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Fratura Proximal do Úmero na Criança

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

    Decisão terapêutica:
  • Indicado para pacientes com fraturas estáveis apresentando desvio de acordo com os limites tolerados para cada idade;
  • O grau de desvio permitido varia com a idade. São permitidos até 70º de angulação e 100% de deslocamento em menores de 5 anos, 40-70º de angulação e deslocamento de 50-100% entre 5-11 anos e em pacientes com mais de 12 anos e com menor potencial de crescimento e remodelação, menos de 40º e 50% de deslocamento devem ser buscados.
    Orientações para tratamento:
  • Os pacientes tratados de maneira conservadora são acompanhados semanalmente com radiografias para garantir a manutenção do alinhamento;
  • Após consolidação clínica e radiográfica, são iniciados exercícios leves de amplitude de movimento do pêndulo do ombro e do cotovelo e a imobilização é normalmente descontinuada após 4-6 semanas;
  • A participação no esporte é restrita até que haja retorno de movimento e força, e os pacientes/famílias são aconselhados quanto ao risco de refratura.
    Observações sobre AINE:
  • Evitar o uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica, pelo risco de piora da função renal;
  • A associação com inibidores de bomba de prótons reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo AINE.
    Acompanhamento radiológico:
  • Reavaliação semanal com radiografias para checar manutenção da redução. Em caso de desvio secundário, o tratamento cirúrgico será considerado.

Imobilização

  • Tipoia simples para pacientes mais velhos ou bandagem com enfaixamento do membro junto ao corpo por 4-6 semanas;
  • Em recém-nascidos, uso de imobilização prendendo a manga das roupas junto ao corpo por 3-4 semanas.

Tratamento Farmacológico

      1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. E scolha uma das opções:
    • Dipirona gotas (500 mg/mL): 0,8-1 gota/kg/dose (20-25 mg/kg/dose) VO até de 6/6 horas. Dose máxima: 50 gotas/dose (5 g/dia). Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose;
    • Paracetamol gotas (200 mg/mL): 0,75-1,1 gota/kg/dose (10-15 mg/kg/dose) VO de 6/6 horas. Dose máxima: 35 gotas/dose (menores de 12 anos) ou 55 gotas/dose (maiores de 12 anos) ou 5,6 gotas/kg/dia (75 mg/kg/dia) ou 300 gotas/dia (4 g/dia). Não ultrapassar 5 doses diárias. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
      2. Anti-inflamatórios não esteroides: E scolha uma das opções:
    • Cetoprofeno 0,5 mg/kg/dose VO até de 8/8 horas, por 5 dias;
    • Ibuprofeno gotas (50 mg/mL): 0,6-2 gotas/kg/dose VO 8/8 ou 6/6 horas. Dose máxima 40 mg/kg/dia ou 1.200 mg/dia. Maiores de 12 anos: 40 gotas/dose VO de 4/4 ou 6/6 horas. Dose máxima 400 mg/dose ou 1200 mg/dia. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
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Orientações ao Paciente

    Recomendações:
  • Manter o membro elevado;
  • Manter imobilização limpa e seca;
  • Estimular movimentos do punho e mão para impedir rigidez.

Prescrição Hospitalar

Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINE:
  • Evitar o uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica, pelo risco de piora da função renal;
  • A associação com inibidores de bomba de prótons reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo AINE.

Imobilização

  • Imobilização com tipoia até a cirurgia.

Dieta e Hidratação

  1. Dieta oral livre.
  2. SF 0,9% 30-40 mL/kg EV em 24 horas.

Tratamento Farmacológico

      1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. E scolha uma das opções:
    • Dipirona gotas (500 mg/mL): 0,8-1 gota/kg/dose (20-25 mg/kg/dose) VO até de 6/6 horas. Dose máxima: 50 gotas/dose (5 g/dia). Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose;
    • Paracetamol gotas (200 mg/mL): 0,75-1,1 gota/kg/dose (10-15 mg/kg/dose) VO de 6/6 horas. Dose máxima: 35 gotas/dose (menores de 12 anos) ou 55 gotas/dose (maiores de 12 anos) ou 5,6 gotas/kg/dia (75 mg/kg/dia) ou 300 gotas/dia (4 g/dia). Não ultrapassar 5 doses diárias. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
      2. Anti-inflamatórios não esteroides: E scolha uma das opções:
    • Cetoprofeno 0,5 mg/kg/dose VO até de 8/8 horas, por 5 dias; [cms-watermark]
    • Ibuprofeno gotas (50 mg/mL): 0,6-2 gotas/kg/dose VO 8/8 ou 6/6 horas. Dose máxima 40 mg/kg/dia ou 1.200 mg/dia. Maiores de 12 anos: 40 gotas/dose VO de 4/4 ou 6/6 horas. Dose máxima 400 mg/dose ou 1.200 mg/dia. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
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Orientações ao Paciente

    Recomendações:
  • Manter o membro elevado;
  • Manter a imobilização limpa e seca.

Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINE:
  • Evitar o uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica, pelo risco de piora da função renal;
  • A associação com inibidores de bomba de prótons reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo AINE.

Imobilização

  • Imobilização com tipoia é mantida no pós-operatório por 4-6 semanas; [cms-watermark]
  • O tipo de fixação cirúrgica pode influenciar na escolha e no período de imobilização indicado. [cms-watermark]

Dieta e Hidratação

1. Dieta oral livre.

2. SF 0,9% 30-40 mL/kg EV em 24 horas.

Tratamento Farmacológico – Antibioticoprofilaxia

    1. Escolha uma das opções:
  • Cefazolina 6,25-12,5 mg/kg/dose EV de 6/6 horas, por 24 horas; [cms-watermark]
  • Cefalotina 20-40 mg/kg/dose EV de 6/6 horas, por 24 horas.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésicos comuns: Escolha uma das opções: [cms-watermark]
  • Dipirona sódica (500 mg/mL) 0,04-0,05mL/kg/dose EV até de 6/6 horas; [cms-watermark]
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose VO até de 6/6 horas.
    2. Opioide:
  • Tramadol 0,02-0,04 mL/kg/dose EV de 8/8 horas. [cms-watermark]
    3. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL): 0,02-0,1 mL/kg/dose EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL): 0,03-0,06 mL/kg/dose EV de 8/8 horas.
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Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINE:
  • Evitar o uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica, pelo risco de piora da função renal;
  • A associação com inibidores de bomba de prótons reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo AINE.

Imobilização

  • Imobilização com tipoia é mantida no pós-operatório por 4-6 semanas. O tipo de fixação cirúrgica pode influenciar na escolha e no período de imobilização indicado. [cms-watermark]

Dieta e Hidratação

  1. Dieta oral livre.

Tratamento Farmacológico

    1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. E scolha uma das opções:
  • Dipirona gotas (500 mg/mL): 0,8-1 gota/kg/dose (20-25 mg/kg/dose) VO até de 6/6 horas. Dose máxima: 50 gotas/dose (5 g/dia). Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose; OU
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL): 0,75-1,1 gota/kg/dose (10-15 mg/kg/dose) VO de 6/6 horas. Dose máxima: 35 gotas/dose (menores de 12 anos) ou 55 gotas/dose (maiores de 12 anos) ou 5,6 gotas/kg/dia (75 mg/kg/dia) ou 300 gotas/dia (4 g/dia). Não ultrapassar 5 doses diárias. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
    2. Anti-inflamatórios não esteroides: E scolha uma das opções:
  • Cetoprofeno 0,5 mg/kg/dose VO até de 8/8 horas, por 5 dias; [cms-watermark]
  • Ibuprofeno gotas (50 mg/mL): 0,6-2 gotas/kg/dose VO 8/8 ou 6/6 horas. Dose máxima 40 mg/kg/dia ou 1.200 mg/dia. Maiores de 12 anos: 40 gotas/dose VO de 4/4 ou 6/6 horas. Dose máxima 400 mg/dose ou 1.200 mg/dia. Mais frequentemente utilizado: 1 gota/kg/dose.
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Orientações ao Paciente

    Recomendações:
  • Manter o membro elevado; [cms-watermark]
  • Restrição de carga. [cms-watermark]

Autoria principal: Rafael Erthal de Paula (Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Joelho).

Herring JA. Tachdjian's Pediatric Orthopaedics: From the Texas Scottish Rite Hospital for Children. 5th ed. Philadelphia: Elsevier, 2014.

Azar FM, Beaty JH. Campbell's Operative Orthopaedics. 14th ed. Philadelphia: Elsevier, 2020.

Hebert SK, Xavier R, Pardini Jr AG, et al. Ortopedia e Traumatologia: princípios e prática. 5a ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

Weinstein SL, Flynn JM. Lovell and Winter's Pediatric Orthopaedics. 7th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2014.

Waters PM, Skaggs DL, Flynn JN. Rockwood and Wilkin’s Fractures in Children. 9th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2019

Hohloch L, Eberbach H, Wagner FC, et al. Age- and severity-adjusted treatment of proximal humerus fractures in children and adolescents-A systematical review and meta-analysis. PLoS One. 2017; 12(8):e0183157.

Thomson JE, Edobor-Osula OF. Do pediatric shoulder fractures benefit from surgery? Curr Opin Pediatr. 2021; 33(1):97-104.

Shahriar R, Hosseinzadeh P. Proximal Humerus Fractures: What Alignment is Acceptable in Children 10 and Up? J Pediatr Orthop. 2021; 41(Suppl 1):S20-3.

Abbot S, Proudman S, Ravichandran B, et al. Predictors of outcomes of proximal humerus fractures in children and adolescents: A systematic review. J Child Orthop. 2022; 16(5):347-54.