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Vitamina D - 1,25(OH)2D3

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Definição: A 1,25(OH) 2 D 3 é considerada um hormônio esteroide, produzido nos rins (particularmente no túbulo contorcido proximal) a partir da conversão (hidroxilação pela enzima 1-alfa-hidroxilase) da 25(OH) vitamina D . É o principal metabólito biologicamente ativo da vitamina D.

Sinônimos: 1,25(OH) Di-hidroxivitamina D; 1,25-di-hidroxivitamina D3; 1,25(OH)2D3; 1,25(OH)D; 1,25(OH) Vitamina D; 1,25 Vitamina D; Calcitriol; 1,25(OH) 2 D 3 ; 1,25(OH) 2 - Vitamina D; DHVD; 1,25(OH)2D3 Sérica; 1,25(OH)2D3 - Sangue.

A vitamina D é um nome genérico dado a um grupo de compostos lipossolúveis. Ela apresenta propriedades calciotrópicas (metabolização óssea e mineral), além de estar envolvida em variados e importantes processos biológicos em órgãos e sistemas (ex.: sistemas neuromuscular e imunológico) e na diferenciação celular.

Ela age com a calcitonina e o paratormônio (PTH) regulando a homeostase do cálcio. Dentre outras funções, atua no intestino delgado estimulando a absorção e o posterior transporte de fosfato e cálcio para a circulação, aumentando suas concentrações plasmáticas.

Também induz a mineralização óssea, intensificando a atividade do PTH ao promover a reabsorção tubular renal do cálcio . Devido à sua lipossolubilidade, ela é armazenada no tecido adiposo.

A 1,25(OH) 2 D 3 é mais instável, tem meia-vida curta (de 4 a 6 horas), determinação laboratorial difícil e com custo mais elevado, quando comparada à 25(OH) vitamina D .

Por esses motivos, a 25(OH)D é o biomarcador de preferência para a avaliação laboratorial do status nutricional da vitamina D, em função de ser a principal forma circulante da vitamina D no sangue, apresentar meia-vida mais longa (2 a 3 semanas), maior estabilidade e facilidade/disponibilidade em sua quantificação.

    Indicações:
  • Diagnóstico diferencial de hipercalcemia;
  • Particularmente útil na avaliação de pacientes com hipercalcemia decorrente da conversão extrarrenal da 25(OH) vitamina D em 1,25(OH) vitamina D;
  • Em casos selecionados (ex.: doença renal), como complemento dos níveis séricos da 25(OH) vitamina D .

Como solicitar: 1,25(OH) 2 D 3 .

  • Orientações ao paciente: Não é necessário nenhum preparo específico. O uso recente de radioisótopos deve ser evitado se o método utilizado for por radioimunensaio;
  • Tubo para soro ( tampa vermelha/amarela). Aguardar a devida retração do coágulo, centrifugar o tubo por 15 minutos e refrigerar (2 a 8 o C) a amostra em seguida;
  • Material: Sangue;
  • Volume recomendável: 1 mL.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Tubo para soro - tampa vermelha - Ilustração: Caio Lima.
Texto alternativo para a imagem Figura 2. Tubo para soro - tampa amarela - Ilustração: Caio Lima.

15 a 60 ng/mL.

Observação! Os valores de referência para a 1,25(OH)2D3 podem variar de acordo com o Laboratório Clínico, o sexo, a idade e a metodologia utilizada. [cms-watermark]

O uso recente de radioisótopos deve ser evitado se o método utilizado for por radioimunensaio.

A 1,25(OH) 2 D 3 não é um biomarcador confiável para a avaliação de toxicidade pela vitamina D.

Níveis normais de 1,25(OH) 2 D 3 não afastam completamente o diagnóstico da deficiência desse hormônio esteroide.

    Aumento:
  • Hiperparatireoidismo;
  • Intoxicação pela 1,25(OH) vitamina D;
  • Raquitismo tipo II;
  • Doenças granulomatosas;
  • Linfomas;
  • Hipercalciúria idiopática;
  • Gravidez.
    Diminuição:
  • Hipoparatireoidismo;
  • Pseudo-hipoparatireoidismo;
  • Hipercalcemia/osteomalácia secundária à malignidade;
  • Insuficiência renal crônica;
  • Hiperfosfatemia;
  • Hipomagnesemia;
  • Raquitismo tipo I;
  • Doença hepática grave;
  • Síndrome nefrótica;
  • Intoxicação pela 25(OH) vitamina D;
  • Deficiência grave de vitamina D;
  • Algumas doenças hereditárias;
  • Medicamentos (inibidores de protease).

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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