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BCG

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Definição: Vacina composta pelo Bacilo de Calmette-Guérin (BCG), oferecida com o objetivo de prevenção de formas graves da doença causada pelo Mycobacterium tuberculosis .

Vacina BCG
Via/Local
Intradérmica/
Inserção inferior do músculo deltoide direito
Esquema Ao nascer

Pó liofilizado injetável composto pelo bacilo de Calmette-Guérin (cepa BCG Moreau - Rio de Janeiro) e Glutamato de sódio, diluído em SF 0,9%.

A vacina deve ser aplicada via intradérmica, na localização do músculo deltoide, no nível da inserção inferior e na face externa superior do braço direito.

  • 0,05 mL em recém-nascidos até menores de 1 ano de idade;
  • 0,1 mL a partir de 1 ano de idade.
  • Indivíduos portadores de imunodeficiências primárias ou adquiridas;
  • Indivíduos acometidos de neoplasias malignas;
  • Pacientes em tratamento com corticoides em doses elevadas (equivalentes a dose de Prednisona 2 mg/kg/dia para crianças até 10 kg ou de 20 mg/dia ou mais para indivíduos de mais de 10 kg);
  • Pacientes com outras terapias imunossupressoras;
  • Gestantes.
    Adiamento da vacina: Adiar a dose da vacina nas seguintes situações:
  • Até 3 meses após o tratamento com imunodepressores ou corticoides em doses elevadas;
  • Recém-nascidos com menos de 2.000 g (vacinar apenas após atingirem esse peso).
  • Úlcera com diâmetro maior que 1 cm;
  • Abscesso subcutâneo frio;
  • Abscesso subcutâneo quente;
  • Granuloma;
  • Linfadenopatia regional não supurada maior que 3 cm;
  • Linfadenopatia regional supurada;
  • Cicatriz queloide;
  • Reação lupoide.

Para mais informações sobre conduta em caso de eventos adversos, acesso o conteúdo específico.

Para todas as crianças recém-nascidas, o mais rápido possível, de preferência até 12 horas do nascimento.

Crianças não imunizadas.

Recém-nascidos em contato com indivíduos bacilíferos deverão ser vacinados somente após o tratamento da infecção latente da tuberculose ou da quimioprofilaxia.

Crianças que fizeram uma dose da BCG mas não desenvolveram a cicatriz vacinal: o Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS) de não indicar revacinação nestes casos.

    Contatos intradomiciliares de hanseníase, multi ou paucibacilar, nos seguintes esquemas:
  • Contatos intradomiciliares com menos de 1 ano de idade e comprovadamente vacinados: não necessitam de dose adicional de BCG;
  • Contatos intradomiciliares com mais de 1 ano de idade sem cicatriz vacinal ou na incerteza da existência de cicatriz vacinal: administrar uma dose de BCG;
  • Comprovadamente vacinado com 1 dose: administrar nova dose de BCG, respeitando o período de tempo mínimo de 6 meses entre as vacinas;
  • Com duas doses/cicatrizes: não é necessário nova dose adicional.
    Crianças expostas ao HIV:
  • Crianças filhas de mães com HIV positivo: devem receber a vacina o mais precoce possível, até 18 meses de idade, se assintomáticas e sem sinais de imunodeficiência;
  • Crianças filhas de mães com HIV positivo com idade entre 18 meses e 4 anos ou 11 meses e 29 dias: somente devem receber a vacina BCG após sorologia negativa para HIV. Se a sorologia for positiva, a vacinação está contraindicada, mesmo em casos sem sinais de imunodeficiência;
  • Crianças com mais de 5 anos soropositivas: não devem ser vacinadas, mesmo sem sinais de imunodeficiência.
  • Contatos intradomiciliares de pessoas com hanseníase.
  • Vacina contraindicada durante a gestação.
  • Igual ao adulto.

Autoria principal: Dolores Silva (Pediatria pela UERJ).

    Revisão:
  • Gabriela Guimarães Moreira Balbi (Pediatria pela UFPR e SBP);
  • Marcelo Gobbo Junior (Medicina de Família e Comunidade).
    Equipe adjunta:
  • Renata Carneiro da Cruz (Pediatria pela UERJ);
  • Maria Eduarda B. Cruxen (Pediatria pela UFCSPA);
  • Vanessa Nascimento (Cirurgia Pediátrica Geral pelo IFF/FIOCRUZ e Oncológica pelo INCA);
  • Fabiana Barreto Goulart Déléage (Pediatria pela SMS/RJ e Medicina de Adolescentes pela UERJ);
  • Jéssica Borba Coutinho (Médica de Família e Comunidade e Paliativista);
  • Philipp Oliveira (Medicina de Família e Comunidade);
  • Renato Bergallo (Medicina de Família e Comunidade).

Ministério da Saúde (BR). Secretaria Estadual de Saúde. Guia Prático de Imunizações para Trabalhadores da Sala de Vacinação. 10a ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância epidemiológica de eventos adversos pós-vacinação / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. 3a ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Toscano C, Kosim L. Cartilha de Vacinas: para quem quer mesmo saber das coisas. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2003.

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