Orientações ao Prescritor
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É fundamental elaborar o diagnóstico preciso, uma vez que os sintomas podem mimetizar síndromes psiquiátricas ou coexistir com doenças psiquiátricas. Aplicar questionários sintomáticos que contemplem a fase progesterônica do ciclo menstrual;
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Outros antidepressivos, tais como
Fluvoxamina
e
Bupropiona,
não tiveram efeitos positivos, não devendo ser primeiras escolhas para tratamento de sintomas psicossomáticos aqui:
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Apesar de sua eficácia, seu uso crônico pode levar, por exemplo, a disfunções sexuais, que podem fazer a paciente descontinuar o tratamento;
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Atenção clínica para possíveis "férias terapêuticas" sem a medicação com intuito de minimizar efeitos deletérios;
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Contraceptivos:
I
ndicação mais precisa quando, além do desejo de melhorar os sintomas da SPM, a paciente desejar contracepção:
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Atenção para prescrição em pacientes muito jovens (soldadura das epífises de crescimento);
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Contraceptivos orais combinados usados de modo contínuo mostram benefício em sintomas como dismenorreia, sangramento uterino anormal associando o desejo de contracepção nessas mulheres;
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Seu uso mostra melhora significativa nos sintomas depressivos sem a necessidade de aumento da dose de antidepressivos;
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Ooforectomia (com histerectomia associada em geral):
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Avaliar nas mulheres com prole constituída;
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Realizar terapêutica reposição hormonal (TH) até a idade da possível menopausa natural;
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Considerar como opção nas pacientes para quem o tratamento é muito caro e prolongado;
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Em geral, realiza-se histerectomia associada para evitar o uso de progesterona associada na TH, que poderia recrudescer os sintomas;
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Opção naquelas com resposta ruim aos antidepressivos;
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Atenção!
A ooforectomia deve ser considerada apenas na última tentativa terapêutica, na falha de todas as outras.
Tratamento Farmacológico
Escolha uma das classes ou associe-as conforme clínica:
Classe A:
Contraceptivo oral:
Escolha uma das opções:
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Etinilestradiol
+
Drospirenona
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(20 microgramas
+
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3 mg)
1 comprimido VO 1x/dia, sempre no mesmo horário;
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Etinilestradiol +
L
evonorgestrel
(20 microgramas +
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90 microgramas) 1 comprimido VO 1x/dia, sempre no mesmo horário.
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Classe B:
Inibidores da recaptação de serotonina:
Escolha uma das opções:
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Sertralina
50-150 mg VO 1x/dia;
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Fluoxetina (geralmente disponível no SUS)
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10-20 mg VO 1x/dia;
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Paroxetina
5-25 mg VO 1x/dia;
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Escitalopram
10-20 mg VO 1x/dia;
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Venlafaxina
75-112,5 mg VO 1x/dia.
Classe C: Se sinais de edema. Diurético:
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Espironolactona (geralmente disponível no SUS)
1-3 mg/kg/dia VO de 12/12 ou 24/24 horas.
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Classe D: Anti-inflamatório:
Escolha uma das opções:
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Naproxeno
550 mg VO, 2x/dia, por 7 dias, antes da menstruação até o fim do período menstrual;
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Meloxicam
7,5-15 mg VO, 1x/dia
.
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Classe E: Se enxaqueca. Triptanos:
Escolha uma das opções:
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Sumatriptana
25 mg VO, 3x/dia. Iniciar 5 dias antes da menstruação;
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Naratriptana
2,5 mg VO, 1x/dia. Pode ser repetido 4 horas após a primeira dose.
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Classe F: Sintomáticos:
Escolha uma das opções ou associe-os conforme clínica:
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Se mastalgia na fase lútea:
Danazol
50 mg VO 1x/dia. Uso raro pelos efeitos colaterais androgênicos;
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Se dismenorreia:
Ácido mefenâmico
250-500 mg VO 6/6 horas em algumas semanas pré-menstruação e durante a menstruação;
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Ansiolítico:
Alprazolam
0,5 mg VO 1x/dia, limitado a poucos dias pré-menstruais. Pode aliviar sintomas de ansiedade, mas o risco de dependência e/ou uso abusivo deve ser considerado;
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Antidepressivo:
Buspirona
Iniciar com 7,5 mg 2x/dia para aliviar ansiedade pré-menstrual com menor risco de uso abusivo ou dependência.
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Tratamento Não Farmacológico
1.
Terapias alternativas:
Cromoterapia, acupuntura, terapia com ervas, massagens. A maioria dessas opções não está disponível para uso generalizado, mas, sim, individualizado. Nenhuma ainda tem comprovação de eficácia clínica.
2.
Terapia cognitiva comportamental:
Terapia psicológica mais extensamente estudada com resultados animadores. Deve ser associada à terapia medicamentosa para melhores resultados. Para mais informações, acesse Psicoterapias.
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3.
Alimentos ricos em triptofano:
Suplementos e bebidas ricas em carboidratos simples e complexos estimulam atividade serotoninérgica.