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Definição: São autoanticorpos que possuem afinidade ao receptor do hormônio estimulador da tireoide (TSH) localizado nas células secretórias tireoidianas, estimulando ou inibindo a produção de hormônios tireoidianos.
Sinônimos: Anticorpo antirreceptor de TSH; Autoanticorpo anti-TSRH; Autoanticorpo contra receptor de TSH; Tthyrotropin receptor autoantibodies (TRAb); TRAb - Sangue; TRAb sérico.
Os autoanticorpos contra receptores do hormônio da tireoide são constituídos por dois grupos clinicamente significativos: A imunoglobulina estimulante da tireoide (TSI), que desencadeia um quadro de hipertireoidismo, e a imunoglobulina ligante inibidora da tireoide (TBII), que leva ao hipotireoidismo.
Existe ainda um terceiro grupo, formado por anticorpos neutros, que não promovem disfunção tireoidiana. Usualmente, os testes não diferenciam os tipos de autoanticorpos, detectando tanto estimuladores quanto os inibidores.
Os autoanticorpos TSIs são provavelmente a causa do hipertireoidismo na doença de Graves, embora os TBIIs também estejam presentes (mas sem causar sintomas). Em alguns casos, entretanto, esses autoanticorpos podem desencadear um quadro de hipotireoidismo.
Na doença de Graves, os autoanticorpos do tipo TSI ativam autonomamente o receptor, promovendo a síntese e a secreção do hormônio estimulador da tireoide (TSH). Os TSIs são autoanticorpos do tipo IgG e, dessa forma, podem atravessar a barreira placentária, levando a um quadro de tireotoxicose neonatal.
Como solicitar:
TRAb.
Figura 1.
Tubo para soro - tampa vermelha.
Ilustração:
Caio Lima.
Figura 2.
Tubo para soro - tampa amarela.
Ilustração:
Caio Lima.
Observação!
Os valores de referência do TRAb podem variar de acordo com o laboratório clínico e a metodologia utilizada.
Valores baixos podem ser encontrados devido a pequenas concentrações de proteínas séricas e/ou de imunoglobulinas.
Amostras acentuadamente hemolisadas ou ictéricas podem prejudicar a sua determinação.
A sensibilidade para o hipertireoidismo na doença de Graves varia de 80% a 99%, conforme o método laboratorial. Apresenta também uma boa especificidade, porém, na maioria dos casos, sua solicitação pode não ser determinante para o diagnóstico.
TRAb pode ser encontrado em pacientes com tireoidite atrófica (de 10-75% dos casos) e com tireoidite de Hashimoto (em até 20% dos casos).
Sugere-se, a critério médico, a suspensão do uso de Biotina (vitamina B7) nas 72 horas que antecedem a coleta, pela possibilidade de interferência analítica em alguns ensaios.
A presença de anticorpos heterófilos na amostra pode interferir nos resultados.
Alguns pacientes com de doença de Graves podem não apresentar esses autoanticorpos.
Usualmente, os testes não diferenciam os tipos de autoanticorpos, detectando tanto estimuladores quanto os inibidores.
Aumento: Doença de Graves; tireotoxicose neonatal; em alguns casos de tireoidite de Hashimoto; tireoidite subaguda.
Diminuição: Uso de drogas antitireoidianas.
Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).
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