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Traqueíte Bacteriana

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Prescrição Ambulatorial

Orientações ao Prescritor

    Recomendações:
  • Adultos costumam apresentar sintomas menos graves do que crianças, com prognóstico melhor. Toxemia e desconforto respiratório agudo grave são raros nessa população;
  • O primeiro passo é a avaliação do comprometimento da via respiratória;
  • Antibioticoterapia inicial deve ser direcionada contra as principais bactérias causadoras, como o estafilococos;
  • Ao contrário dos indivíduos com traqueobronquite viral, esses pacientes não apresentam melhora evolutiva mediante nebulização com adrenalina e corticosteroide;
  • Corticoterapia é indicada para pacientes com sintomas obstrutivos persistentes, como dispneia e estridor, e que apresentam prejuízo da função respiratória logo no início do quadro.

Antibioticoterapia Empírica

    Esquema A: Betalactâmico: Escolha uma das seguintes opções :
  • Amoxicilina + sulbactam 875 mg VO a cada 12 horas, por 10-14 dias;
  • Amoxicilina + clavulanato 875 mg VO a cada 12 horas, por 10-14 dias.

    Esquema B: Pacientes com alergia aos betalactâmicos: Escolha uma das seguintes opções:
  • Clindamicina 300 mg VO a cada 8 horas, por 10-14 dias;
  • Levofloxacino 750 mg VO a cada 24 horas, por 7-10 dias.

Tratamento Farmacológico Adjuvante

  1. Corticoterapia: Escolha uma das seguintes opções: [cms-watermark]
    • Prednisolona 20 mg VO 40-60 mg a cada 24 horas, por 5 dias.
    • Prednisona 20mg VO 40-60 mg a cada 24 horas, por 5 dias.

Profiláticos e Sintomáticos

  1. Analgésico e antitérmico: Em caso de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das seguintes opções:
    • Dipirona sódica gotas (500 mg/mL) 20-40 gotas VO até de 4/4 horas;
    • Dipirona sódica 500-1.000 mg VO até de 4/4 horas;
    • Paracetamol gotas (200 mg/mL) 35-55 gotas VO até de 6/6 horas;
    • Paracetamol 500-750 mg VO até de 6/6 horas.

Cuidados

  1. O diagnóstico concomitante de pneumonia deve ser excluído e, caso seja confirmado, a gravidade da doença aumenta, assim como as chances de intubação orotraqueal.

Prescrição Hospitalar

Orientações ao Prescritor

    Recomendações:
  • No adulto, as formas graves ocorrem geralmente em pacientes imunocomprometidos;
  • O primeiro passo é a avaliação do comprometimento da via respiratória e da necessidade de intubação . Sinais que indicam risco iminente:
    • Hipóxia;
    • Retração costal e supraescapular;
    • Fadiga;
    • Alteração do nível de consciência.
  • Nos casos com critérios de intubação :
    • Pode ser necessário um tubo orotraqueal de diâmetro menor do que o normalmente usado nesses casos;
    • O edema da via respiratória pode dificultar a intubação, logo, é recomendável que haja equipe e equipamentos de prontidão em caso de necessidade de acesso cirúrgico dessa via;
    • O paciente deve permanecer monitorado em unidade de terapia intensiva.
  • Pacientes sem necessidade de intubação devem permanecer em vigilância cardiorrespiratória por 48-72 horas, com antibioticoterapia venosa. Após esse período, deve-se idealmente reavaliar a via respiratória com laringoscopia flexível ou broncoscopia;
  • Antibioticoterapia inicial deve ser direcionada contra as principais bactérias causadoras, como o estafilococos. Após o resultado das culturas, a medicação deve ser reajustada, se necessário;
  • No momento da alta, deve-se fazer a transição para antibioticoterapia pela via oral por mais 10-14 dias.

Dieta e Hidratação

1. A dieta deve ser liberada de acordo com o nível de consciência e o risco de broncoaspiração.

    2. Hidratação venosa: Com base nos parâmetros hemodinâmicos e na cota básica:
  • Ringer lactato ~30-40 mL/kg EV em 24 horas;
  • Associar aporte de glicose em casos de jejum.

Antibioticoterapia Empírica

    Esquema A: Betalactâmico: Escolha uma das seguintes opções:
  • Amoxicilina + sulbactam 3 g EV a cada 6 horas, por 10-14 dias;
  • Amoxicilina + clavulanato 1 g EV a cada 8 horas, por 10-14 dias.

Esquema B: Em caso de refratariedade ao tratamento ou presença de alergia a penicilina, sem reação de hipersensibilidade grave:

I. Clindamicina 600 mg EV a cada 8 horas, por 10 dias.
+
II. Cefalosporina de terceira geração

    Opções de cefalosporina de terceira geração:
  • Ceftriaxona 1-2 g EV a cada 24 horas, por 10-14 dias;
  • Cefotaxima 1-2 g EV a cada 8 horas, por 10-14 dias;
  • Ceftarolina 600 mg EV a cada 12 horas, por 10-14 dias.

Esquema C: Pacientes com histórico/potencial de hipersensibilidade grave aos betalactâmicos:

I. Clindamicina 600 mg EV a cada 8 horas, por 10-14 dias.
+
II. Quinolona de terceira ou quarta geração.

    Opções de quinolona de terceira ou quarta geração:
  • Levofloxacino 750 mg VO/EV a cada 24 horas, por 7-10 dias;
  • Moxifloxacino 400 mg VO/EV a cada 24 horas, por 7-10 dias.

Tratamento Farmacológico Adjuvante

    1. Corticosteroide: Escolha uma das seguintes opções:
  • Prednisolona 20 mg VO 40-60 mg a cada 24 horas, por 5 dias;
  • Succinato sódico de metilprednisolona 250-500 mg/dia EV a cada 24 horas, por 5 dias.

Profiláticos e Sintomáticos

    1. Analgésico e antitérmico: Em caso de dor ou febre ≥ 37,8°C. Escolha uma das seguintes opções:
  • Dipirona sódica (500 mg/mL) 1-2 g EV até de 4/4 horas (dose máxima: 5 g em 24 horas).
    2. Antiemético: Em caso de náusea e/ou vômito: Escolha uma das seguintes opções:
  • Metoclopramida (10 mg/2 mL) 10 mg EV, diluídos em água destilada, até de 8/8 horas;
  • Bromoprida (10 mg/2 mL) 10 mg EV a cada 8 horas.
    3. Proteção gástrica: Escolha uma das seguintes opções:
  • Omeprazol (40 mg/10 mL) 20-40 mg VO/EV a cada 24 horas, pela manhã;
  • Pantoprazol sódico 20-40 mg VO a cada 24 horas, em jejum;
  • Pantoprazol sódico (40 mg/10 mL) 40 mg EV a cada 24 horas.

Cuidados

1. Reduzir a agitação do paciente ajuda a evitar piora do comprometimento respiratório.

2. Administração de oxigênio inalatório, caso necessário, nos pacientes sem critérios de intubação.