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DTPa Infantil

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Definição: Vacina tríplice bacteriana do tipo acelular, usada para prevenção da difteria, tétano e coqueluche, do tipo infantil (para ser usada até 6 anos de idade).

Vacina DTPa (tríplice bacteriana acelular infantil)
Via/Local Intramuscular/ Deltoide esquerdo ou vasto lateral da coxa
Esquema 2, 4 e 6 meses com reforço aos 15 meses, 4 e 6 anos 1

1. Observar as indicações de DTPa infantil para estabelecimento do esquema vacinal.

Suspensão injetável composta por Toxoide diftérico, tetânico e pertussis (acelular), Hemaglutinina filamentosa, fimbrias, pertactina, adjuvante Fosfato de alumínio, conservante 2-fenoxietanol e água para injeção.

A vacina é realizada via intramuscular. Em menores de 2 anos, fazer na região do músculo vasto lateral da coxa. Em crianças maiores de 2 anos, fazer na região deltoide, na face externa superior do braço.

A dose é de 0,5 mL.

    Está indicada para uso em crianças até 6 anos completos que apresentaram algum dos seguintes eventos adversos, após o recebimento de uma das doses da vacina tríplice bacteriana do tipo celular:
  • Convulsões nas primeiras 72 horas;
  • Episódio hipotônico hiporresponsivo (EHH) nas primeiras 72 horas.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sugere a realização da vacina tríplice bacteriana acelular, mesmo em crianças sem registro de eventos adversos anteriores, por ser menos reatogênica do que as do tipo celular.

  • Crianças com mais de 7 anos de idade;
  • Reação anafilática com dose anterior;
  • Encefalopatia aguda com dose anterior (nos primeiros 7 dias após a realização da dose da vacina, inclusive a do tipo celular);
  • Usar a vacina com precaução nas seguintes situações;
  • Doenças febris agudas moderadas ou graves: adiar a vacinação até a resolução do quadro;
  • Risco de hemorragia (hemofilia, trombocitopenia, uso de anticoagulantes): fazer a vacina via subcutânea, após a aplicação dos fatores de coagulação indicados.
  • Eritema, enduração e calor local;
  • Abscessos frios ou quentes;
  • Febre (até 24 horas da aplicação);
  • Sonolência (até 72 horas da aplicação);
  • Anorexia (até 24 horas da aplicação);
  • Vômitos;
  • Choro persistente (até 24 horas da aplicação);
  • Episódio hipotônico-hiporresponsivo (primeiras 48 horas);
  • Convulsão (primeiras 72 horas);
  • Encefalopatia (até 7 dias após a aplicação);
  • Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia.

Programa Nacional de Imunizações (PNI)

Deve ser realizada apenas em pacientes que apresentaram um dos eventos adversos citados anteriormente. As doses são feitas aos 2, 4 e 6 meses (podendo ser realizadas com a vacina pentavalente), com reforço aos 15 meses e com 4 a 6 anos de idade. Sempre considerar as doses realizadas com a tríplice bacteriana do tipo celular.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

Dose aos 2, 4 e 6 meses (pode ser feita com as vacinas pentavalente ou hexavalente), com reforço aos 15 meses e com 4 a 6 anos de idade.

Produto de uso pediátrico apenas.

Consultar DTPa do tipo adulto. [cms-watermark]

Igual ao adulto.

Igual ao adulto.

Autoria principal: Dolores Silva (Pediatria pela UERJ).

Revisão: Marcelo Gobbo Jr. (Medicina de Família e Comunidade).

    Equipe adjunta:
  • Gabriela Guimarães Moreira Balbi (Pediatria pela UFPR e SBP);
  • Renata Carneiro da Cruz (Pediatria pela UERJ);
  • Fabiana Barreto Goulart Déléage (Pediatria pela SMS/RJ e Medicina de Adolescentes pela UERJ);
  • Maria Eduarda B. Cruxen (Pediatria pela UFCSPA);
  • Vanessa Nascimento (Cirurgia Pediátrica Geral pelo IFF/FIOCRUZ e Oncológica pelo INCA);
  • Jéssica Borba Coutinho (Médica de Família e Comunidade e Paliativista);
  • Philipp Oliveira (Medicina de Família e Comunidade);
  • Renato Bergallo (Medicina de Família e Comunidade).

Ministério da Saúde (BR), Aranda CMSS, et al. Manual de Procedimentos para Vacinação. 4a ed. Brasília: Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde, 2001.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância epidemiológica de eventos adversos pós-vacinação/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. 3a ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Toscano C, Kosim L. Cartilha de Vacinas: para quem quer mesmo saber das coisas. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2003.

Sociedade Brasileira de Pediatria. Calendário de vacinação da SBP 2018. Departamento de Imunizações e Departamento de Infectologia. [Internet]. SBP. Rio de Janeiro, RJ: SBP. (Acesso em 14 dez 2023).