Conteúdo copiado com sucesso!

Gastrite Crônica

Voltar

Prescrição Ambulatorial

A gastrite crônica pode apresentar diversas etiologias e o tratamento deve ser direcionado para o agente causal. A seguir, será descrito o tratamento de duas principais e importantes causas de gastrite crônica.

Orientações ao Prescritor

  • O objetivo inicial deve ser identificar o fator causal da gastrite;
  • Deve-se sempre avaliar o uso de medicamentos associados ao desenvolvimento de gastrite, como AINEs, AAS e bisfosfonatos. Caso identificado o uso de algum medicamento culpado, suspender sempre que possível;
  • Avaliar necessidade de vigilância endoscópica de acordo com escores de Kyoto, OLGA e/ou OLGIM;
  • Realizar controle de erradicação pós-tratamento de H. pylori , preferencialmente com teste respiratório com ureia marcada com C13, após 4 semanas do término do tratamento. Lembrando que alguns casos, como úlcera gástrica e linfoma MALT, necessitam de reavaliação endoscópica;
  • Teste da urease e sorologia não devem ser utilizados para controle de cura pós-tratamento de H. pylori ;
  • Outros inibidores de bomba de prótons podem ser utilizados em substituição ao Omeprazol, assim como bloqueador ácido competitivo de potássio Vonoprazana). Alguns estudos demonstram superioridade dos inibidores de bomba de prótons de nova geração, como Esomeprazol, e da Vonoprazana na erradicação do H. pylori;
  • Existem várias diretrizes para erradicação do H. pylori , as quais levam em consideração o perfil de resistência bacteriana local e a disponibilidade de testes de sensibilidade da bactéria aos antibióticos . As orientações a seguir são compatíveis com o IV Consenso Brasileiro.

Tratamento Farmacológico

Erradicação de H. pylori : Escolha um dos esquemas:

Esquema A: 1 a linha. Associação:

I. Omeprazol (geralmente disponível no SUS) (10, 20, 40 mg/comprimido ) 20 mg VO de 12/12 horas, em jejum, por 14 dias.
+
II. Amoxicilina (geralmente disponível no SUS) (500 mg/comprimido) 1.000 mg VO de 12/12 horas, por 14 dias.
+
III. Claritromicina (geralmente disponível no SUS) (500 mg/comprimido) 500 mg VO de 12/12 horas, por 14 dias.


Esquema B : 1 a linha alternativa, se alergia à Penicilina. Pode ser usado como 3 a linha. Associação:

I. Metronidazol (geralmente disponível no SUS) (400 mg/comprimido) 400 mg VO de 8/8 horas, por 10-14 dias.
+
II. Tetraciclina (500 mg/comprimido) 500 mg VO de 6/6 horas, por 10-14 dias.
+
III. Subcitrato de bismuto coloidal 240 mg VO de 12/12 horas, por 10-14 dias.
+
IV. Omeprazol (geralmente disponível no SUS) (10, 20, 40 mg/comprimido ) 20 mg VO de 12/12 horas, em jejum, por 10-14 dias.

    Alternativa à Tetraciclina (II):
  • Doxiciclina (100 mg/comprimido) 100 mg VO de 12/12 horas, por 10-14 dias.

Esquema C : 1 a linha alternativa. Associação:

I. Omeprazol (geralmente disponível no SUS) (10, 20, 40 mg/comprimido ) 20 mg VO de 12/12 horas, em jejum, por 14 dias.
+
II. Amoxicilina (geralmente disponível no SUS) (500 mg/comprimido) 1.000 mg VO de 12/12 horas, por 14 dias.
+
III. Claritromicina (geralmente disponível no SUS) (500 mg/comprimido) 500 mg VO de 12/12 horas, por 14 dias.
+
IV. Metronidazol (geralmente disponível no SUS) (250 mg/comprimido) 500 mg VO de 12/12 horas, por 14 dias.


Esquema D: 2 a linha. Associação:

I. Omeprazol (geralmente disponível no SUS) (10, 20, 40 mg/comprimido ) 20 mg VO de 12/12 horas, em jejum, por 10-14 dias.
+
II. Amoxicilina (geralmente disponível no SUS) (500 mg/comprimido) 1.000 mg VO de 12/12 horas, por 10-14 dias.
+
III. Levofloxacino (geralmente disponível no SUS) (500 mg/comprimido) 500 mg VO de 24/24 horas, por 10-14 dias.


Esquema E : 3 a linha. Associação:

I. Amoxicilina (geralmente disponível no SUS) (500 mg/comprimido) 1.000 mg VO de 12/12 horas, por 10-14 dias.
+
II. Furazolidona ( manipulado) 200 mg VO de 12/12 horas, por 10-14 dias.
+
III. Subcitrato de bismuto coloidal 240 mg VO de 12/12 horas, por 10-14 dias.
+
IV. Omeprazol (geralmente disponível no SUS) (10, 20, 40 mg/comprimido ) 20 mg VO de 12/12 horas, em jejum, por 10-14 dias.

Orientações ao Prescritor

  • Evitar uso de inibidor de bomba de prótons já que esta é uma condição associada a hipocloridria;
  • Monitorar níveis de vitamina B12 e ferro;
  • Realizar vigilância endoscópica para rastreamento de tumores carcinoides.

Tratamento Farmacológico

1. V itamina B12: Conforme orientações.

2. Reposição de ferro, caso necessário.