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USG Obstétrico Morfológico 1° Trimestre

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Após o diagnóstico sorológico pelo beta-hCG, a ultrassonografia transvaginal (USGTV) é importante método de imagem para datação da gestação, avaliação da localização da implantação e da viabilidade dessa gestação, assim como para detectar anomalias anatômicas fetais e predições de patologias futuras maternas, possibilitando a prevenção de doenças como a pré-eclâmpsia.

  • USGTV obstétrico de 1 o trimestre;
  • USGTV morfológico de 1 o trimestre;
  • USG de 1 o trimestre;
  • USGTV obstétrico precoce;
  • USG transvaginal, endovaginal ou intravaginal de 1 o trimestre.
  • Todas as gestações de 6 a -12 a semanas;
  • Avaliação de viabilidade da gravidez;
  • Avaliação de idade gestacional;
  • Número de embriões;
  • Medidas embrionárias no primeiro trimestre;
  • Avaliar morfologia embrionária (11-13 semanas e 6 dias);
  • Avaliação de possíveis anomalias cromossômicas (trissomias do 13,18 e 21) por meio de medida da transluscência nucal, presença de osso nasal e presença da onda A no Doppler do ducto venoso;
  • Previsão de complicações no curso da gestação (como doença hipertensiva específica da gravidez – pré-eclâmpsia);
  • Avaliação de outras estruturas intra e extrauterinas: placenta, morfologia de colo uterino e regiões anexiais.
  1. Bexiga vazia no momento do exame.
  2. É fornecida à paciente uma camisola ou um avental do local onde será realizado o exame.
  3. Explicar para a paciente como será realizado o exame.
  4. Após o fim do exame, a paciente deve ser orientada a realizar higiene íntima em função da possibilidade de presença de gel no fundo vaginal.
  5. Não é necessário repouso ou afastamento das atividades do dia a dia após o exame.
  1. Paciente em decúbito dorsal horizontal.
  2. A mulher deverá assumir a posição ginecológica (joelhos dobrados, pernas entreabertas e pés apoiados nos estribos da maca) em maca tradicional ou em mesa ginecológica com perneiras.
  3. O médico introduz uma sonda encapada com preservativo coberto com gel para facilitar a introdução e passagem pela vagina.
  4. Durante o exame, o médico manipula o transdutor e o abdome da paciente em busca das imagens.
  • Exame, em geral, de pouco desconforto materno;
  • Exame seguro para o embrião/feto;
  • Duração variável, a depender das análises das estruturas requeridas e da presença ou não de anomalias.
  • Treinamento e habilidade do examinador;
  • Qualidade do aparelho;
  • Resultados falso positivos são bastante raros (da ordem de 0,09%);
  • Idade gestacional em que é realizado o exame;
  • Qual órgão ou sistema se encontra acometido por alguma anomalia;
  • Tamanho do abdome materno (panículo adiposo muito proeminente pode dificultar a realização e detecção de anomalias);
  • Fendas orofaciais, pés tortos, equinovaro e micrognatia são mais bem diagnosticados em USG 3D.

Não descritas para exames; sem necessidade de punção.

Anomalias estruturais complicam-se em aproximadamente 3% de todas as gestações.

No primeiro trimestre, podem-se detectar até 50% das anomalias estruturais maiores.

RNM tem papel complementar ao da USGTV, principalmente em anomalias do SNC e em planejamento cirúrgico fetal.

Quando são detectadas anomalias embrionárias e/ou fetais, testes genéticos/cromossômicos devem ser oferecidos aos pais para melhor investigação do diagnóstico.

  • Comprimento cabeça-nádega (CCN): Medida em linha reta mais longa do embrião, feita da margem externa do polo cefálico até a nádega, usada para estimar a idade gestacional. Quando > 84 mm, deixa de ser fidedigno, devendo ser realizada a medida do diâmetro biparietal do feto;
  • Saco gestacional: Visível a partir de 4,5-5 semanas de gestação, com sinal de decisão dupla aparecendo em 5,5-6 semanas. O diâmetro médio é usado para estimar a idade gestacional, quando ainda não há a presença do embrião. Quando o diâmetro médio do saco gestacional é > 25 mm na ausência de polo embrionário e saco gestacional, define-se uma gestação anembrionada;
  • Vesícula vitelínica: Torna-se visível a partir da 5 a semana de gestação e normalmente se degrada entre 10-12 semanas;
  • Frequência cardíaca fetal: Deve estar presente na 7 a semana de gestação;
  • Transluscência nucal: Quando > 2,5 mm, está associada a risco de aneuploidia fetal;
  • Presença de osso nasal: Quando ausente, está associada a risco de aneuploidia fetal;
  • Doppler do ducto venoso: Avaliar a presença da onda A no ducto venoso; quando ausente, há associação a risco de aneuploidia fetal.

Autoria principal: João Marcelo Martins Coluna (Ginecologia e Obstetrícia com mestrado em FIsiopatologia).

Revisão: Camilla Luna (Ginecologista e Obstetra pela UERJ e FEBRASGO, especialista em Reprodução Humana pela AMB).

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