Orientações ao Prescritor
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Uma vez instalados, os sintomas podem demorar a desaparecer ou se manter de forma crônica. A resposta à terapia farmacológica é limitada, justificando o foco na prevenção;
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O ideal é reduzir a dose do fármaco para o mínimo eficaz, pelo menor tempo possível e retirar lentamente os agentes anticolinérgicos que possam estar associados. Caso sintomas residuais leves estejam presentes, adotar conduta expectante;
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Se for possível, trocar os antipsicóticos tradicionais pelos de segunda geração:
Clozapina > Quetiapina > Olanzapina > Risperidona;
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Caso os sintomas surjam durante a descontinuação de um fármaco, aguardar, pois pode haver melhora em dias a semanas;
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Na ausência de melhora, é possível aumentar a dose do antipsicótico enquanto outra estratégia é avaliada;
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O tratamento farmacológico adjuvante é limitado no Brasil, pois os fármacos de primeira linha (inibidores da VMAT2) não estão disponíveis no país. Dessa maneira, as estratégias se limitam aos benzodiazepínicos, toxina botulínica (conforme o caso e a indicação) e
deep brain stimuation
(DBS) para casos graves e refratários;
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Em diferentes estudos, são citados outros fármacos, sendo que alguns se encontram em contexto de pesquisa ou têm recomendação controversa;
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Casos de mais graves devem ser encaminhados ao especialista.
Tratamento Farmacológico
1.
Clonazepam
0,5 mg 1 comprimido à noite VO. Dose máxima: 3-4,5 mg/dia.