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Doença de Graves

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

    Recomendações:
  • As drogas antitireoidianas (DATs) são indicadas como tratamento de primeira linha para doença de Graves (DG), antes da terapia definitiva com radioiodoterapia (RIT) ou tireoidectomia;
  • Os objetivos do tratamento são controlar os sintomas adrenérgicos com o uso de betabloqueadores e a redução da síntese de hormônio tireoidiano com as DATs, RIT ou cirurgia;
  • A duração ideal da terapia com DAT é de 12 a 18 meses. Após esse período, considerar tratamento definitivo.
    Tratamento com tionamidas:
  • As principais DATs são Metimazol (MMI) e Propiltiouracil (PTU), sendo o MMI o medicamento de escolha;
  • O PTU é indicado para pacientes intolerantes ao MMI, fase inicial do manejo de crise tireotóxica ou durante o primeiro trimestre de gestação.
    Tratamento com radioiodoterapia (RIT):
  • Indicado para pacientes com efeitos colaterais ou recorrência após um curso de DAT, arritmias cardíacas e paralisia periódica tireotóxica;
  • A RIT é contraindicado na doença ocular tireoidiana moderada ou grave, durante a gravidez e amamentação. A concepção deve ser adiada até pelo menos 6 meses após a terapia tanto para mulheres quanto para homens. [cms-watermark]
    Tratamento cirúrgico:
  • A tireoidectomia é o tratamento menos comumente selecionado para o hipertireoidismo de Graves recém-diagnosticado. Se a cirurgia for selecionada, a tireoidectomia total é o procedimento de escolha;
  • É um tratamento eficaz para bócio volumoso e sintomas compressivos, casos de hiperparatireoidismo primário associado, na suspeita de nódulos tireoidianos malignos, quando o paciente deseja evitar a exposição a DAT ou RIT ou quando não há local disponível para tratamento com RIT.

Tratamento Farmacológico

Escolha uma opção do esquema A e associe a uma opção do esquema B, se necessário:

    Esquema A: Medicamentos antitireoidianos de 1ª linha : Escolha uma das opções:
  • Tiamazol (5-10 mg/comprimido) 10-40 mg/dia VO em dose única diária:
    • Pacientes com bócio pequeno e hipertireoidismo leve (níveis de T4L 1 a 1,5 vez o limite superior do normal) : Iniciar com 5-10 mg/dia;
    • Pacientes com hipertireoidismo moderado (níveis de T4L 1,5 a 2 vezes acima do limite superior do normal) : Iniciar com 10-20 mg/dia;
    • Pacientes com bócio volumoso e hipertireoidismo grave (níveis de T4L de 2 a 3 vezes o limite superior ao normal) : Iniciar com 20-40 mg/dia;
    • Doses ≥ 20 mg/dia : Terapia inicial em doses divididas (2x ao dia) por 1-2 semanas para normalizar a função da tireoide mais rapidamente e minimizar os efeitos colaterais gastrintestinais. Em seguida, mudar para uma única dose diária.
  • Propiltiouracila (100 mg/comprimido) 100 mg VO a cada 8 horas.

    Esquema B: Medicamentos para controle dos sintomas: Escolha uma das opções:
  • Propranolol (10 mg e 40 mg/comprimido) 20-40 mg VO a cada 6 ou 8 horas;
  • Atenolol (25 mg, 50 mg e 100 mg/comprimido) 25-100 mg VO em dose única diária ou a cada 12 horas;
  • Metoprolol (25 mg, 50 mg e 100 mg/comprimido) 25-100 mg VO em dose única diária.

Prescrição Hospitalar

Preparo Pré-operatório

Para minimizar o risco de exacerbação da tireotoxicose [cms-watermark] intra ou pós-operatória , o hipertireoidismo deve ser adequadamente controlado com o uso de DAT (ver tópico "Ambulatório").

Os betabloqueadores devem ser usados ​​para controlar os sintomas do hipertireoidismo (ver tópico "Ambulatório").

    O uso da solução de iodeto de potássio é recomendada no período pré-operatório para diminuir a vascularização da tireoide e a perda sanguínea intraoperatória:
  • Solução de Lugol 5% 5-7 gotas (0,25-0,35 mL) VO 3x/dia, diluída em um copo de água, durante 10 dias antes da cirurgia;
  • Observação! O iodo pré-operatório não deve ser usado em pacientes com bócio multinodular tóxico ou adenoma tóxico, pois a glândula tireoide tende a ser menos hipervascularizada nessas situações.

A deficiência de vitamina D deve ser corrigida antes da cirurgia para reduzir o risco de hipocalcemia pós-operatória.

Riscos da Cirurgia

  • Os riscos da cirurgia são baixos e incluem:
    • Hemorragia;
    • Hipoparatireoidismo transitório ou permanente;
    • Lesão do nervo laríngeo recorrente;
    • Paralisia de cordas vocais;
    • Infecção da ferida operatória;
    • Formação de queloide no local da incisão.

Manejo Pós-operatório

As DATs podem ser descontinuadas no momento da tireoidectomia. [cms-watermark]

Betabloqueadores, se administrados, devem ser reduzidos e descontinuados após a tireoidectomia. [cms-watermark]

Os pacientes devem ser monitorados quanto à hipocalcemia pós-operatória e receber orientações sobre os seus sinais e sintomas.

Para mais informações sobre o tratamento do hipoparatireoidismo pós-tireoidectomia, acesse o conteúdo específico.