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Ácido Tranexâmico

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Descrição

O Ácido tranexâmico forma um complexo reversível que desloca o plasminogênio da fibrina, resultando na inibição da fibrinólise. Também inibe a atividade proteolítica da plasmina. Com a redução da atividade da plasmina, ele reduz a ativação do complemento e o consumo do inibidor da C1 esterase (C1-INH), diminuindo a inflamação associada ao angioedema hereditário.

Devido à sua ação inibitória sobre a tirosinase como também à possível interferência na interação dos melanócitos e queratinócitos através da inibição do sistema plasmina-plasminogênio, o Ácido tranexâmico inibe a síntese da melanina e, consequentemente, atua como agente despigmentante.

Apresenta, ainda, capacidade de quelar o ferro existente na hemossiderina, o que lhe confere propriedades para ser usado nas hipercromias não melanodérmicas (ex.: nas olheiras).

Usado tanto para formulação de uso oral (cápsula dura), quanto tópica (gel, sérum, creme, gel-creme e loção).

Para mais informações, acesse Ácido tranexâmico.

Indicação

  • Controle de hemorragias provocadas por hiperfibrinólise;
  • Hemorragias digestivas e das vias aéreas;
  • Epistaxe;
  • Hemofilia;
  • Angioedema hereditário;
  • Hipercromias.

Concentração/Dose Usual

Uso Oral

  • Menorragia: 2-3 doses de 250 mg VO 3-4x/dia, por 3-4 dias, iniciando no 1º dia do ciclo;
  • Epistaxe: 500 mg VO 3x/dia, por 7 dias;
  • Hemofilia: No preparo de extrações dentárias, 2-3 doses de 250 mg VO de 8/8 horas;
  • Angioedema hereditário: Administração intermitente de 2-3 doses de 250 mg VO 2-3x/dia;
  • Dose máxima: 3 g/dia. Entretanto, em alguns casos e sob supervisão, a dose poderá ser aumentada até 4,5 g/dia.

Uso Tópico

  • Hipercromias: 0,4-5%, aplicar localmente 2x/dia conjuntamente a filtro solar.

Estabilidade

  • O pH de estabilidade para preparações tópicas é entre 3 e 5;
  • A cápsula deve ser opaca, pois o Ácido tranexâmico é fotossensível.

Incompatibilidade

  • Não há informações.

Contraindicação

  • Hipersensibilidade ao Ácido tranexâmico;
  • Portadores de coagulação EV ativa;
  • Portadores de vasculopatia oclusiva aguda.

Formulações

  • Tretinoína + Hidroquinona + Ácido tranexâmico + Alfa-bisabolol.

Autoria principal: Francisco Damasceno (Farmácia Industrial e Magistral Alopática).

    Equipe adjunta:
  • Flavia Ribeiro (Farmácia Industrial e Hospitalar);
  • Flaviane Gecler (Farmácia Industrial e Hospitalar);
  • Lidiane Motta (Farmácia Industrial e Mestre em Ciências Farmacêuticas);
  • Marcus Carmo (Farmácia Industrial e Mestre em Ciências).

Ácido Tranexâmico. Goiás: ValdequímicaIndústria de Insumos Farmacêuticos Ltda. 2017. Folheto Técnico.

Hemoblock (Ácido tranexâmico). Adriano Pinheiro Coelho. São Paulo: EMS SIGMA Pharma Ltda., 2021. Bula de medicamento. [cms-watermark]

Batistuzzo JAO, Itaya M, Eto Y. Formulário Médico Farmacêutico. 6ª ed. Revisada e Ampliada. São Paulo: Atheneu, 2021. [cms-watermark]

Ácido Tranexâmico. Goiás: Valdequímica Produtos Químicos Ltda. 2017. Folheto Técnico.