Orientações ao Prescritor
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Pode-se optar por abordagem oral ou parenteral, levando-se em conta o grau de desidratação do paciente;
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Reduzir as perdas sensíveis e insensíveis como: vômitos, sudorese, febre, sangramentos e taquipneia;
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Reposição de eletrólitos é fundamental, principalmente quando há perdas significativas;
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A reposição hídrica deve ser de 3-5x mais lenta em pacientes com insuficiência renal ou cardíaca;
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Cota básica:
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Água:
~30 mL/kg;
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Calorias:
100 g de glicose (25 g/500 mL) = 400 kcal;
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Sódio:
20 mL de NaCl 20% (2 g/10 mL) = 4 g = 68 mEq;
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Potássio:
40 mL de KCl 10% (1 g/10 mL) = 4 g = 54 mEq;
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Magnésio:
20 mL de MgSO
4
50% (1 g/10 mL) = 2 g = 80 mEq;
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Estimando as necessidades para cota básica:
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Sede: 5% do LEC + cota básica;
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Taquicardia: 10% do LEC + cota básica;
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Hipotensão postural: 15% do LEC + cota básica;
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Hipotensão: 20% do LEC + cota básica;
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Cálculo do líquido extracelular (LEC):
Estimar a água corporal total (ACT): 50% (sexo feminino) ou 60% (sexo masculino) do peso corporal. LEC = 0,4 x ACT.
Dieta e Hidratação
1.
Se desidratação leve:
Líquidos claros (água ou sucos) 40 mL/kg/dia por VO.
2.
Se desidratação grave – fase de expansão:
SF 0,9% ou
Ringer lactato
20 mL/kg em 30 minutos (dose máxima: 2000 mL/etapa), podendo ser repetida até 3 vezes ou mais. Encaminhar para unidade hospitalar se não houver resposta.