louis: Elsevier, 2019.

Williamson MA, Snyder LM, Wallach JB. Wallach's Interpretation of Diagnostic Tests. 9th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins Health, 2011.