O tratamento envolve abordagem psicoterápica e farmacológica, sendo a psicoterapia a primeira escolha;
Não há medicação aprovada por agências regulatórias, como o FDA;
Dentre as psicoterapias, a terapia cognitivo-comportamental destaca-se como a mais estudada e com maior respaldo de literatura.
Tratamento farmacológico:
A primeira linha são os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), sendo o mais estudado a
Fluoxetina
no controle da irritabilidade e da agressividade. É importante orientar o paciente quanto à possibilidade de sintomas de ativação após o inicio do ISRS, levando a risco aumentado de explosões de raiva nos primeiros dias do tratamento;
[cms-watermark]
Em casos em que há resposta parcial ou ausente, pode-se associar ou usar em monoterapia anticonvulsivantes, sendo a Oxcarbazepina a mais estudada. A Fenitoína costumava estar em
guidelines
mais antigos, mas hoje apresenta menos respaldo em literatura e uso limitado pelos seus efeitos colaterais. Estudos recentes demonstraram ausência de diferença de taxa de resposta do Divalproato ao placebo, associado a um maior número de efeitos colaterais;
O uso de antipsicóticos de segunda geração, betabloqueadores ou agonistas alfa-2 é reservado para situações específicas e refratárias,
off label
.
Tratamento Farmacológico
1. Inibidores da recaptação de serotonina (ISRS):
Escolha uma das opções:
[cms-watermark]
Fluoxetina
20 mg/dia, VO. Progredir dose conforme resposta até a remissão dos sintomas e com tolerância do paciente (dose máxima: 60 mg/dia);
[cms-watermark]
Escitalopram
10 mg/dia, VO. Progredir dose conforme resposta até a remissão dos sintomas e com tolerância do paciente (dose máxima: 20 mg/dia);
[cms-watermark]
Sertralina
50 mg/dia. Progredir dose conforme resposta até a remissão dos sintomas e com tolerância do paciente (dose máxima: 200 mg/dia);
Citalopram
20 mg/dia, VO. Progredir dose conforme resposta até a remissão dos sintomas e com tolerância do paciente (dose máxima: 40 mg/dia).
[cms-watermark]
2. Anticonvulsivantes:
Oxcarbazepina
600 mg/dia, VO. Progredir dose conforme resposta até a remissão dos sintomas e com tolerância do paciente (dose máxima: 1.200 mg/dia).
Tratamento Não Farmacológico
1.
Psicoterapia:
Terapia congnitivo-comportamental:
B
aseada em psicoeducação, reestruturação cognitiva, aquisição de habilidades para controle da raiva, aperfeiçoamento na resolução de problemas e estratégias de enfrentamento;
Terapia de família;
[cms-watermark]
Terapia de grupo.
2.
Manejo dos fatores de vulnerabilidade aos comportamentos impulsivos: