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Balanopostite

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Prescrição Ambulatorial

Tratamento Farmacológico

    1. Tratamento da infecção por cândida (principal causa): Escolha uma das seguintes opções:
  • Miconazol a 2% creme (20 mg/g). Aplicar 2 vezes/dia nas lesões;
  • Clotrimazol a 1% creme (10 mg/g). Aplicar 2 vezes/dia nas lesões;
  • Nistatina creme (100.000 unidades/g). Aplicar 2 vezes/dia nas lesões (em caso de paciente alérgicos a imidazólicos);
  • Fluconazol 150 mg VO em dose única (alternativa em caso de sintomas graves);
  • Itraconazol 200 mg VO a cada 12 horas, por 1 dia.

2. Associação de antifúngico à Hidrocortisona a 1% creme (10 mg/g). Aplicar 2 vezes/dia nas lesões, em associação ao antifúngico.

Tratamento Não Farmacológico

1. Realizar boa retração do prepúcio e higienização local com água e emolientes. Secar bem a região ao final da limpeza, com posterior redução do prepúcio.

2. Evitar agentes irritantes locais (ex.: sabão).

3. Usar preservativo em todas as relações sexuais (cuidado com o risco de falha do método se uso concomitante com agentes tópicos no pênis), sendo mais indicado evitar as relações sexuais até cicatrização da(s) lesão(ões).

4. Em caso de refratariedade ao tratamento, encaminhar o paciente para um especialista para avaliação de biópsia.

Tratamento Farmacológico

    1. Tratamento de anaeróbios ou Gardnerella sp.:
  • Metronidazol a 0,75% (7,5 mg/g), uso [cms-watermark] tópico. Aplicar 2 vezes/dia, por 7 dias;
  • Metronidazol (400 mg/comprimido) 2 g (5 comprimidos) em dose única ou 2 vezes/dia, por 7 dias (em casos graves).

Tratamento Não Farmacológico

1. Realizar boa retração do prepúcio e higienização local com água e emolientes. Secar bem a região ao final da limpeza, com posterior redução do prepúcio.

2. Evitar agentes irritantes locais (ex.: sabão).

3. Usar preservativo em todas as relações sexuais (cuidado com o risco de falha do método se uso concomitante com agentes tópicos no pênis).

4. Em caso de refratariedade ao tratamento, encaminhar o paciente para um especialista para avaliação de biópsia.

Tratamento Farmacológico

    1. Tratamento de infecção por estreptococo ou estafilococo:
  • Mupirocina a 2% (20 mg/g) [cms-watermark] , uso tópico. Aplicar 3 vezes/dia, por 7 a 14 dias;
  • Cefalexina (500 mg/comprimido) 4 vezes/dia, por 7 dias (em casos graves).

Tratamento Não Farmacológico

1. Realizar boa retração do prepúcio e higienização local com água e emolientes. Secar bem a região ao final da limpeza, com posterior redução do prepúcio.

2. Evitar agentes irritantes locais (ex.: sabão).

3.Usar preservativo em todas as relações sexuais (cuidado com o risco de falha do método se uso concomitante com agentes tópicos no pênis), sendo mais indicado evitar as relações sexuais até cicatrização da(s) lesão(ões).

4. Em caso de refratariedade ao tratamento, encaminhar o paciente para um especialista para avaliação de biópsia.

Tratamento Farmacológico

    1. Tratamento tópico . Escolha uma das seguintes opções:
  • Fluoruracila (creme) a 5% (50 mg/g) 2 vezes/dia, por 3 a 8 dias;
  • Podofilina a 0,5% 2 vezes/dia, por 3 dias.

Tratamento Não Farmacológico

1. Realizar boa retração do prepúcio e higienização local com água e emolientes. Secar bem a região ao final da limpeza, com posterior redução do prepúcio.

2. Evitar agentes irritantes locais (ex.: sabão).

3. Usar preservativo em todas as relações sexuais (cuidado com o risco de falha do método se uso concomitante com agentes tópicos no pênis), sendo mais indicado evitar as relações sexuais até cicatrização da(s) lesão(ões).

4. Outras opções incluem crioterapia, excisão e curetagem cirúrgica.

5. Em caso de refratariedade ao tratamento, encaminhar o paciente para um especialista para avaliação de biópsia.

Tratamento Farmacológico

    1. Terapia sistêmica: Escolha uma das seguintes opções:
  • Aciclovir 400 mg, VO, 3 vezes/dia, por 7 a 10 dias;
  • Aciclovir 200 mg, VO, 5 vezes/dia, por 7 a 10 dias;
  • Valaciclovir 500 mg, VO, 2 vezes/dia, por 7 a 10 dias.

Tratamento Não Farmacológico

1. Realizar boa retração do prepúcio e higienização local com água e emolientes. Secar bem a região ao final da limpeza, com posterior redução do prepúcio.

2. Evitar agentes irritantes locais (ex.: sabão).

3. Usar preservativo em todas as relações sexuais (cuidado com o risco de falha do método se uso concomitante com agentes tópicos no pênis).

4. Em caso de refratariedade ao tratamento, encaminhar o paciente para um especialista para avaliação de biópsia.

Outras informações

    Autoria principal: Rafael Silva Duarte (Medicina e Microbiologia).
    Revisão:
  • Vanessa Nascimento (Cirurgia Pediátrica Geral pelo IFF/FIOCRUZ e Oncológica pelo INCA);
  • Diogo Moreira Perlingeiro (Urologia e Cirurgia Geral).

LI M, Mao JX, JIang HH, et al. Microbiome profile in patients with adult balanoposthitis: relationship with redundant prepuce, genital mucosa physical barrier status and inflammation. Acta Dermato Venereologica. 2021; 101(5):adv00466.‌

Gilbert DN, Chambers HF, Saag MS, et al. The Stanford Guide to antimicrobial therapy 2017. 47th ed. Sperryville: Antimicrobial Therapy; 2017.

Edwards SK, Bunker CB, Ziller F, et al. 2013 European guideline for the management of balanoposthitis. Int J STD AIDS. 2014; 25(9):615-26.

Pandya I, Shinojia M, Vadukul D, et al. Approach to balanitis/balanoposthitis: current guidelines. Indian J Sex Transm Dis AIDS. 2014; 35(2):155-7.