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Hipercalemia

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

    Hipercalcemia leve: K + entre 5,0 e 5,5:
  • O potássio pode ser reduzido lentamente;
  • Rever se há infusões venosas contendo potássio que possam justificar tal alteração;
  • IECA/BRA : O tratamento com inibidores do sistema-renina-angiotensina-aldosterona (iSRAA) só deve ser descontinuado se medidas alternativas para o manejo da hipercalemia tiverem sido otimizadas, mas não normalizarem o K + sérico. A suspensão dos iSRAA parece levar a uma progressão mais rápida da DRC, eventos cardiovasculares e mortalidade;
  • Diuréticos poupadores de potássio e AINEs: Suspender.

Tratamento Farmacológico

Escolha um dos esquemas ou associe-os conforme necessidade clínica:

    Esquema A: Diuréticos perdedores de potássio:
  • Furosemida 40-80 mg VO 2-3x/dia. Atenção para ocorrência de hipovolemia; [cms-watermark]
  • Hidroclorotiazida 25 mg VO 1x/dia. Os diuréticos tiazídicos tendem a ser muito menos eficazes com TFGe < 30 mL/minuto/1,73 m².

    Esquema B: Resinas de troca:
  • Poliestirenossulfonato de cálcio 30 g VO diluído em meio copo de água até de 8/8 horas. Atenção! Uso em último caso: Risco de necrose intestinal ;
  • Ciclossilicato de zircônio sódico hidratado Dose de correção: 10 g, diluído em meio copo de água, de 8/8 horas. Após corrigido, entrar em dose de manutenção: 5-15 g 1x/dia VO;
  • Opção ainda não disponível no Brasil: Patiromer: Dose: 8,4 g 1x/dia VO.

Prescrição Hospitalar

Orientações ao Prescritor

    Recomendações: Hipercalemia moderada (K+ > 5,5 e ≤ 6,5) a grave (K+ > 6,5):
  • A urgência do tratamento da hipercalemia varia com a presença ou ausência dos sintomas e sinais associados a hipercalemia, velocidade de elevação do potássio e causa da hipercalemia; [cms-watermark]
  • Sempre que houver hipercalemias moderadas a graves, é fundamental suspender os medicamentos que causam elevação do potássio; [cms-watermark]
  • O tratamento da hipercalemia envolve três tipos de medidas: [cms-watermark]
    • Estabilização da membrana celular nos casos em que há alteração de ECG; [cms-watermark]
    • Deslocamento ( shift ) do potássio para o meio intracelular; [cms-watermark]
    • Redução da quantidade corporal ( pool ) de potássio. [cms-watermark]

Dieta e Hidratação

  1. A dieta pobre em potássio é questionada como tratamento da hipercalemia:
    • Faltam evidências de que o potássio dietético promova desfechos clínicos negativos e o amplo benefício das restrições alimentares é questionado;
    • Uma estratégia mais útil é concentrar-se na restrição do K+ dietético de alimentos altamente processados e aditivos, onde a biodisponibilidade de K+ é significativamente maior;
    • A promoção de uma dieta mediterrânica é recomendada.
  2. Hidratação conforme a necessidade volêmica do paciente: [cms-watermark]
    • Importante salientar que o SF 0,9% pode levar a elevação do potássio secundária à acidose metabólica hiperclorêmica. [cms-watermark]

Tratamento Farmacológico

Escolha um dos esquemas ou associe-os conforme necessidade clínica:

    Esquema A: Estabilização da membrana celular. Primeira medida a ser realizada se houver alterações eletrocardiográficas: [cms-watermark]
  • Gluconato (Gliconato) de cálcio 10% 10 mL + SG 5% 100 mL EV em BI, infundir em 2-5 minutos. Pode-se repetir mais 2 vezes ou até normalização do ECG. [cms-watermark]

    Esquema B: Redução do pool c orporal de potássio: Escolha uma das opções:
  • Furosemida (20 mg/2 mL) 0,5-1,5 mg/kg (dose usual: 40-80 mg) EV até de 4/4 horas;
  • Ciclossilicato de zircônio sódico hidratado Dose de correção: 10 g, diluído em meio copo de água, 3x/dia. Após corrigido, entrar em dose de manutenção: cerca de 5 mg, 1x/dia ou em dias alternados. Não utilizar como única medicação nos casos de hipercalemia moderada/grave, mas sim como terapia adjuvante;
  • Opção ainda não disponível no Brasil: Patiromer: Dose: 8,4 g 1x/dia VO. Não utilizar como única medicação nos casos de hipercalemia moderada/grave, mas sim como terapia adjuvante.

    Esquema C: Shift do Potássio: Escolha uma das opções ou associe-as conforme apresentação clínica:
  • Glicoinsulinoterapia: Insulina regular venosa 10 unidades + SG 10% 500 mL EV em BI, infundir em 60 minutos; [cms-watermark]
  • Salbutamol 40 gotas + SF 0,9% 3 mL via inalatória por nebulização. Pode repetir a dose e funciona como tratamento adjuvante e não como monoterapia;
  • Bicarbonato de sódio 8,4% 150 mL + SG 5% 850 mL EV, correr em BI com infusão ajustada de acordo com o status volêmico. Mais efetivo quando há acidose metabólica.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:
  • Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
  • Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
  • Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até 4/4 horas;
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
  • Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
    2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas;
  • Metoclopramida (4 mg/mL) 50 gotas VO de 8/8 horas;
  • Metoclopramida 10 mg VO de 8/8 horas;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas;
  • Bromoprida (4 mg/mL) 1-3 gotas/kg VO de 8/8 horas.
    3. Proteção gástrica: Escolha uma das opções:
  • Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV de 24/24 horas, pela manhã;
  • Pantoprazol sódico 20-40 mg VO de 24/24 horas, em jejum;
  • Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV de 24/24 horas.

Procedimentos

  1. Hemodiálise: Indicada nas situações em que o paciente apresenta hipercalemia refratária ao tratamento clínico. [cms-watermark]