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Oftalmopatia de Graves

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

  • Pode ser necessário orientar o paciente a fazer a oclusão noturna do globo ocular;
  • Orientar a elevação da cabeça durante o sono.

Tratamento Farmacológico

    1. Em caso de ceratoconjuntivite límbica superior e exposição corneana: Lubrificantes: Escolha uma das opções: [cms-watermark] [cms-watermark]
  • Hialuronato de sódio (0,15% colírio), conforme necessidade; [cms-watermark]
  • Hialuronato de sódio (1 mg/mL colírio) , conforme necessidade. [cms-watermark]
    2. Agentes anti-inflamatórios tópicos : Escolha uma das opções: [cms-watermark]
  • Nepafenaco (0,1% colírio) 1 gota 3x/dia, até melhora dos sintomas; [cms-watermark]
  • Trometamol cetorolaco (0,5% colírio) 1 gota 3x/dia, até melhora dos sintomas; [cms-watermark]
  • Acetato de prednisolona (1% colírio) 1 gota 4x/dia com regressão progressiva, de acordo com a melhora dos sintomas; [cms-watermark]
  • Casos refratários ao corticoide:
    • Ciclosporina (0,05% colírio) 1 gota 2x/dia, até melhora dos sintomas.
    Doença ocular da tireoide leve:
  • Selênio (100 mcg 2x/dia) por 6 meses.
    Doença ocular da tireoide moderada a grave:
  • Corticoide intravenoso é considerado terapia de primeira linha - dose de 4,5 g de Metilprednisolona ao longo de 12 semanas (dose de 0,5 mg IV semanalmente durante 6 semanas e, em seguida, 0,5 g semanalmente por mais 6 semanas);
  • Para pacientes com diplopia devido ao envolvimento da musculatura extraocular, têm sido usadas doses cumulativas mais altas, de até 7,5 g, com maior benefício, mas é importante que a dose total permaneça abaixo de 8 g, para evitar toxicidade potencialmente grave;
  • Teprotumumabe (para pacientes que não respondem ou têm contraindicação a corticoides sistêmicos): P rimeira dose de 10 mg/kg, seguida de 20 mg/kg, para um total de 8 infusões; é administrado por via intravenosa a cada 3 semanas;
  • Tocilizumabe (e, casos de falha ou resistência a corticoides sistêmicos e intolerância a outras terapias imunossupressoras): Dose usual: 8 mg/kg por via intravenosa, com infusões nas semanas 0, 4, 8 e 12;
  • Rituximabe (para doença ocular da tireoide ativa, moderada a grave, com autoimunidade significativa, ou seja, presença de altos níveis de TRAb e atividade inflamatória persistente e em pacientes refratários a glicocorticoides ou com contraindicação a esteroides): Regime mais utilizado 2 infusões de 1.000 mg, com intervalo de 2 semanas;
  • O Micofenolato de mofetila está indicado como tratamento imunossupressor adjuvante em casos refratários ou dependentes de altas doses de corticosteroides e também pode ser usado em associação com corticoides para melhor resposta e menor dose de esteroide:
    • Micofenolato de mofetila 500 mg 2x/dia inicialmente, podendo aumentar até 1 g 2x/dia (total de 2 g/dia), conforme tolerância e resposta;
    • Terapia combinada (Micofenolato de mofetila + corticoide): Metilprednisolona IV em pulso + Micofenolato de mofetilaoral 500 mg 2x/dia por até 24 semanas.

Orientações ao Prescritor

  • Quando é leve, muitas vezes não necessita de tratamento;
  • Deve ser feito o controle rigoroso do hipertireoidismo.

Tratamento Farmacológico

Consiste no tratamento cirúrgico.

Tratamento Cirúrgico

  1. Mullerectomia: Casos mais graves precisam de recessão/desinserção da aponeurose do elevador e ligamento suspensor do fórnice conjuntival superior. [cms-watermark]
  2. Recessão dos retratores da pálpebra inferior.
  3. Injeção de toxina botulínica. [cms-watermark]

Orientações ao Prescritor

  • Em caso de proptose: A associação de irradiação, Azatioprina e baixa dose de Prednisolona é mais efetiva do que esteroide ou radioterapia isolados. [cms-watermark]

Tratamento Farmacológico

    1. Esteroides sistêmicos: Escolha uma das opções: [cms-watermark]
  • Prednisona 60-80 mg/dia VO por 48 horas. Reduzir 5-10 mg por dia, a cada 1-2 semanas; [cms-watermark]
  • Metilprednisolona 0,4-0,5 mg/kg/dia EV, por 3 ou mais meses.
    2. Se proptose: Associar: [cms-watermark]
  • Azatioprina 5 mg/kg/dia VO no 1 o dia. Manutenção: 1-4 mg/kg/dia, até melhora do quadro. [cms-watermark]

Procedimentos

    1. Radioterapia: Pode ser usada em adição aos esteroides ou quando os esteroides são contraindicados ou inefetivos:
  • O tratamento é feito com iodo radioativo (131I);
  • Não existe consenso sobre a melhor forma de administração do 131I;
  • Embora o efeito do 131I na oftalmopatia ainda seja controverso, estudos recentes demonstram que a piora da oftalmopatia relacionada ao tratamento pode ser prevenida pelo uso concomitante de glicocorticoides. [cms-watermark]

2. Descompressão cirúrgica : A cirurgia é tipicamente realizada em caráter emergencial, como nos casos de neuropatia óptica, subluxação do globo ocular ou afinamento/perfuração da córnea devido à ceratopatia de exposição; ou ainda para reabilitação após o curso ativo da doença.

A cirurgia não emergencial para doença ocular da tireoide pode ser considerada quando a doença está na fase quiescente e não há suspeita de reativação. A cirurgia ocorre em três fases – descompressão orbital, cirurgia de estrabismo e cirurgia palpebral. Como a descompressão orbital pode alterar o posicionamento do globo ocular, diminuir a retração palpebral e afetar a motilidade extraocular, ela deve preceder qualquer cirurgia de estrabismo ou de pálpebra.

Orientações ao Prescritor

    Indicação cirúrgica:
  • Cirurgia, em caso de diplopia na posição de leitura ou na posição primária do olhar, quando a doença estiver quiescente e o ângulo de desvio estiver estável por pelo menos seis meses:
    • Quando não atingir esses critérios, tratar com óculos com prisma.

Tratamento Farmacológico [cms-watermark]

Consiste no tratamento cirúrgico.

Tratamento Cirúrgico [cms-watermark]

Injeção de toxina botulínica no músculo envolvido pode ser útil em alguns casos.