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Síndrome de Guillain-Barré

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Prescrição Hospitalar

Orientações ao Prescritor

O tratamento inclui intervenções de suporte e específicas da doença.

A aplicação da escala EGRIS ( Erasmus Guillain-Barré Syndrome Respiratory Sufficiency Score ) na admissão auxilia a predizer o risco para falha respiratória na primeira semana de hospitalização. Um escore > 4 sugere risco elevado para insuficiência respiratória (≥ 65%) e, portanto, melhor direcionamento para internação em UTI.

Dieta e Hidratação

  1. Dieta oral branda. [cms-watermark]
  2. Hidratação venosa com cristaloides, se necessário: SF 0,9% ~20-30 mL/kg/dia EV, a depender do estado volêmico do paciente.

Terapia Farmacológica

    Opções de terapias modificadoras de doença:
  • Imunoglobulina 400 mg/kg/dia EV, por 5 dias; [cms-watermark]
  • Plasmaférese 200-250 mL plasma por kg de peso corporal distribuído ao longo de 4 a 6 sessões, por 8-10 dias. [cms-watermark]
    Pontos práticos dessas terapias:
  • Ensaios randomizados do tipo head-to-head, que compararam diretamente a imunoglobulina (IVIg) com plasmaférese (PLEX), não demonstraram diferença significativa em termos de eficácia. No entanto, a IVIg apresentou menor probabilidade de descontinuação em comparação a PLEX;
  • Estudos demonstram que a IVIg é mais eficaz quando iniciada nas primeiras 2 semanas após o início da fraqueza, enquanto a PLEX até 4 semanas. Embora alguns especialistas considerem a possibilidade de ampliar a janela terapêutica da IVIg para até 4 semanas, recomenda-se iniciar o tratamento o mais precocemente possível;
  • É importante ressaltar que, na fase de nadir estabilizado ou já em recuperação clínica (momentos em que o processo inflamatório ativo foi resolvido), essas terapias não demonstram mais benefício;
  • Para pacientes inicialmente tratados com IVIg que apresentem deterioração adicional ou ausência de melhora clínica, não é recomendado o retratamento com IVIg, pois isso expõe o paciente a eventos adversos sem evidência de benefício no desfecho neurológico.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésico: Se presença de dor. Escolha uma das opções:
  • Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas);
  • Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
  • Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até de 4/4 horas;
  • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
  • Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.
    2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV, diluído em água destilada, até de 8/8 horas;
  • Metoclopramida (4 mg/mL) 50 gotas VO de 8/8 horas;
  • Metoclopramida 10 mg VO de 8/8 horas;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV de 8/8 horas;
  • Bromoprida (4 mg/mL) 1-3 gotas/kg VO de 8/8 horas.
    3. Profilaxia para trombose venosa profunda: Escolha uma das opções:
  • Enoxaparina 40 mg SC de 24/24 horas;
  • Heparina (0,25 mL/5.000 unidades) 5.000 unidades SC de 8/8-12/12 horas.