O tratamento é multidisciplinar e deve envolver um psicólogo, um nutricionista e um médico psiquiatra;
O ambiente clínico do tratamento depende da gravidade e cronicidade, podendo se realizar em ambulatório, hospital-dia ou internação (esteja atento aos critérios de internação);
Os principais pilares do tratamento:
Reabilitação nutricional e psicoterapia;
A maior parte de estudos nos adultos recomenda a terapia cognitivo-comportamental, Modelo Maudsley de Tratamento de Anorexia Nervosa para Adultos (MANTRA), terapia interpessoal e psicodinâmica. Não há evidências de superioridade de uma intervenção em relação a outra;
Os psicofármacos não promovem melhora nos sintomas centrais do transtorno ou no ganho ponderal. Desse modo, medicamentos não devem ser usados como tratamento único ou primário para anorexia nervosa (AN);
A Olanzapina é a única medicação estudada com algum benefício, mas, ainda assim, pouco consistente. Em um estudo com dose de 10 mg/dia em adultos, houve um pequeno efeito positivo no ganho de peso e agitação, sem alterar as taxas de hospitalização. A maior parte das referências não indica o seu uso;
ISRS devem ser a primeira escolha para tratamento de comorbidades. Evitar o uso de antidepressivos tricíclicos, inibidores da monoaminoxidase pelo perfil de tolerabilidade e risco de toxicidade e Bupropiona (maior risco de convulsões).
Tratamento Não Farmacológico
Reabilitação nutricional:
Preferência pela via oral. A dieta deve ter inicialmente baixa ingestão calórica, a qual deve ser aumentada gradativamente. O ganho de peso esperado é de 0,25-0,5 kg por semana em pacientes no ambulatório e de 0,5-1,5 kg em pacientes internados. As dosagens séricas de potássio, fósforo e magnésio devem ser diárias nos primeiros sete dias de internação hospitalar, com posterior dosagem 3x por semana até estabilização do quadro.
Psicoterapia:
Terapia cognitivo-comportamental (TCC), Modelo Maudsley de Tratamento de Anorexia Nervosa para Adultos (MANTRA), terapia interpessoal e psicodinâmica.
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