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Ressonância Magnética da Pelve Feminina

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Definição: A ressonância magnética da pelve (RM) permite estudo detalhado da anatomia pélvica pelo seu excelente contraste tecidual, excelente versatilidade na geometria, obtendo imagens nos planos sagital e coronal. Além disso, a ausência de radiação ionizante é outra vantagem do método.

Sinônimos: RM da pelve, RM da pelve feminina.

Ressonância magnética da pelve . Escrever de forma minuciosa a in dicação clínica da paciente.

  • Avaliação de anomalias congênitas , como anomalias mullerianas;
  • Patologias uterinas benignas , como adenomiose, leiomiomas;
  • Avaliação da cavidade endometrial : Pólipos, hiperplasia endometrial, estenose cervical, carcinoma de endométrio;
  • Tumor de colo uterino ;
  • Avaliação de anexos: C istos funcionais, cistos de inclusão peritoneal, ovário micropolicístico; cisto paraovariano, torção anexial, endometriomas, tumores ovarianos de modo geral;
  • Neoplasias da vagina e vulva ;
  • Patologias benignas da vagina e vulva ;
  • Endometriose ;
  • Investigação de dor pélvica .

As imagens de RM estão sujeitas a artefatos de movimento. Desse modo, a fim de reduzir o peristaltismo das alças intestinais, solicita-se jejum de 4-6 horas . Além disso, antes do exame, a paciente deve ir ao banheiro esvaziar sua bexiga. Na sala de exames, administra-se, por via venosa, um antiespasmódico (deve ser administrado lentamente).

O protocolo básico da RM de pelve consiste em: T1 axial, T2 nos três planos (coronal, sagital e axial), T1 com saturação de gordura pré e T1 com saturação de gordura pós-contraste (Figuras 1, 2 e 3).

Texto alternativo para a imagem Figura 1. RM de pelve, ponderada em T2, plano coronal. Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ
Texto alternativo para a imagem Figura 2. RM de pelve, ponderada em T2, plano coronal. Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ

Legenda das siglas (Figuras 1 e 2): B = bexiga; O = ovários; U = útero.

Texto alternativo para a imagem Figura 3. RM de pelve feminina, ponderada em T2, plano sagital. Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de Janeiro/RJ

Legenda das siglas (Figura 3): B = bexiga; C = canal vaginal; P = púbis; R = reto; [cms-watermark] U = útero.

Exame de alto custo, demorado e de difícil acesso no Brasil, disponível quase essencialmente nos serviços privados. No entanto, entrega boa diferenciação tecidual, com excelente caracterização das estruturas da pelve feminina.

Pacientes com história de antecedentes alérgicos ao contraste venoso ( gadolínio ) e pacientes claustrofóbicos que não toleram permanecer na máquina por cerca de 20-40 minutos (tempo estimado que dura o exame da pelve feminina).

Contraindicações absolutas : Marca-passo cardíaco, clipe de aneurisma cerebral ferromagnético, válvula cardíaca do tipo Starr-Edwards e prótese coclear metálica, projéteis de arma de fogo próximo à estrutura vital, desfibriladores e cardioversores.

Reações alérgicas leves, moderadas e graves ao Gadolínio.

Fibrose sistêmica nefrogênica: Complicação rara e que ocorre somente naqueles pacientes com disfunção renal (o risco de desenvolvê-la aumenta muito nos pacientes com Clcr inferior a 30 mL/min).

Autoria principal: Elazir Mota (Radiologia, especialista em Radiologia Pediátrica).

Revisão: Ana Luiza Leal (Ginecologista, especialista em Mastologia).

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