Orientações ao Prescritor
Orientações gerais:
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Não há cura ou tratamento específico. A abordagem consiste em suportar e tentar tratar os sintomas mais comuns e as comorbidades envolvidas;
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Deve-se estimular a prática de atividades físicas de forma calculada a cada paciente, respeitando seus limites.
Orientações quanto ao tratamento:
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A dor aguda pode ser abordada com AINEs ou analgésicos simples (Dipirona ou Paracetamol);
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A dor crônica pode ser tratada com antidepressivos tricíclicos;
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Os transtornos do sono podem ser tratados com a higiene do sono;
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Os transtornos psiquiátricos comórbidos podem ser tratados preferencialmente com psicoterapia
e, quando necessários, antidepressivos;
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Não há evidências de que os antidepressivos devam ser usados para tratar a síndrome da fadiga crônica propriamente dita na ausência de comorbidades;
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Porém, diante da similaridade clínica e epidemiológica com a fibromialgia, as recomendações de uso de antidepressivos tricíclicos para dor crônica são extrapoladas dessa doença;
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As doses usadas para fibromialgia são mais baixas que as usadas para tratamento de depressão.
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Cuidados no uso de AINEs:
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AINEs não devem ser usados em pacientes com doença renal crônica pelo risco de piora da função renal;
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Devem ser usados com cautela em pacientes idosos, histórico de úlcera péptica ou alto risco cardiovascular;
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O uso contínuo pode estar associado a eventos adversos e, por isso, deve ser evitado.
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Tratamento Farmacológico
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Escolha uma das classes ou associe-as conforme Orientações ao Prescritor.
Classe A:
Inibidores seletivos da recaptação de serotonina
(em caso de comorbidades com transtornos depressivos
ou ansiosos):
Escolha uma das opções a seguir:
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Fluoxetina
20 mg/dia, VO. Progredir a dose conforme resposta até a remissão dos sintomas ou com tolerância do pacientes, sendo a dose máxima: 80 mg/dia;
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Sertralina
25 mg/dia, VO. Progredir a dose conforme resposta até a remissão dos sintomas ou com tolerância do pacientes, sendo a dose máxima: 200 mg/dia;
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Citalopram
20 mg/dia, VO. Progredir a dose conforme resposta até a remissão dos sintomas ou com tolerância do pacientes, sendo a dose máxima: 40 mg/dia.
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Classe B:
Analgésicos comuns
(em caso de dor): Escolha uma das opções a seguir:
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Dipirona sódica gotas
20-40 gotas VO, a cada 6/6 a 4/4 horas;
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Dipirona sódica
500-1.000 mg VO, a cada 6/6 a 4/4 horas;
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Paracetamol gotas
35-55 gotas VO, a cada 8/8 a 6/6 horas;
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Paracetamol
500-750 mg VO, até de 6/6 horas.
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Classe C:
Anti-inflamatórios
não esteroides
(em caso de dor): Escolha uma das opções a seguir:
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Ibuprofeno
(400 ou 600 mg/cp) 4
00-600 mg VO, até de 6/6 horas, por 5-7 dias;
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Diclofenaco
(50 mg/cp) 25 a 50 mg VO, até de 8/8 horas ou de 6/6 horas, por 5-7 dias;
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Naproxeno
(250 mg, 275 mg, 500 mg ou 550 mg/cp)
250-550 mg VO até de 12/12 horas, por 5-7 dias;
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Indometacina
(50 mg/cp)
25-50 mg/dose VO até de 8/8 horas, por 5-7 dias;
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Cetoprofeno
(50 mg/cp) 25-50 mg VO até de 8/8 horas ou de 6/6 horas, por 5-7 dias;
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Celecoxibe
(100 mg ou 200 mg/cp)
100-200 mg VO até de 12/12 horas, por 5-7 dias;
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Etoricoxibe
60-90 mg VO até de 24/24 horas, por 5-7 dias;
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Nimesulida
50-100 mg VO até de 12/12 horas, por 5-7 dias;
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Meloxicam
(7,5 ou 15 mg/cp) 7,5-15 mg VO até de 24/24 horas, por 5-7 dias.
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Classe D: Antidepressivos tricíclicos
(para dor crônica, distúrbios do sono):
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Amitriptilina
(10 mg ou 25 mg/cp) 10 mg VO à noite. Progredir a dose conforme resposta até 50-75 mg/dia. Caso usada para tratamento de transtorno depressivo, a dose usual varia de 75 a 300 mg/dia. Para mais informações, acesse:
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Tratamento Não Farmacológico
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Atividade física:
Adequada às condições do paciente;
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Estratégia: Iniciar com exercícios de baixa intensidade e duração, com aumento gradual e progressivo.
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Psicoterapia:
na presença de comorbidades:
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Destaque para a terapia cognitivo-comportamental (TCC).
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