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Fratura do Tornozelo em Pediatria

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

    Decisão terapêutica:
  • Deve considerar a localização e o tipo de fratura, o grau de desvio e a idade do paciente;
  • Fraturas sem desvio, com desvio mínimo (< 2 mm) ou com desvio e bom alinhamento após redução (apresentando desvio inferior a 2 mm) são tratadas de maneira conservadora com imobilização gessada.
    Observações sobre anti-inflamatórios não esteroides (AINEs):
  • Evitar o uso contínuo;
  • Essa classe de medicamentos não deve ser usada por pacientes com doença renal crônica , pelo risco de piora da função dos rins;
  • A associação desses medicamentos com inibidores de bomba de prótons (IBPs) reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo uso de AINE.
    Acompanhamento radiológico:
  • Reavaliação semanal com radiografias para checar manutenção da redução. Em caso de desvio secundário, o tratamento cirúrgico será considerado.

Imobilização

  • A imobilização pode ser realizada com gesso curto do tipo bota em fraturas com pouco desvio e de padrão estável. O gesso é mantido por 6 a 8 semanas;
  • Fraturas mais instáveis podem ser imobilizadas com gesso longo tipo cruropodálico na fase inicial do tratamento por cerca de 3 a 4 semanas. O uso de imobilização longa por períodos adicionais pode se associar à rigidez do joelho, devendo ser evitado.

Tratamento Farmacológico

      1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. E scolha uma das seguintes opções:
    • Dipirona 15-25 mg/kg ou 1 gota/kg (até 40 gotas) VO até de 6/6 horas;
    • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose VO até de 6/6 horas.
      2. AINEs: E scolha uma das seguintes opções:
    • Cetoprofeno 0,5 mg/kg/dose VO até de 8/8 horas, por 5 dias;
    • Ibuprofeno 1 gota/kg (até 40 gotas) VO até de 8/8 horas, por 5 dias.
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Orientações ao Paciente

    Recomendações:
  • Manter o membro elevado;
  • Acompanhamento radiológico semanal nas primeiras 3 semanas para evitar a perda de redução da fratura;
  • Andar com auxílio de muletas sem apoiar o lado fraturado.

Prescrição Hospitalar

Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINEs:
  • Evitar o uso contínuo;
  • Essa classe de medicamentos não deve ser usada por pacientes com doença renal crônica , pelo risco de piora da função dos rins;
  • A associação desses medicamentos com IBPs reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo uso de AINE.

Dieta e Hidratação

1. Dieta oral livre.

2. Hidratação oral.

Imobilização

Com tala tipo bota até a cirurgia. [cms-watermark]

Tratamento Farmacológico

      1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. E scolha uma das seguintes opções:
    • Dipirona 15-25 mg/kg ou 1 gota/kg (até 40 gotas) VO até de 6/6 horas;
    • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose VO até de 6/6 horas.
      2. AINEs: E scolha uma das seguintes opções:
    • Cetoprofeno 0,5 mg/kg/dose VO até de 8/8 horas, por 5 dias; [cms-watermark]
    • Ibuprofeno 1 gota/kg (até 40 gotas) VO até de 8/8 horas, por 5 dias.
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Profiláticos e Sintomáticos

  1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. Escolha uma das seguintes opções:
    • Dipirona sódica (500 mg/mL) 0,04-0,05 mL/kg/dose EV até de 6/6 horas; [cms-watermark]
    • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose VO até de 6/6 horas. [cms-watermark]
  2. Opioide: Em caso de dor intensa. Tramadol 0,02-0,04 mL/kg/dose EV de 8/8 horas.
  3. Antiemético: Em caso de náusea e/ou vômito. Escolha uma das seguintes opções:
      Título da lista
    • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 0,02-0,1 mL/kg/doseg EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas; [cms-watermark]
    • Bromoprida (10 mg/2 mL) 0,03-0,06 mL/kg/dose EV de 8/8 horas. [cms-watermark]

Orientações ao Paciente

    Recomendações:
  • Permanecer com o membro elevado;
  • Manter a imobilização limpa e seca;
  • Andar com auxílio de muletas sem apoiar o lado fraturado.

Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINEs:
  • Evitar o uso contínuo;
  • Essa classe de medicamentos não deve ser usada por pacientes com doença renal crônica , pelo risco de piora da função dos rins;
  • A associação desses medicamentos com IBPs reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo uso de AINE.

Imobilização

Gesso ou órtese tipo bota por 4 a 6 semanas é usualmente mantido no pós-operatório.

Dieta e Hidratação

1. Dieta oral livre.

2. SF 0,9% 30-40 mL/kg EV em 24 horas.

Antibioticoprofilaxia

    1. Escolha uma das seguintes opções:
  • Cefazolina 6,25-12,5 mg/kg/dose EV de 6/6 horas, por 24 horas; [cms-watermark]
  • Cefalotina 20-40 mg/kg/dose EV de 6/6 horas, por 24 horas.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésicos comuns : Em caso de dor. Escolha uma das seguintes opções: [cms-watermark]
  • Dipirona sódica (500 mg/mL) 0,04-0,05mL/kg/dose EV até de 6/6 horas; [cms-watermark]
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose VO até de 6/6 horas.

2. Opioide: Em caso de dor intensa. Tramadol 0,02-0,04 mL/kg/dose EV de 8/8 horas.

    3. Antiemético: Em caso de náusea e/ou vômito. Escolha uma das seguintes opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 0,02-0,1 mL/kg/doseg EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL) 0,03-0,06 mL/kg/dose EV de 8/8 horas.
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Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINEs:
  • Evitar o uso contínuo;
  • Essa classe de medicamentos não deve ser usada por pacientes com doença renal crônica , pelo risco de piora da função dos rins;
  • A associação desses medicamentos com IBPs reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo uso de AINE.

Imobilização

Gesso ou órtese tipo bota por 4 a 6 semanas é usualmente mantido no pós-operatório.

Tratamento Farmacológico

    1. Analgésicos comuns: Em caso de dor. E scolha uma das seguintes opções:
  • Dipirona 15-25 mg/kg ou 1 gota/kg (até 40 gotas) VO até de 6/6 horas;
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 0,75-1,1 gota/kg/dose VO até de 6/6 horas.
    2. AINEs: E scolha uma das seguintes opções:
  • Cetoprofeno 0,5 mg/kg/dose VO até de 8/8 horas, por 5 dias; [cms-watermark]
  • Ibuprofeno 1 gota/kg (até 40 gotas) VO até de 8/8 horas, por 5 dias.
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Orientações ao Paciente

    Recomendações:
  • Manter o membro elevado;
  • Restrição de carga.

Autoria principal: Rafael Erthal de Paula (Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Joelho).

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