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pHmetria Esofagiana Convencional

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Definição: Exame complementar que tem por finalidade avaliar a exposição esofágica ao ácido e também correlacionar os sintomas apresentados pelo paciente com os episódios de refluxo que ocorreram durante a monitorização.

Sinônimos: Esôfago-pHmetria, monitorização prolongada do pH esofágico.

pHmetria esofagiana.

  • Avaliação de doença do refluxo gastroesofágico – diagnóstico e refratariedade ao tratamento;
  • Avaliação de doenças funcionais do esôfago, como pirose funcional e esôfago sensível ao refluxo;
  • Investigação de manifestações otorrinolaringológicas do refluxo;
  • Pré e pós-operatório de fundoplicatura.
  • Localização do esfíncter esofagiano inferior: mais comumente realizada pela técnica de manometria esofagiana, mas também pode ser feita por endoscopia digestiva alta e fluoroscopia;
  • O cateter com eletrodos de pH é introduzido pela narina após anestesia tópica com Xilocaína e posicionado 5 cm acima do limite superior do esfíncter esofagiano inferior, conforme determinado previamente pela manometria. Na sequência, o cateter é fixado no rosto e no pescoço do paciente com fita adesiva de micropore;
  • O paciente permanece com o cateter de pHmetria por 24 horas e registra todos os sintomas, alterações de decúbito e refeições;
  • Após 24 horas, paciente retorna a clínica para retirada do cateter de pHmetria.
    O exame é composto de quatro etapas:
  1. Calibração do equipamento.
  2. Orientação e preparo do paciente:
    • Jejum de 6-8 horas para passagem do cateter de manometria e pHmetria;
    • Suspensão de possíveis medicações que possam interferir no resultado do exame, conforme indicação e orientação de médico assistente. Se indicado, inibidores de bomba de prótons devem ser suspensos, pelo menos, 7 dias antes, enquanto bloqueadores H2 podem ser suspensos 3 dias antes do estudo;
    • Orientar o paciente de que não é permitido tomar banho no dia do exame;
    • Durante o exame, deve-se evitar a ingestão de refrigerantes, chás e café.
  3. Localização do esfíncter esofagiano inferior através do cateter de manometria, seguida da passagem do cateter com eletrodos de pH.
  4. Retirada do cateter após 24 horas e avaliação dos resultados pelo médico. O tempo mínimo de permanência com o cateter deve ser superior a 16 horas.
  • Escore de DeMeester: Avalia o número total de episódios de refluxo com pH menor que 4, tempo total de refluxo nas 24 horas expresso em porcentagem, tempo de refluxo em posição supina expresso em porcentagem, tempo de refluxo em decúbito expresso em porcentagem, número de episódios de refluxo com duração acima de 5 minutos, duração do mais longo episódio de refluxo em minutos. Normal de 14 até 72 horas;
  • Índice de sintomas: Porcentagem dos episódios de sintomas registrados durante estudo de 24 horas que parecem estar correlacionados com episódios de refluxo. Seu cálculo é feito dividindo-se o número de sintomas relacionados ao refluxo sobre o número total de sintomas. Valores ≥ 50% são considerados positivos;
  • Probabilidade de associação de sintomas: Expressão em porcentagem da probabilidade de sintomas e refluxo estarem associados. Seu cálculo é feito dividindo-se as 24 horas de pHmetria em períodos de 2 minutos e, em cada um desses 2 minutos, determinando se houve refluxo e/ou sintoma. Depois, realiza-se o teste exato de Fisher para avaliar a probabilidade de associação. Valores ≥ 95% são considerados positivos.
  • Eletrodo posicionado inadequadamente na transição esofagogástrica ou na câmara gástrica;
  • Eletrodo posicionado adequadamente em pacientes com grandes hérnias hiatais – pode haver migração da câmara gástrica para o tórax, levando à monitorização intragástrica temporária;
  • pHmetria realizada em pacientes com obstruções orgânicas ou funcionais;
  • Uso inadvertido de medicações, como inibidores de bomba de prótons ou antiácidos;
  • Ressecamento do eletrodo posicionado na faringe pela perda de contato deste com a parede do órgão.

Autor(a) principal: Guilherme Grossi Lopes Cançado (Gastroenterologia e Hepatologia).

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