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Radiografia de Cavum

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Definição: Método ainda usado na população pediátrica para avaliar quadros de obstrução nasal e/ou hipertrofia adenoidiana.

Sinônimos: RX de cavum, raios X de cavum, radiografia de cavum.

Solicitar radiografia de cavum (não esquecer a indicação clínica).

Avaliação de quadros obstrutivos na população pediátrica, sendo os principais: obstruções nasais, suspeita de hipertrofia de adenoides. Logo, qualquer sintoma relacionado com hipertrofia do tecido adenoidiano, como ronco, respirador bucal, apneia do sono e otite média recorrente também são indicações para este exame.

Não é necessária a realização de nenhum tipo de preparo.

A criança deve realizar adequada inspiração nasal e isso só ocorre por volta de 5 anos de idade (quando a criança entende que precisa "sentir o cheiro da florzinha" e fazer inspiração profunda). Por isso, este exame é complicado nas crianças < de 5 anos (nestes casos, quando estritamente necessário, realizar duas radiografias para tentar flagrar a coluna aérea da rinofaringe). Realiza-se somente a incidência em perfil.

Texto alternativo para a imagem Anatomia na radiografia de cavum. Créditos: Athena Hub/Medical Harbour

Legenda: A = adenoide; CAR = coluna aérea rinofaringe; [cms-watermark] [cms-watermark] CC = coluna cervical; M = mastoide; PM = palato mole [cms-watermark] ; SPN = seios paranasais; setas vermelhas = palato duro.

Para a adequada avaliação da radiografia do cavum, é necessária a presença somente da coluna aérea da rinofaringe. Comumente, por erro técnico, vemos as duas colunas: da orofaringe e rinofaringe, prejudicando a avaliação radiológica. Diante dessa situação, cabe ao médico radiologista solicitar que o técnico repita o exame com a criança realizando inspiração nasal.

É necessário que a criança coopere realizando inspiração profunda. Desse modo, como dito anteriormente, este exame não deve ser realizado em crianças < 5 anos de idade. Outro ponto importante: este exame não deve ser solicitado se o paciente estiver com quadro agudo de infecção respiratória da via aérea superior, por exemplo, sinusite, pois não conseguirá realizar adequada inspiração nasal.

Não é indicado em crianças que não saibam fazer inspiração nasal, e, em geral, isso ocorre naquelas com menos de 5 anos de idade. Além disso, esse exame, por conter radiação ionizante, não deve ser realizado em mulheres grávidas.

Não há.

Autor(a) principal: Elazir Mota (Radiologia, especialista em Radiologia Pediátrica).

    Equipe adjunta:
  • Igor Biscotto (Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular);
  • Dolores Silva (Pediatria pela UERJ);
  • Gabriela Guimarães Moreira Balbi (Pediatria pela UFPR e Reumatologia Infantil pela UNIFESP);
  • Maria Eduarda B. Cruxen (Pediatria pela UFCSPA);
  • Renata Carneiro da Cruz (Pediatria pela UERJ e SBP);
  • Vanessa Nascimento (Cirurgia Pediátrica Geral pelo IFF/FIOCRUZ e Oncológica pelo INCA);
  • Vívian Moitinho (Pediatria UERJ/Neonatologia IFF-Fiocruz).

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