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Selênio - Soro

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Definição: É um elemento-traço essencial, não metálico, encontrado no meio ambiente (solo, água, ar) sob a forma de compostos, como também em variadas fontes dietéticas (ex.: castanhas, carnes, peixes, grãos) e de suplementos alimentares.

Sinônimos: Se - Soro; Selênio sérico;

O microelemento selênio atua como um cofator necessário para a manutenção da atividade da glutationa peroxidase (GPx), uma importante selenoproteína antioxidante no sangue e nos tecidos, além de fazer parte das iodotironinas deiodinases (enzimas que convertem o T 4 em T 3 ).

Dessa maneira, auxilia na defesa do dano celular, ao prevenir o estresse oxidativo e a formação de radicais livres, participando também da regulação da resposta do sistema imune às doenças inflamatórias.

O selênio apresenta distribuição pelos tecidos hepáticos, renais e musculares, sendo excretado, principalmente, pelas fezes (40%) e pela urina (60%). Sua determinação laboratorial também pode ser realizada em outros tipos de materiais, como no sangue total, na urina e no cabelo.

    Indicações:
  • Monitoramento do status nutricional e da terapia de reposição;
  • Investigação de toxicidade;
  • Avaliação de indivíduos sob nutrição parenteral sem suplementação de selênio.
    Como solicitar: Selênio sérico.
  • Orientações ao paciente: não é necessário preparo específico. Informar sobre medicações em uso e se é exposto ocupacionalmente. O uso de radioisótopo deve ser evitado nas 96 horas que antecedem a coleta do exame;
  • Tubo para traços de elementos (tampa azul-escura) ou conforme recomendação do laboratório. Deverá ser coletado como primeiro da ordem de coleta, se houver outros exames/tubos. Utilizar luvas sem talco. O tubo deve ser colocado em estufa ou banho-maria por 2 horas até a completa retração do coágulo. Então, centrifugar a amostra, verter o soro em um tubo seco, e mantê-lo sob refrigeração (2-8 o C). Não utilizar pipetas ou ponteiras para a separação do soro, pois podem contaminar a amostra;
  • Material: sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL;
    • Observação! As orientações de coleta para a dosagem do selênio podem apresentar variações entre os laboratórios clínicos.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa azul escura. Ilustração: Caio Lima

95-165 nanogramas/mL (1.203-2.090 nmol/L).

Observação! Seus valores de referência podem variar de acordo com laboratório clínico, idade e metodologia utilizada. Os valores de referência do selênio em crianças são mais baixos que os de adultos.

  • Contaminação da amostra;
  • Coleta em tubo inadequado;
  • O uso de radioisótopos pode interferir na análise laboratorial. Sua adminstração deve ser evitada nas 96 horas que antecedem a coleta do exame;
  • Alguns compostos do selênio são voláteis e, desse modo, as orientações pré-analíticas devem ser respeitadas para que não ocorram resultados inconsistentes;
  • A concentração de selênio no soro é menor que a encontrada no sangue total.
    Aumento:
  • Ingesta aumentada (pela dieta e/ou suplementação);
  • Exposição ocupacional;
  • Drogas (Ácido ascórbico, Indapamida, glicocorticoides).
    Diminuição:
  • Ingesta deficiente;
  • Nutrição parenteral total;
  • Infecção pelo HIV;
  • Kwashiorkor;
  • Doença inflamatória intestinal;
  • IRC;
  • Hemodiálise;
  • Dieta pobre em proteína;
  • Fenilcetonúria;
  • Baixo peso ao nascer;
  • Pós-operatório;
  • Drogas (Carbamazepina, Fenitoína, Ácido valproico).

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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