' Vitamina A - Prescrição
Conteúdo copiado com sucesso!

Vitamina A

Voltar

Definição: Vitamina essencial, lipossolúvel, cuja principal fonte pré-formada são aquelas de origem animal (ex.: leite e derivados, fígado, carnes, peixes). Já as fontes de provitamina A são os carotenoides, encontrados, por exemplo, em cenoura, abóbora, batata-doce, mamão, laranja, manga, folhas verde-escuras.

Sinônimos: Retinol; Vitamina A1; Vit. A; Vitamina A sérica; Vitamina A - Sangue.

A vitamina A refere-se aos compostos retinoides que têm atividade biológica do retinol. Há duas formas naturais dessa vitamina: o retinol (vitamina A1), que é predominante, e a 3-dehidro-retinol (vitamina A2).

Ela é armazenada, predominantemente (mais de 90% do total), no fígado em indivíduos com ingesta adequada, principalmente nas células estreladas (lipócitos) hepáticas. Já os carotenoides são estocados no tecido adiposo e convertidos em retinol quando há demanda do organismo. Caso não haja necessidade dessa conversão, os carotenoides serão retidos no tecido adiposo, podendo, por exemplo, tornar a pele amarelada.

Seus níveis séricos refletem a quantidade de vitamina que foi ingerida e absorvida, bem como a de caroteno (provitamina precursora da vitamina A). O caroteno é pertencente ao grupo dos carotenoides, que são provitaminas com propriedades antioxidantes precursoras dietéticas do retinol, encontradas nos pigmentos orgânicos de frutas e vegetais de cores amarela, laranja e vermelha.

Essa vitamina tem um papel importante, por exemplo, para manutenção da integridade das células epiteliais, visão (ex.: conservação da córnea e membrana conjuntival, formação da rodopsina), proliferação e desenvolvimento celular, crescimento, defesa do organismo (ex.: secreção de muco e integridade celular), hematopoiese, reprodução (ex.: espermatogênese, desenvolvimento embrionário).

    Indicações:
  • Diagnóstico da deficiência ou da toxicidade pela vitamina A;
  • Acompanhamento da terapia de reposição de vitamina A.

Como solicitar: Vitamina A.

  • Orientações ao paciente:
    • Jejum de, pelo menos, 8 horas; [cms-watermark]
    • Informar medicações em uso e, a critério médico, suspender o uso de suplementos vitamínicos por 24 horas antes do exame;
    • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem a coleta.
  • Tubo âmbar para soro (tampa vermelha/amarela). Deve-se proteger o material da luz, desde o momento da coleta. Aguardar a retração do coágulo, centrifugar o material, separar o soro e acondicioná-lo em um tubo âmbar, protegido da luz. Armazenar a alíquota congelada (-20 o C);
  • Material: sangue;
  • Volume recomendado: 1 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha. Ilustração: Caio Lima
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela. Ilustração: Caio Lima

30 a 120 µg/dL (1,05 a 4,2 µmol/L).

    Observações: [cms-watermark]
  • As concentrações em crianças são menores do que as de adultos; [cms-watermark]
  • Homens apresentam níveis cerca de 20% maiores do que as mulheres; [cms-watermark]
  • Os valores de referência para a vitamina A podem variar de acordo com o laboratório clínico e a metodologia utilizada. [cms-watermark]
  • Hemólise e/ou exposição à luz do tubo de coleta podem prejudicar os resultados;
  • O consumo excessivo de álcool pode aumentar, transitoriamente, os níveis séricos da vitamina A;
  • As concentrações séricas da vitamina A podem não refletir, de maneira consistente, a sua reserva corporal total, já que ela é majoritariamente estocada no fígado.
    Aumento:
  • Dieta abundante em vitamina A;
  • Suplementação exógena;
  • Mixedema;
  • Diabetes mellitus ;
  • Hipotireoidismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Fármacos (anticoncepcionais orais).
    Diminuição:
  • Deficiência dietética de vitamina A e/ou desnutrição;
  • Insuficiência pancreática;
  • Fibrose cística;
  • Má-absorção intestinal;
  • Deficiência de zinco;
  • Consumo crônico de álcool;
  • Infecção.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

Kanaan S, Garcia MAT, Xavier AR. Bioquímica clínica. 3a ed. Rio de Janeiro: Atheneu; 2022.

Sajovic J, Meglič A, Glavač D, et al. The role of vitamin A in retinal diseases. Int J Mol Sci. 2022; 23(3):1014.

Carazo A, Macáková K, Matoušová K, et al. Vitamin A update: forms, sources, kinetics, detection, function, deficiency, therapeutic use and toxicity. Nutrients. 2021; 13(5):1703.

Redfern CPF. Vitamin A and its natural derivatives. Methods Enzymol. 2020; 637:1-25.

Rifai N, Horvath AR, Wittwer CT. Tietz textbook of clinical chemistry and molecular diagnostics. 6th ed. St. Louis: Elsevier; 2018.

McPherson RA, Pincus MR. Henry's clinical diagnosis and management by laboratory methods. 23rd ed. St. Louis: Elsevier; 2017.

Greaves RF, Woollard GA, Hoad KE, et al. Laboratory medicine best practice guideline: vitamins A, E and the carotenoids in blood. Clin Biochem Rev. 2014; 35(2):81-113.

Jacobs DS, DeMott WR, Oxley DK. Jacobs & DeMott laboratory test handbook with key word index. 5th ed. Hudson: Lexi-Comp Inc.; 2001.