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Delirium (Intra-hospitalar)

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Prescrição Hospitalar

Orientações ao Prescritor

    Orientações gerais:
  • É fundamental investigar e tratar a causa por trás do transtorno; [cms-watermark]
  • Abordagens não farmacológicas são essenciais, destacando-se:
    • Estratégias de reorientação;
    • Atividades terapêuticas;
    • Normalização do ciclo sono-vigília;
    • Mobilidade precoce e segura;
    • Correção de déficits sensoriais;
    • Abordagem de insultos agudos;
    • Ajuste de medicamentos.
  • Não há nenhuma medicação aprovada pelos órgãos de regulação de saúde (como a FDA - Food and Drug Administration -, nos EUA) para tratar ou reverter o transtorno. O uso dos fármacos indicados a seguir é off-label ;
  • Como regra geral, os benzodiazepínicos devem ser evitados. Nos quadros de delirium por abstinência de álcool e sedativos, insuficiência cardíaca grave ou doença de Parkinson os benzodiazepínicos de meia vida curta (ex.: Lorazepam) podem ser uma opção
    Tratamento farmacológico:
  • O delirium hipoativo geralmente não requer abordagem farmacológica, diferentemente dos casos hiperativos; [cms-watermark]
  • As intervenções medicamentosas são utilizadas no contexto do delirium hiperativo. Devem ser iniciadas quando há falência do manejo comportamental ou diante de quadros graves de agitação, presença de alucinações e delírios que coloquem em risco o paciente e a equipe;
  • Devem ser evitados antipsicóticos de 1 a geração mais sedativos;
  • Em geral, utiliza-se doses menores do que aquelas utilizadas nos transtornos psicóticos;
  • O uso dessas substâncias deve ocorrer pelo menor tempo possível e ser monitorado com ECG. [cms-watermark]

Tratamento Farmacológico

    1. Antipsicóticos: Escolha uma das opções:
  • Haloperidol iniciar com 0,5 mg, de preferência VO (também há opção pela via IM). Progredir dose conforme resposta (dose máxima: 20 mg/dia);
  • Risperidona iniciar com 0,5 mg VO. Progredir dose conforme resposta (dose máxima: 6 mg/dia);
  • Olanzapina iniciar com 2,5 mg/dia VO. Progredir dose conforme resposta (dose máxima: 20 mg/dia);
  • Quetiapina iniciar com 25 mg/dia VOl. Progredir dose conforme resposta (dose máxima: 300 mg/dia).
    2. Uso restrito em UTI:
  • Dexmedetomidina [cms-watermark] dose inicial de 1,0 micrograma/kg por 10 minutos, seguida por uma infusão de manutenção que pode variar de 0,2-0,7 micrograma/kg/hora (dose máxima: 17,8 microgramas/kg/dia).

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:
  • Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
  • Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
  • Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até 4/4 horas;
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
  • Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
    2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas;
  • Metoclopramida (4 mg/mL) 50 gotas VO de 8/8 horas;
  • Metoclopramida 10 mg VO de 8/8 horas;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas;
  • Bromoprida (4 mg/mL) 1-3 gotas/kg VO de 8/8 horas.
    3. Proteção gástrica: Escolha uma das opções:
  • Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV de 24/24 horas, pela manhã;
  • Pantoprazol sódico 20-40 mg VO de 24/24 horas, em jejum;
  • Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV de 24/24 horas.