Orientações ao Prescritor
Recomendações:
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No adulto, as formas graves ocorrem geralmente em pacientes imunocomprometidos;
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O primeiro passo é a
avaliação do comprometimento da via respiratória
e da
necessidade de intubação
. Sinais que indicam risco iminente:
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Hipóxia;
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Retração costal e supraescapular;
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Fadiga;
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Alteração do nível de consciência.
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Nos casos com
critérios de intubação
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Pode ser necessário um tubo orotraqueal de diâmetro menor do que o normalmente usado nesses casos;
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O edema da via respiratória pode dificultar a intubação, logo, é recomendável que haja equipe e equipamentos de prontidão em caso de necessidade de acesso cirúrgico dessa via;
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O paciente deve permanecer monitorado em unidade de terapia intensiva.
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Pacientes sem necessidade de intubação devem permanecer em vigilância cardiorrespiratória por 48-72 horas, com antibioticoterapia venosa. Após esse período, deve-se idealmente reavaliar a via respiratória com laringoscopia flexível ou broncoscopia;
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Antibioticoterapia inicial deve ser direcionada contra as principais bactérias causadoras, como o estafilococos. Após o resultado das culturas, a medicação deve ser reajustada, se necessário;
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No momento da alta, deve-se fazer a transição para antibioticoterapia pela via oral por mais 10-14 dias.
Dieta e Hidratação
1. A
dieta
deve ser liberada de acordo com o nível de consciência e o risco de broncoaspiração.
2.
Hidratação venosa:
Com base nos parâmetros hemodinâmicos e na cota básica:
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Ringer lactato
~30-40 mL/kg EV em 24 horas;
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Associar aporte de glicose em casos de jejum.
Antibioticoterapia Empírica
Esquema A: Betalactâmico:
Escolha uma das seguintes opções:
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Amoxicilina + sulbactam
3 g EV a cada 6 horas, por 10-14 dias;
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Amoxicilina + clavulanato
1 g EV a cada 8 horas, por 10-14 dias.
Esquema B:
Em caso de refratariedade ao tratamento
ou
presença de alergia a penicilina, sem reação de hipersensibilidade grave:
I.
Clindamicina
600 mg EV a cada 8 horas, por 10 dias.
+
II.
Cefalosporina
de terceira geração
Opções de cefalosporina de terceira geração:
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Ceftriaxona
1-2 g EV a cada 24 horas, por 10-14 dias;
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Cefotaxima
1-2 g EV a cada 8 horas, por 10-14 dias;
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Ceftarolina
600 mg EV a cada 12 horas, por 10-14 dias.
Esquema C:
Pacientes com histórico/potencial de hipersensibilidade grave aos betalactâmicos:
I.
Clindamicina
600 mg EV a cada 8 horas, por 10-14 dias.
+
II.
Quinolona
de terceira ou quarta geração.
Opções de quinolona de terceira ou quarta geração:
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Levofloxacino
750 mg VO/EV a cada 24 horas, por 7-10 dias;
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Moxifloxacino
400 mg VO/EV a cada 24 horas, por 7-10 dias.
Tratamento Farmacológico Adjuvante
1.
Corticosteroide:
Escolha uma das seguintes opções:
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Prednisolona
20 mg VO 40-60 mg a cada 24 horas, por 5 dias;
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Succinato sódico de metilprednisolona
250-500 mg/dia EV a cada 24 horas, por 5 dias.
Profiláticos e Sintomáticos
1.
Analgésico e antitérmico:
Em caso de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das seguintes opções:
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Dipirona sódica
(500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas).
2.
Antiemético:
Em caso de náusea e/ou vômito:
Escolha uma das seguintes opções:
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Metoclopramida
(10 mg/2 mL) 10 mg EV, diluídos em água destilada, até de 8/8 horas;
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Bromoprida
(10 mg/2 mL) 10 mg EV a cada 8 horas.
3.
Proteção gástrica:
Escolha uma das seguintes opções:
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Omeprazol
(40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV a cada 24 horas, pela manhã;
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Pantoprazol sódico
20-40 mg VO a cada 24 horas, em jejum;
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Pantoprazol sódico
(40 mg/10 mL) 40 mg EV a cada 24 horas.
Cuidados
1. Reduzir a agitação do paciente ajuda a evitar piora do comprometimento respiratório.
2. Administração de oxigênio inalatório, caso necessário, nos pacientes sem critérios de intubação.