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pH Fecal

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Definição: Medida do pH de fezes recentes frescas.

Sinônimos: Determinação do pH fecal; pH - Fezes; pH- Fezes recentes frescas.

Os níveis do pH das fezes dependem, principalmente, da dieta, do trânsito intestinal e da fermentação de açúcares no intestino.

A produção de ácidos graxos pela fermentação bacteriana intestinal dos carboidratos contribui para o pH fecal ligeiramente ácido fisiologicamente (em torno de 6).

    Indicações:
  • Avaliação de síndromes de má-absorção e de distúrbios gastrointestinais;
  • Investigação de deficiência de dissacaridases no intestino delgado.

Como solicitar: pH fecal.

  • Orientações ao paciente:
    • O uso de laxativos, contraste oral, talco e supositórios deve ser evitado nos 3 dias que antecedem a coleta do exame;
    • Coletar pequenas frações de fezes em diferentes partes do bolo fecal;
    • Evitar contaminação com a urina durante a coleta;
    • Não colocar no frasco: água, palitos, papel higiênico, fralda, etc.
  • Recipiente próprio fornecido ou orientado pelo laboratório (Figura 1; vasilhame limpo e seco). Manter o material sob refrigeração (2 a 8 o C);
  • Material: fezes;
  • Volume recomendável: 5 g.
Texto alternativo para a imagem Figura 1. Frasco de coleta apropriado para fezes fornecido ou orientado pelo laboratório. Ilustração: Caio Lima

pH fecal em torno de 6.

    Observações:
  • O pH fecal pode variar conforme as dietas (as ricas em carboidratos tendem a diminuir o pH, e as abundantes em proteínas induzem o seu aumento); [cms-watermark]
  • Os valores de referência do pH fecal podem variar de acordo com o laboratório clínico, a idade e a metodologia utilizada; [cms-watermark]
  • Recém-nascidos entre 3 e 7 dias de vida têm, fisiologicamente, o pH fecal mais elevado. [cms-watermark]

Contaminação com urina, talco, bário e conservantes.

Fezes muito sanguinolentas podem interferir nas dosagens.

O pH fecal pode variar conforme as dietas (as ricas em carboidratos tendem a diminuir o pH, e as abundantes em proteínas induzem o seu aumento).

Bebês em aleitamento materno exclusivo costumam ter um pH fecal menor em comparação aos bebês que consomem fórmula infantil.

A avaliação do pH fecal pode falhar na detecção da deficiência leve/moderada de dissacaridases, pois apresenta sensibilidade e especificidade baixas.

Um pH fecal elevado não exclui de modo definitivo a possibilidade do diagnóstico da deficiência de dissacaridases.

    Aumento do pH (maior alcalinidade):
  • Colite;
  • Tumor viloso;
  • Uso de antibióticos;
  • Dieta rica em proteínas;
  • Pancreatite crônica;
  • Pós-ressecção intestinal.
    Diminuição do pH (maior acidez):
  • Má-absorção de carboidratos;
  • Deficiência de dissacaridases.

Autoria principal: Pedro Serrão Morales (Patologia Clínica e Medicina Laboratorial).

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