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T3 Reverso

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Definição: É um metabólito da tiroxina (T4), produzido, majoritariamente, pela 5-desiodação periférica do T4 (pequenas quantidades são produzidas diretamente pela glândula tireoide).

Sinônimos: rT3; Triiodotironina reversa; Tri-iodotironina reversa; 3,3´,5´-L-triiodotironina; 3,3´,5´ - triiodotironina; T3R; T3r; T3 Reverso - Sangue; T3 reverso sérico.

O T3 reverso difere do T3 pelo sítio de iodinação de um anel aromático e, ao contrário deste, acredita-se ser biologicamente inativo, apresentando limitada utilidade clínica.

É a terceira forma mais abundante de hormônios da tireoide, encontrado na circulação ligado à globulina ligadora da tiroxina (TBG) . O T3 reverso é degradado de uma forma ainda mais rápida do que o do T3, apresentando uma meia-vida de 4 horas.

De uma maneira geral, em indivíduos saudáveis, os níveis de T4 total e T3 reverso tendem a se alterar na mesma direção.

    Indicações:
  • Avaliação de pacientes com a síndrome do eutireoidiano doente com níveis baixos de T3 total ;
  • Auxiliar na diferenciação do hipotireoidismo central da síndrome do eutireoidiano doente (em neonatos).

Como solicitar: T3 reverso.

  • Orientações ao paciente: Não é necessário nenhum preparo específico. Deve-se evitar a administração de radioisótopos antes da coleta (se a metodologia empregada for por radioimunoensaio);
  • Tubo para soro (tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o tubo por 15 minutos e manter a amostra sob refrigeração (2-8 o C);
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1,0 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha. Ilustração: Caio Lima


Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela. Ilustração: Caio Lima
  • Cordão umbilical: 130-300 nanogramas/dL (2,00 a 4,62 nanomol/L); [cms-watermark]
  • 1 dia: 83-194 nanogramas/dL (1,28 a 2,99 nanomol/L); [cms-watermark]
  • 2 dias: 107-209 nanogramas/dL (1,65 a 3,22 nanomol/L); [cms-watermark]
  • 3 dias: 102-166 nanogramas/dL (1,57 a 2,56 nanomol/L); [cms-watermark]
  • 1 mês a 20 anos: 10-35 nanogramas/dL (0,15 a 0,54 nanomol/L); [cms-watermark]
  • Adultos: 10-28 nanogramas/dL (0,17 a 0,51 nanomol/L). [cms-watermark]

Observação! Para a conversão de nanogramas/dL (ng/dL) para nonomol/L (nmol/L), multiplica-se o valor encontrado em ng/dL por 0,01536.

Observação! Os valores de referência para o T3 reverso podem variar de acordo com o laboratório clínico e a metodologia utilizada.

Radioisótopos podem interferir nas metodologias por radioimunoensaio.

Não há consenso sobre a utilidade do T3 reverso na diferenciação de pacientes com outras patologias, associadas ou não ao hipotireoidismo.

O T3 reverso pode estar elevado em pacientes eutireoidianos com outras doenças.

Amostras acentuadamente hemolisadas podem prejudicar as determinações.

A sua dosagem apresenta limitada utilidade clínica.

Aumento: Recém-nascidos saudáveis; hipertireoidismo; disormonogênese tireoidiana; doença de Graves; doença de Graves neonatal; drogas (Amiodarona, Propranolol, Propiltiouracila, Dexametasona, Halotano); resistência ao hormônio da tireoide; tireoidite subaguda; em doenças não tireoidianas (anorexia nervosa, inanição, trauma, choque hemorrágico, disfunção hepática, infecção, pós-operatório).

Diminuição: Hipotireoidismo primário; hipotireoidismo transitório neonatal; tireoidite de Hashimoto; deficiência de TSH; tireoidite subaguda.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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