' Arboviroses (Dengue, Zika, Chikungunya e Outras) - Prescrição
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Arboviroses (Dengue, Zika, Chikungunya e Outras)

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Definição: Conjunto de doenças com características similares que são transmitidas por mosquito, como a dengue, a zika e a chikungunya.

    Como as arboviroses são transmitidas?
  • A transmissão das arboviroses ocorre por meio de mosquitos, ao picar uma pessoa infectada pelo vírus da doença e, em seguida, uma nova pessoa.
    Existem situações em que o risco de pegar essas doença é maior?
  • Locais com "água parada" facilitam a reprodução dos mosquitos, que transmitem a doença, aumentando a chance de pegar a doença.
    Quais são os sintomas das arboviroses?
  • Os sintomas variam entre cada doença, mas geralmente apresentam febre (menos comum na zika), dores no corpo, dores de cabeça, dores atrás dos olhos, mal-estar e náuseas.
    Quais sintomas indicam gravidade em um caso de arbovirose?
  • Podem ser sinais de gravidade em um paciente com suspeita de arbovirose: Presença de formigamentos, dificuldade de andar, sangramentos, estado geral muito debilitado, dor abdominal muito forte, tonteiras, desmaios e vômitos muito intensos.
    Como se diferenciam as arboviroses?
  • A identificação da doença causadora dos sintomas, no caso das arboviroses, só é definitiva após exames laboratoriais. No entanto, a avaliação clínica do médico, através da história do paciente e do exame físico, já é capaz de direcionar a conduta;
  • A dengue é a potencialmente mais grave entre elas. Por isso, a conduta frequentemente segue recomendações para dengue.
    Como se define se uma arbovirose é grave?
  • Além dos sintomas característicos de gravidade mencionados acima (veja em "Sintomas"), o médico realizará uma classificação de risco de acordo com informações do exame físico e de exames complementares.
    Quais as medidas de tratamento?
  • O tratamento será direcionado de acordo com a avaliação e classificação da gravidade feita pelo médico. É importante seguir rigidamente as recomendações e datas de retorno para acompanhamento;
  • A hidratação é muito importante. Manter hidratação oral abundante (em torno de 60-80 mL/kg/dia);
  • Não interromper a alimentação;
  • Evitar o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (ex.: Diclofenaco e Ibuprofeno) e Acido acetilsalicílico (AAS);
  • Saber identificar os sinais de alarme que motivem o retorno imediato ao serviço de saúde: P arestesia, paralisia e dificuldade de deambulação, manifestações hemorrágicas, queda do estado geral, dor abdominal intensa, tonteiras, desmaios e manifestações neurológicas atípicas.
    Quais as medidas de prevenção?
  • Usar repelentes de mosquito, seguindo as seguintes orientações: aplicar o repelente na pele exposta e por cima das roupas (nunca por baixo); não aplicar próximo aos olhos, nariz e boca; aplicar o repelente sempre por último, ou seja, após a aplicação de hidratantes, filtro solar e maquiagem;
  • Utilizar roupas que diminuam a exposição da pele;
  • Adotar medidas de controle do mosquito em casa e na comunidade, como descartar água parada e evitar exposição de recipientes à chuva.

Repelentes de Uso Autorizado em Gestantes [cms-watermark]

Princípio Ativo Nome Comercial Tempo de Ação
Icaridina Exposis® 10 horas
DEET Adulto Repelex®; OFF® 6 horas
IR3535 Johnson® Loção Antimosquito 2 horas

Autor(a) principal: Renato Bergallo (Medicina de Família e Comunidade). [cms-watermark]

Duncan BB, Schmidt MI, Giuliani ERJ. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3a ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.

Gusso G, Lopes JMC. Tratado de medicina de família e comunidade. 2a ed. Porto Alegre: Artmed, 2019.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde : volume único. 3a ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.

Secretaria Municipal de saúde e Defesa Civil (RJ), Subsecretaria de Promoção da Saúde, Atenção Primária e Vigilância em Saúde, Superintendência de Atenção Primária (SUBPAV/SAP), Coordenação de Doenças Transmissíveis. Manejo Clínico da Fase Aguda das Arboviroses. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de saúde e Defesa Civil, 2019.