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Transtorno Psicótico Breve

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

  • A abordagem envolve orientar o paciente e seus familiares sobre o quadro;
  • Recomenda-se apoio psicológico especialmente nos casos em que o episódio foi desencadeado por um estressor;
  • Farmacoterapia: P rioriza-se o uso de antipsicóticos, especialmente os de segunda geração:
    • O tratamento para episódios psicóticos breves não possui diretrizes clínicas específicas ou baseadas em evidências robustas, sendo extrapolado de protocolos para o primeiro episódio de psicose e baseado na experiência clínica.
  • Tempo de tratamento: Algumas fontes sugerem tratar como primeiro episódio psicótico, recomendando o mínimo de 1-2 anos de tratamento após remissão, enquanto outras indicam a manutenção por 1-3 meses após a melhora dos sintomas;
  • Ao avaliar estes pacientes, devem ser considerados os fatores de gravidade que podem indicar uma internação.

Tratamento Farmacológico

    1. Antipsicóticos: Escolha uma das opções:
  • Risperidona I niciar com 1 mg VO 1-2x/dia. Progredir dose conforme resposta até a remissão dos sintomas e com tolerância do paciente, sendo a dose máxima de 6 mg/dia;
  • Aripiprazol 10 mg VO 1x/dia. Progredir dose conforme resposta até a remissão dos sintomas e com tolerância do paciente, sendo a dose máxima de 30 mg/dia;
  • Olanzapina Dose inicial 5 mg/dia VO 1x/dia. Dose usual: 5-20 mg/dia. Dose máxima: 30 mg/dia;
  • Haloperidol Dose inicial de 1-15 mg/dia, em dose única ou doses divididas. Dose usual: 1-40 mg/dia.

Tratamento Não Farmacológico

  1. Psicoterapia: Destaque para técnicas de apoio. [cms-watermark]

Outras Informações

Autoria principal: Paula Benevenuto Hartmann (Psiquiatra pela UFF, Psiquiatra da Infância e Adolescência pela UFF, Mestre em Psiquiatria e Saúde Mental pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto).

Revisão: Tayne Miranda (Psiquiatra pela USP).

Stahl SM. Prescriber’s Guide: Stahl’s Essential Psychopharmacology. 8th ed. Cambridge: Cambridge University Press; 2024.

American Psychiatry Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR: texto revisado. 5a ed. Porto Alegre: Artmed; 2023. 1082 p.

Castagnini A, Foldager L, Caffo E, et al. The predictive validity and outcome of ICD-10 and DSM-5 short-lived psychotic disorders: a review and meta-analysis. Eur Arch Psychiatry Clin Neurosci. 2022; 272(7):1157-1168.

Constantino ME. Clínica Psiquiátrica: as grandes síndromes psiquiátricas. 2a ed. Barueri: Manole; 2021.

Provenzani U, Salazar de Pablo G, Arribas M, et al. Clinical outcomes in brief psychotic episodes: a systematic review and meta-analysis. Epidemiol Psychiatr Sci. 2021; 30:e71.

Semple D, Smyth R. Oxford Handbook of Psychiatry. 1st ed. London: Oxford University Press; 2019.

Castagnini AC, Fusar-Poli P. Diagnostic validity of ICD-10 acute and transient psychotic disorders and DSM-5 brief psychotic disorder. Eur Psychiatry. 2017; 45:104-113.

Fusar-Poli P, Cappucciati M, Bonoldi I, et al. Prognosis of Brief Psychotic Episodes: A Meta-analysis. JAMA Psychiatry. 2016; 73(3):211-20.