A anticoagulação, em uma situação de trombo em ventrículo esquerdo (VE), deve ser avaliada em relação ao risco de sangramento. Portanto, é aconselhável apenas anticoagular pacientes com maior risco de acidente vascular cerebral (AVC) cardioembólico.
Os antagonistas de vitamina k são os agentes com benefício mais consolidado na literatura para resolução do trombo e prevenção de embolia.
Os anticoagulantes orais diretos (DOACs) são recomendados com cautela em pacientes que tem contraindicação a Varfarina ou que apresentem dificuldade de manter o INR terapêutico (entre 2 e 3).
A duração do tratamento inicial deve ser de pelo menos 3 meses. Um exame de imagem deve ser realizado após 3 meses de tratamento para avaliar resolução ou persistência do trombo e decisão sobre prolongar ou suspender a anticoagulação.
No pós-IAM (infarto agudo do miocárdio), o uso de apenas um antiagregante plaquetário em conjunto com o anticoagulante pode ser mais seguro, e mostrou efetividade em outras patologias formadoras de trombo, como a fibrilação atrial. Deve-se usar a dose mínima de AAS (81 mg/dia) e proteção gástrica, se necessário.
Seguir as orientações fornecidas na prescrição ambulatorial.
1. Dieta oral conforme as comorbidades.
2. Hidratação via oral em pacientes estáveis e com condições de ingestão de líquido.
3. Limitar oferta de líquidos em pacientes com disfunção ventricular grave para 1-1,5 L/dia.