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Rabdomiólise

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Prescrição Ambulatorial

Orientação ao Prescritor

  • Reavaliar os níveis de CPK diariamente;
  • Foco em boa hidratação e no volume da diurese.

Tratamento Farmacológico

  1. Identificação e c orreção/ reversão da causa da rabdomiólise. Ex.: [cms-watermark]
    • Rabdomiólise secundária à estatina: Suspensão do fármaco; [cms-watermark]
    • Rabdomiólise secundária à hipocalemia: Reposição de potássio. [cms-watermark]

Tratamento Não Farmacológico

  1. Hidratação oral para manter fluxo urinário adequado: O paciente deve ser orientado a ingerir líquido suficiente para manter a urina diluída. [cms-watermark]

Prescrição Hospitalar

Orientações ao Prescritor

    Recomendações gerais:
  • Estimular hidratação oral, quando possível; [cms-watermark]
  • Os pacientes podem evoluir para IRA e necessidade de terapia renal substitutiva – avaliar, se possível, cuidados intensivos;
  • Em caso de piora da função renal e anuria (avaliar balanço hídrico), evitar hidratação vigorosa;
  • Atentar para evitar uso de AINEs, pois é comum que o paciente necessite de analgésicos devido a dor de causa musculoesquelética.
    Tratamento farmacológico:
  • Não há consenso, mas alguns pacientes com rabdomiólise demonstraram se beneficiar da terapia com Bicarbonato . Em geral, a infusão de Bicarbonato é administrada a pacientes com rabdomiólise grave, com CK sérica acima de 5.000 U/L ou com evidência clínica de lesão muscular grave (ex.: lesão por esmagamento) e aumento da CK sérica, independentemente do valor inicial;
  • Nesses pacientes, o bicarbonato pode ser administrado, desde que as seguintes condições sejam atendidas: ausência de hipocalcemia; pH arterial inferior a 7,5 e bicarbonato sérico inferior a 30 mEq/L.
  • A taxa inicial de infusão é de 200 mL/hora da solução “bicarbonatada” (150 mL de BIC + 850 mL de SG5%) e a taxa é ajustada para atingir um pH urinário > 6,5. Continuamos a terapia com bicarbonato até que o nível plasmático de CK diminua para menos de 5.000 unidades/L ou até o desenvolvimento de alcalemia, hipocalcemia ou sobrecarga sintomática de fluidos;
  • Revisões mais recentes mostram que a terapia agressiva inicial com SF 0,9% deve ser a primeira e principal conduta.

Dieta e Hidratação

  1. Dieta VO conforme tolerância e aceitação do paciente.
  2. Hidratação venosa: Pode-se iniciar com SF 0,9% ou Ringer lactato a uma taxa de 1 a 2 L/hora, ajustando-se conforme a meta de diurese pretendida;
    • Manter hidratação até CPK < 5.000;
    • Meta de diurese: 200 a 300 mL/hora;
    • Avaliar balanço hídrico. Paciente sob risco de IRA: rever hidratação caso esteja oligúrico, embora a IRA por rabdomiólise comumente mantenha volume urinário normal;
    • O estado volêmico deve ser cuidadosamente avaliado, e o débito urinário monitorado. A taxa de fluidos deve ser ajustada conforme necessário, com atenção especial a quaisquer sinais de sobrecarga de volume.

Tratamento Farmacológico

    1. Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e acidobásicos:
  • Hipercalemia: Distúrbio frequente que deve ser tratado conforme as recomendações específicas. Atentar para risco de arritmias cardíacas:
    • Para mais informações, acesse Hipercalemia. [cms-watermark] [cms-watermark]
  • Hipocalcemia: Deve ser tratada somente em pacientes sintomáticos, já que, com a recuperação do quadro, os níveis de cálcio tendem a se normalizar: [cms-watermark]
    • Em caso de necessidade de reposição: Gluconato de cálcio 10% diluir 1 ampola (10 mL) em 100 mL de [cms-watermark] SF 0,9% e administrar em 20 minutos;
    • Pode ser repetido, se necessário. [cms-watermark]
  • Hiperfosfatemia: Pode se ligar ao cálcio e se depositar em tecidos moles:
    • Evita-se o uso do cálcio nessa situação, visto que os depósitos (fósforo-cálcio) podem afetar ainda mais o músculo lesado. [cms-watermark]

2. Bicarbonato de sódio (em casos selecionados): 150 mL + 850 mL de SG 5% - BI, EV, correr a 200 mL/hora. A taxa é ajustada para atingir um pH urinário > 6,5.

Tratamento Não Farmacológico

  1. Hemodiálise: Indicada caso haja injúria renal aguda grave, anuria associada à hipervolemia, hipercalemia ou acidose refratária às medidas clínicas: [cms-watermark]
    • A hemodiálise não é indicada como prevenção de IRA. [cms-watermark]

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:
  • Dipirona sódica (500 mg/mL) 1 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
  • Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
  • Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até 4/4 horas;
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
  • Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
    2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV diluídos em água destilada até de 8/8 horas;
  • Metoclopramida (4 mg/mL) 50 gotas VO de 8/8 horas;
  • Metoclopramida 10 mg VO de 8/8 horas;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas;
  • Bromoprida (4 mg/mL) 1-3 gotas/kg VO de 8/8 horas.