Conteúdo copiado com sucesso!

Transposição de Grandes Artérias (TGA)

Voltar

Prescrição Hospitalar

Dieta e Hidratação

    1. Dieta enteral precoce trófica: A alimentação enteral, sempre que possível, deve ser iniciada no primeiro dia de vida, idealmente nas primeiras 6 horas de vida, com leite materno (sempre que possível) em pequeno volume (20 mL/kg/dia):
  • Nutrição parenteral: Os bebês que, por algum motivo, não toleram a dieta por via enteral deverão ser avaliados para o início da nutrição parenteral, visto que podem apresentar reservas nutricionais limitadas.

2. Hidratação: De acordo com a Academia Americana de Pediatria, pacientes de 28 dias de vida até 18 anos de idade, com necessidade de hidratação venosa de manutenção, deverão receber solução isotônica com dextrose e cloreto de potássio por reduzir de maneira significativa o risco de desenvolver hiponatremia.

Tratamento Farmacológico

O tratamento definitivo é realizado por meio da cirurgia reparadora.

    Para manutenção do canal arterial em pacientes com TGA suspeita ou confirmada:
  • Alprostadil 0,05 micrograma/kg/minuto EV (infusão contínua). Deve ser administrado até que um diagnóstico ou tratamento definitivo seja estabelecido.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésico e antitérmico: Se presença de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das opções:
  • Dipirona (500 mg/mL): 10-20 mg/kg/dose VO de 6/6 horas;
  • Ibuprofeno (100 mg/mL): 5-10 mg/kg/dose VO de 8/8 horas;
  • Paracetamol (200 mg/mL): 10-15 mg/kg/dose VO de 6/6 horas.
    2. Antiemético: Se presença de náuseas e/ou vômitos. Escolha uma das opções:
  • Metoclopramida (10 mg): 0,33-0,1 mg/kg/dose VO de 8/8 horas;
  • Metoclopramida (5 mg/mL): 0,33-0,1 mg/kg/dose IV de 8/8 horas.
    3. Proteção gástrica:
  • Omeprazol (10 mg/20 mg ou 40 mg): 0,5-1,5 mg/kg/dose VO 1x/dia.

Procedimentos

    1. Septostomia atrial com balão (procedimento de Rashkind): Pacientes com hipoxemia grave: [cms-watermark] [cms-watermark]
  • Procedimento realizado por serviço de hemodinâmica. Consiste na abertura de um canal entre os átrios, de forma a permitir a mistura de sangue dos dois circuitos cardíacos (arterial e venoso). [cms-watermark]
    2. Cirurgia reparadora: O tipo de cirurgia a ser realizado dependerá da existência de outras malformações cardíacas associadas. A cirurgia mais comumente realizada em pacientes com TGA é a operação de troca arterial. Ela tem sido usada como o procedimento de escolha para pacientes com D-TGA desde o final da década de 1980. A mortalidade perioperatória geral caiu para < 1% em pacientes com D-TGA simples (ou seja, nenhuma outra anomalia cardíaca) e 4% entre aqueles com D-TGA complexa (ou seja, com anomalia cardíaca adicional). A cirurgia envolve a transecção de ambas as grandes artérias e, em seguida, a translocação dos vasos para a raiz oposta, criando, assim, concordância ventriculoarterial (aorta para ventrículo esquerdo e artéria pulmonar para ventrículo direito). A translocação da aorta também envolve mobilização e reimplante das artérias coronárias. [cms-watermark] [cms-watermark]
  • Cirurgia de Jatene e Rastelli: São as mais executadas atualmente e ambas realizam a translocação dos vasos. Entre as principais complicações, destacam-se:
    • Estenose de artéria pulmonar; [cms-watermark]
    • Insuficiência ou estenose de artéria coronária; [cms-watermark]
    • Dilatação da raiz da neoaorta; [cms-watermark]
    • Regurgitação da neoaorta; [cms-watermark]
  • Cirurgia de Senning: Era outra opção cirúrgica, suplantada pelas duas anteriores devido ao risco de disfunção ventricular. Nela era realizada uma tunelização das veias pulmonares para o AD e das veias cavas para o AE. O VD segue conectado com a aorta. Em longo prazo, pode evoluir com elevado índice de disfunção ventricular e arritmias.

Orientações ao Prescritor [cms-watermark]

Profilaxia: Não há indicação de profilaxia para endocardite subaguda em pacientes que realizaram a cirurgia para correção de TGA e permaneceram sem lesões residuais. [cms-watermark]