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Cardiomiopatia Hipertrófica em Pediatria

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

  • Orientar que paciente não realize esportes competitivos/esforço físico extenuante, pelo risco de morte súbita; [cms-watermark]
  • Evitar medicamentos que aumentam o gradiente da via de saída do ventrículo esquerdo, como vasodilatadores, diuréticos e digoxina.

Tratamento Farmacológico

    1. Terapia de primeira linha: Betabloqueador em monoterapia. Escolha uma das opções:
  • Atenolol 0,5-1 mg/kg/dia VO de 12/12 horas ou de 24/24 horas. Dose máxima: 2 mg/kg/dia ou 100 mg/dia;
  • Propranolol d ose usual: 2-4 mg/kg/dia VO de 8/8 horas ou de 12/12 horas.

2. Terapia de segunda linha: Para pacientes que não toleram betabloqueador por efeitos colaterais. Escolha um dos esquemas:

    Esquema A: Bloqueador de canal de cálcio em monoterapia:
  • Verapamil 4-8 mg/kg/dia VO de 8/8 horas. Dose máxima: 480 mg/dia;
    Observação! Evitar uso em < 1 ano pelo risco de apneia, hipotensão e parada cardiorrespiratória.
    Esquema B: Antiarritmíco da Classe IA em monoterapia.
  • Disopiramida , conforme idade:
    • < 1 ano: 10-30 mg/kg/dia de 6/6 horas;
    • 1 a 4 anos: 10-20 mg/kg/dia de 6/6 horas;
    • 4 a 12 anos: 10-15 mg/kg/dia de 6/6 horas;
    • > 12 anos: 6-15 mg/kg/dia de 6/6 horas. Dose máxima: 1.600 mg/dia.
    3. Terapia combinada: Para pacientes em monoterapia com muitos sintomas e obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo, pode-se combinar as medicações de primeira linha e segunda linha. Escolha uma das opções:
  • Betabloqueador + Verapamil: É a combinação normalmente mais utilizada em crianças. Monitorar para efeitos adversos: bradicardia, hipotensão, diminuição do apetite, intolerância para alimentação;
  • Combinações utilizando a Disopiramida: Não são comuns em crianças, mas podem ser uma opção em adolescentes que não tolerem a combinação de betabloqueadores com bloqueador de canal de cálcio;
  • Monitorar efeitos adversos;
  • A combinação das três medicações não deve ser utilizada.

Tratamento Não Farmacológico

  • Para pacientes refratários ao tratamento medicamentoso otimizado, pode-se considerar tratamento cirúrgico: miectomia-miotomia de Morrow; [cms-watermark]
  • Cardioversor desfibrilador implantável (CDI) para prevenção de morte súbita. Podem ser indicados para pacientes com fatores de risco para morte súbita:
    • Parada cardíaca anterior;
    • Taquicardia ventricular sustentada espontânea (> 3 vezes com batimentos > 120 bpm no ECG Holter);
    • História familiar de morte súbita prematura;
    • Taquicardia ventricular não sustentada;
    • Síncope sem explicação;
    • Espessura do ventrículo esquerdo > 30 mm;
    • Pressão arterial anormal durante exercício físico.