A origem da otite média crônica é multifatorial, geralmente evoluindo de uma otite média aguda supurada na infância e diferenciando-se nas variadas formas clínicas;
O objetivo do tratamento é manter a orelha seca, evitando a progressão da doença;
A antibioticoterapia
tópica
é melhor do que a oral, mas em casos refratários podem-se associar as duas;
Nos quadros de otite média crônica simples/supurativa, os agentes são de flora microbiana mista (aeróbios e anaeróbios):
Os mais comuns são:
Pseudomonas aeruginosa, Staphylococus aureus, Proteus mirabilis, E. coli, Corynebacterium e Klebsiella pneumoniae, Bacteroides
spp.
, Peptococcus
spp.;
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Realizar limpeza e aspiração frequentes do meato acústico externo melhora a penetração do antibiótico tópico;
Aplicação tópica de soluções acidificantes manipuladas (
Ácido bórico a 3%
ou Ácido acético a 2,5%) podem ajudar no controle da infecção recorrente;
Orientar paciente a
não molhar a orelha;
usar proteção ao tomar banho com algodão embebido em óleo ou vaselina;
Aconselhar paciente a não permanecer com algodão muito tempo em meato acústico externo, pois ajuda a manter o ambiente úmido;
Informar sobre cuidado com moscas, uma vez que elas são atraídas pelo odor da otorreia e podem deixar ovos, causando a miíase (principalmente em pacientes neuropatas).
Tratamento Farmacológico - Gotas Otológicas
1.
Antibioticoterapia tópica:
Escolha uma das seguintes opções:
Ciprofloxacino
pingar 3 gotas no ouvido acometido a cada 12 horas, por 7-10 dias;
Ciprofloxacino + Hidrocortisona
pingar 3 gotas no ouvido acometido a cada 12 horas por 7 dias;
Betametasona + Clorfenesina + Cloridrato de tetracaína
pingar 3 gotas no ouvido acometido a cada 8 horas, por 7 dias.