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Fraturas da Diáfise do Úmero

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

    Orientações para decisão:
  • Fraturas apresentando após imobilização encurtamento até 3 cm; angulação < 20 graus; rotação < 30 graus.
    Contraindicado nas seguintes situações:
  • Fraturas segmentares;
  • Fraturas patológicas;
  • Extensão articular da fratura;
  • Fratura bilateral;
  • Fraturas múltiplas;
  • Politrauma ou pacientes com TCE e Glasgow < 8;
  • Constituição corporal desfavorável (obesidade/mamas volumosas);
  • Pouca cooperação do paciente;
  • Trauma de tórax;
  • Fraturas expostas;
  • Lesões associadas (exceto do nervo radial): plexo braquial; fraturas ipsilaterais do antebraço ou do ombro;
  • Queimaduras;
  • Lesão vascular que necessita de reparo;
  • Necessidade de reabilitação precoce;
  • Déficit neurológico por trauma penetrante;
  • Déficit neurológico progressivo ou presente após manipulação;
  • Cotovelo flutuante.
    Observações sobre AINEs:
  • Em pacientes com idade mais avançada, os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) devem ser prescritos com cautela, dado o risco aumentado de eventos adversos e cardiovasculares;
  • Evitar o uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica, pelo risco de piora da função renal;
  • A associação a inibidores de bomba de prótons reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo AINE.

Procedimentos - Imobilização

  • O tratamento conservador pode ser manejado com imobilizações utilizando diferentes métodos. O método mais eficaz utiliza órteses que permitem regulagem de acordo com o diâmetro do braço e ajustes acomodando a mobilização à redução do edema inicialmente apresentado;
  • No início do tratamento, antes da aplicação das órteses ou como método provisório até a cirurgia, outros tipos de imobilização podem ser utilizados como o gesso axilopalmar, que permite tração e auxilia na redução destas fraturas, e imobilizações com tala em formato de "U", denominadas "pinças de confeiteiro";

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  • Essas imobilizações devem ser utilizadas com cuidado, pois permitem mobilidade do foco de fratura e desvios, além de tração exagerada no caso do gesso axilopalmar. A troca dessas imobilizações por órteses torna o tratamento mais eficaz e confortável para o paciente. [cms-watermark]

Profiláticos e Sintomáticos

    1. AINE: Escolha uma das opções:
  • Cetoprofeno 100 mg VO de 12/12 horas, por 7 dias;
  • Ibuprofeno 200-600 mg VO até de 6/6 horas, por 7 dias;
  • Diclofenaco (50 mg/cp) 50 mg VO até 8/8 horas, por 7 dias (dose máxima: 150 mg/dia);
  • Naproxeno 250-500 mg VO de 12/12 horas, por 7 dias;
  • Indometacina 50 mg VO até de 6/6 horas, por 7 dias;
  • Meloxicam 7,5-15 mg VO 1x/dia, por 7 dias;
  • Piroxicam 10-20 mg VO 1x/dia, por 7 dias;
  • Tenoxicam 20 mg VO 1x/dia, por 7 dias;
  • Celecoxibe 100-200 mg VO até de 12/12 horas, por 7 dias;
  • Nimesulida 50-200 mg VO de 12/12 horas, por 7 dias.
    2. Analgésico comum. Escolha uma das opções:
  • Dipirona 500-1.000 mg VO até de 4/4 horas;
  • Paracetamol 500 mg VO até de 6/6 horas.
    3. Opioide: Se dor refratária ao analgésico comum. Escolha uma das opções:
  • Tramadol 50-100 mg VO até de 6/6 horas;
  • Fosfato de codeína (30 mg/cp) 30-60 mg VO até de 4/4 horas;
  • Oxicodona (10 mg/cp) 10-30 mg VO de 12/12 horas.

Orientações ao Paciente

  • Manter o uso da imobilização;
  • Manter o membro elevado;
  • Manter a imobilização limpa e seca.

Prescrição Hospitalar

Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINEs:
  • Em pacientes com idade mais avançada, os AINEs devem ser prescritos com cautela, dado o risco aumentado de eventos adversos e cardiovasculares;
  • Evitar o uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica, pelo risco de piora da função renal;
  • A associação a inibidores de bomba de prótons reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo AINE.

Dieta e Hidratação

1. Dieta oral livre.

2. Hidratação venosa com base nos parâmetros hemodinâmicos e na cota básica: SF 0,9 % ~ 30-40 mL/kg EV em 24 horas.

Procedimentos - Imobilização

1. Tala axilopalmar ou imobilização tipo pinça de confeiteiro até a cirurgia.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. AINE: Escolha uma das opções:
  • Cetoprofeno 100 mg EV de 12/12 horas;
  • Tenoxicam 20 mg EV 1x/dia;
  • Parecoxibe 20-40 mg EV de 12/12 horas.
    2. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:​
  • Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
  • Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
    3. Opioide: Se dor refratária ao analgésico comum. Escolha uma das opções:
  • Tramadol 50-100 mg EV até de 6/6 horas;
  • Fosfato de codeína (30 mg/cp) 30-60 mg VO até de 4/4 horas;
  • Oxicodona (10 mg/cp) 10-30 mg VO de 12/12 horas.
    4. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV até de 8/8 horas, diluídos em água destilada [cms-watermark] ;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas.
    5. Proteção gástrica: Escolha uma das opções:
  • Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV de 24/24 horas, pela manhã;
  • Pantoprazol sódico 20-40 mg VO de 24/24 horas, em jejum;
  • Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV de 24/24 horas.

