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A prática de sexo desprotegido, principalmente com múltiplos parceiros, oferece um alto risco de contaminação por infecções sexualmente transmissíveis (IST's). Desse modo, o ideal é que a paciente, antes de ter a sua primeira relação sexual, vá ao ginecologista para receber orientações de como evitar gestação e IST's.
A idade fértil da mulher é, em média, dos 12 aos 45 anos, nesse período, o ideal é que ela faça uso de um método contraceptivo, caso não deseje engravidar — todavia devendo sempre ser orientada que o único método contraceptivo que previne IST's é o preservativo, seja o feminino ou o masculino.
Sendo assim, o ideal conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS) é orientar a paciente a realizar a dupla proteção, que consiste no uso de preservativo (masculino ou feminino) associado a outro método (ex.: anticoncepcional oral, dispositivo intrauterino – DIU, anticoncepcional injetável, etc).
A escolha do método contraceptivo deve ser realizada em conjunto com a paciente, visando sempre a maior adesão e eficácia do método. Nesse momento, devem ser avaliados diversos fatores como: uso de medicações, história familiar e pessoal de eventos trombóticos, história de enxaqueca, entre outros; uma vez que diversos fatores influenciam tanto na efetividade do método como na possibilidade de efeitos colaterais.
Quando houver o desejo de mudança do método contraceptivo por outro, sempre deve ser orientado o uso concomitante de um método de barreira (“camisinha”), até a suspensão do uso conforme orientação do ginecologista.
Nas mulheres em uso de anticoncepção hormonal e métodos de barreira (preservativo e diafragma), é fundamental uma boa adesão para maior segurança da anticoncepção, todavia sempre deve-se orientar que todo e qualquer método apresenta um índice de falha (índice de Pearl).
Usuárias de contraceptivos hormonais orais devem ser orientadas que em eventuais casos de esquecimento de uma dose da medicação, pode-se seguir com a administração normal do mesmo a partir do dia seguinte — ou seja, no dia seguinte ao esquecimento será ingerido 2 comprimidos (o do dia anterior e o do dia corrente).
Quando o esquecimento for superior a uma dose, a paciente deve seguir o uso do anticoncepcional normalmente (sem ingerir as doses esquecidas), porém deve usar preservativo por 1 mês para garantir a anticoncepção.
O acompanhamento ginecológico deve ser realizado anualmente, ou conforme indicado, para que se realize exames preventivos e de rastreio. Além disso é de fundamental importância, durante a consulta, orientar o autoexame mensal das mamas, devendo ser realizado, preferencialmente, após o período menstrual.
Autor(a) principal: Camilla Luna (Ginecologia e Obstetrícia, com especialização em Reprodução Humana).
Revisor(a): João Marcelo Coluna (Ginecologia e Obstetrícia, com mestrado em Fisiopatologia).
Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Caderno de atenção básica: Saúde sexual e saúde reprodutiva. Brasília - DF: Ministério da Saúde, 2009.
Tepper NK, et al. Update to CDC’s U.S. Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use, 2016: Revised Recommendations for the Use of Hormonal Contraception Among Women at High Risk for HIV. Infection Weekly 2017 Set 22;66(37);990–994