Conteúdo copiado com sucesso!

Artrite Reativa

Voltar

Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

    Recomendações:
  • Na maioria dos casos, a artrite reativa apresentará apenas uma forma aguda/subaguda, com resolução ao longo de semanas a poucos meses:
    • O tratamento específico está indicado na artrite reativa que evoluiu em sua forma crônica (> 3-6 meses). [cms-watermark]
  • O uso de AINEs é o tratamento padrão para a forma aguda/subaguda, pois auxilia no controle do processo inflamatório e tem ação analgésica;
  • A infiltração articular pode ser utilizada em pacientes com mono ou oligoartrite refratárias ao tratamento com AINEs. O tipo e a dose do corticoide administrado vão depender da articulação acometida;
  • Em pacientes refratários a AINEs e infiltração articular, pode ser tentado curso de corticoide via oral em doses baixas a moderadas, de modo a conseguir manter na menor dose e pelo menor tempo possível. Se dificuldade de retirada de corticoide, drogas modificadoras do curso de doença podem ser utilizadas;
  • No caso da artrite reativa associada a Chlamydia documentada por RT-PCR sérico ou de secreção uretral ( Chlamydia-induced reactive arthritis - CiReA), alguns autores sugerem um curso prolongado de Rifampicina + doxiciclina ou macrolídeos . [cms-watermark]
    Cuidado com o uso de AINEs: [cms-watermark]
  • Em pacientes com idade mais avançada, os AINEs devem ser prescritos com cautela, dado o risco aumentado de eventos adversos e de eventos cardiovasculares; [cms-watermark]
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica, pelo risco de piora da função renal; [cms-watermark]
  • A associação a inibidores de bomba de prótons reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo AINE. [cms-watermark]

Tratamento Farmacológico

Escolha um dos esquemas abaixo ou associe-os conforme indicação clínica.

    Esquema A: Anti-inflamatórios não esteroidais ( AINEs): Usar doses máximas, sob demanda, por, no mínimo, 4 semanas. Se a resposta for inadequada, trocar por outro AINE por período semelhante. Escolha uma das opções:
  • Diclofenaco 50 mg VO de 8/8 horas;
  • Nimesulina 100 mg VO de 12/12 horas;
  • Cetoprofeno 50 mg VO de 8/8 horas;
  • Meloxicam 15 mg VO de 24/24 horas;
  • Naproxeno 500 mg VO de 12/12 horas;
  • Ibuprofeno 600 mg VO de 6/6 horas;
  • Indometacina 50 mg VO de 8/8 horas;
  • Celecoxibe 200 mg VO de 12/12 horas.
    Esquema B: Analgesia simples: Se persistência da dor, associar uma das opções:
  • Dipirona 500-1.000 mg VO de 6/6 horas;
  • Dipirona (500 mg/mL) 20-40 gotas VO de 6/6 horas;
  • P aracetamol 750 mg VO de 6/6 horas;
  • P aracetamol (200 mg/mL) 35-55 gotas VO de 6/6 horas.
    Esquema C: Corticoide sistêmico. Para casos periféricos refratários a AINEs e infiltração articular com corticoide. Não deve ser usado de rotina e deve ser mantido na menor dose e pelo menor tempo possível:
  • Prednisona (5 mg ou 20 mg/comprimido) Iniciar com 20 mg VO 1x/dia:
    • Reduzir progressivamente até a menor dose necessária para controlar os sintomas; [cms-watermark]
    • Após alcançar controle da doença com a menor dose possível, deve-se programar retirada;
    • Para mais informações sobre a retirada de glicocorticoide, acesse Desmame de glicocorticoide. [cms-watermark]

Orientações ao Prescritor

  • O uso de MMCDs sintéticos na artrite reativa crônica é realizado de maneira empírica, e o uso de anti-TNFs, de maneira off-label . Desse modo, dada a ausência de estudos de alta qualidade metodológica para guiar o tratamento da artrite reativa, seu tratamento segue os mesmos preceitos descritos no tema das espondiloartrites como um grupo: [cms-watermark]
    • Para mais informações, acesse a prescrição de Espondiloartrites. [cms-watermark]
  • No caso específico da artrite reativa induzida por Chlamydia (CiReA), um ensaio clínico randomizado e controlado demonstrou benefício no controle dos sintomas articulares por meio do uso prolongado de antibióticos combinados, naqueles com infecção por Chlamydia documentada por PCR:
    • Como há resultados conflitantes na literatura, seu uso, descrito a seguir na seção Tratamento Farmacológico, pode ser feito, mas deverá ser individualizado, considerando seus potenciais riscos e benefícios. Não é recomendado o uso rotineiro. [cms-watermark]

Tratamento Farmacológico

Específico para CiReA, com infecção persistente documentada por PCR: Ambos os esquemas apresentados abaixo são equivalentes (sem ordem de preferência). Atenção! Seu uso não deve ser feito de rotina, uma vez que os resultados dos estudos são mistos e a maioria não mostra benefício. Deve ser prescrito de maneira individualizada, pesando riscos e benefícios. Escolha um dos esquemas abaixo.

Esquema A: Associação:

I. Rifampicina 300 mg VO de 24/24 horas, por 6 meses.
+
II. Doxiciclina 100 mg VO de 12/12 horas, por 6 meses.

Esquema B: Associação:

I. Rifampicina 300 mg VO de 24/24 horas, por 6 meses.
+
II. Azitromicina 500 mg VO de 24/24 horas, por 5 dias, seguidos de 500 mg VO 2x/semana, por 6 meses.