Orientações ao Paciente

  • Manter o membro elevado;
  • Manter a imobilização limpa e seca.

Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINEs:
  • Em pacientes com idade mais avançada, os AINEs devem ser prescritos com cautela, dado o risco aumentado de eventos adversos e cardiovasculares;
  • Evitar o uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica, pelo risco de piora da função renal;
  • A associação a inibidores de bomba de prótons reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo AINE.

Procedimentos - Imobilização

  • A imobilização com tala axilopalmar pode ser utilizada apenas para efeito analgésico, por períodos curtos (1-2 semanas), especialmente em fraturas mais distais, a critério do cirurgião. Esta imobilização é, em geral, também dispensada. A restrição de carga pode ser adotada nas primeiras 3-4 semanas, sendo depois liberada de maneira parcial até a consolidação óssea. [cms-watermark]

Dieta e Hidratação

1. Dieta oral livre.

2. Hidratação venosa com base nos parâmetros hemodinâmicos e na cota básica: SF 0,9 % ~ 30-40 mL/kg EV em 24 horas.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Profilaxia antibiótica pós-operatória: Escolha uma das opções:
  • Cefazolina 1 g EV de 6/6 horas, por 24 horas;
  • Cefalotina 2 g EV de 6/6 horas, por 24 horas.
    2. AINE: Escolha uma das opções:
  • Cetoprofeno 100 mg EV de 12/12 horas;
  • Tenoxicam 20 mg EV 1x/dia;
  • Parecoxibe 20-40 mg EV de 12/12 horas.
    3. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:​
  • Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
  • Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
    4. Opioide: Se dor refratária ao analgésico comum. Escolha uma das opções:
  • Tramadol 50-100 mg EV até de 6/6 horas;
  • Fosfato de codeína (30 mg/cp) 30-60 mg VO até de 4/4 horas;
  • Oxicodona (10 mg/cp) 10-30 mg VO de 12/12 horas.
    5. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV, diluídos em água destilada, até de 8/8 horas;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas.
    6. Proteção gástrica: Escolha uma das opções:
  • Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV de 24/24 horas, pela manhã;
  • Pantoprazol sódico 20-40 mg VO de 24/24 horas, em jejum;
  • Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV de 24/24 horas.

Orientações ao Paciente

  • Manter o membro elevado.

Orientações ao Prescritor

    Observações sobre AINEs:
  • Em pacientes com idade mais avançada, os AINEs devem ser prescritos com cautela, dado o risco aumentado de eventos adversos e cardiovasculares;
  • Evitar o uso contínuo;
  • Não deve ser usado por pacientes com doença renal crônica, pelo risco de piora da função renal;
  • A associação a inibidores de bomba de prótons reduz a incidência de doença ulcerosa péptica pelo AINE.

Procedimentos - Imobilização

  • A imobilização com tala axilopalmar pode ser utilizada apenas para efeito analgésico, por períodos curtos (1-2 semanas), especialmente em fraturas mais distais a critério do cirurgião. Esta imobilização é, em geral, também dispensada. A restrição de carga pode ser adotada nas primeiras 3-4 semanas, sendo depois liberada de maneira parcial até a consolidação óssea. [cms-watermark]

Profiláticos e Sintomáticos

    1. AINE: Escolha uma das opções:
  • Cetoprofeno 100 mg VO de 12/12 horas, por 7 dias;
  • Ibuprofeno 200-600 mg VO até de 6/6 horas, por 7 dias;
  • Diclofenaco (50 mg/cp) 50 mg VO até 8/8 horas, por 7 dias (dose máxima: 150 mg/dia);
  • Naproxeno 250-500 mg VO de 12/12 horas, por 7 dias;
  • Indometacina 50 mg VO até de 6/6 horas, por 7 dias;
  • Meloxicam 7,5-15 mg VO 1x/dia, por 7 dias;
  • Piroxicam 10-20 mg VO 1x/dia, por 7 dias;
  • Tenoxicam 20 mg VO 1x/dia, por 7 dias;
  • Celecoxibe 100-200 mg VO até de 12/12 horas, por 7 dias; [cms-watermark]
  • Nimesulida 50-200 mg VO de 12/12 horas, por 7 dias.
    2. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:​
  • Dipirona 500-1.000 mg VO até de 4/4 horas;
  • Paracetamol 500 mg VO até de 6/6 horas.
    3. Opioide: Se dor refratária ao analgésico comum. Escolha uma das opções:
  • Tramadol 50-100 mg VO até de 6/6 horas;
  • Fosfato de codeína (30 mg/cp) 30-60 mg VO até de 4/4 horas;
  • Oxicodona (10 mg/cp) 10-30 mg VO de 12/12 horas.

Orientações ao Paciente

  • Troca diária do curativo, limpando a ferida com álcool 70%;
  • Manter o membro elevado.