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Dupla Tipo Adulto (dT)

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Definição: Vacina dupla tipo adulto, usada para prevenção das doenças difteria e tétano.

Vacina dT (difteria e tétano)
Via/Local [cms-watermark] Intramuscular/ Deltoide esquerdo/ Adultos: possível também na região glútea, quadrante superior externo
Esquema 0-2-4 meses* + reforço a cada 10 anos

*Independentemente do momento da primeira dose.

Associação dos toxoides tetânico e diftérico, com o hidróxido ou fosfato de alumínio como adjuvante e o timerosal como preservativo.

Realizar a vacina via intramuscular profunda. Para maiores de 2 anos, pode ser usado o músculo deltoide na face externa superior do braço. Em adultos, também pode ser realizada na região glútea, quadrante superior externo.

A dose é de 0,5 mL.

A vacina é indicada a partir dos 7 anos de idade, para prevenção do tétano acidental e da difteria. Deve ser realizada nas pessoas com o esquema vacinal incompleto e para os reforços do esquema básico.

Anafilaxia ou eventos neurológicos, dentro de 6 semanas a partir da administração de uma dose da dT, constitui contraindicação para novas doses da vacina.

  • Dor e aumento da sensibilidade no local da vacina;
  • Edema e eritema local;
  • Abscessos;
  • Febre;
  • Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia;
  • Plexopatia do plexo braquial;
  • Síndrome de Guillain-Barré (duvidoso o nexo causal).

Nos pacientes maiores de 7 anos, a vacina deve ser realizada para reforço a cada 10 anos ou em casos de acidente, conforme a gravidade do acidente e situação acidental. Para mais informações, acesse Profilaxia de Tétano.

    Em casos de situação vacinal incompleta, realizar no seguinte esquema:
  • Esquema incompleto: completar o esquema, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose. Considerar todas as doses anteriores de dT, DT ou DTP;
  • Sem comprovação vacinal: aplicar as três doses, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose.
    Em casos de situação vacinal incompleta, realizar no seguinte esquema:
  • Esquema incompleto: completar o esquema, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose. Considerar todas as doses anteriores de dT, DT ou DTP;
  • Sem comprovação vacinal: aplicar as três doses, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose;
  • O intervalo entre doses maior do que 30 dias não invalida as doses anteriores;
  • Considerar o indivíduo protegido apenas após completar o esquema;
  • Antecipar dose de reforço em caso de ferimentos graves e pessoas comunicantes de casos de difteria em caso de intervalo da última dose superior a 5 anos.
  • Antecipar a dose de reforço quando a última dose foi administrada há mais de 5 anos;
  • O reforço deve ser realizado até pelo menos 20 dias antes da data provável do parto. [cms-watermark]
  • Igual ao adulto.

Autoria principal: Dolores Silva (Pediatria pela UERJ).

Revisão : Marcelo Gobbo Jr. (Medicina de Família e Comunidade).

    Equipe adjunta:
  • Gabriela Guimarães Moreira Balbi (Pediatria pela UFPR e SBP);
  • Renata Carneiro da Cruz (Pediatria pela UERJ);
  • Jéssica Borba Coutinho (Médica de Família e Comunidade e Paliativista);
  • Philipp Oliveira (Medicina de Família e Comunidade);
  • Renato Bergallo (Medicina de Família e Comunidade);
  • Fabiana Barreto Goulart Déléage (Pediatria pela SMS/RJ e Medicina de Adolescentes pela UERJ);
  • Maria Eduarda B. Cruxen (Pediatria pela UFCSPA);
  • Vanessa Nascimento (Cirurgia Pediátrica Geral pelo IFF/FIOCRUZ e Oncológica pelo INCA).

Ministério da Saúde (BR), Aranda CMSS, et al. Manual de Procedimentos para Vacinação. 4a ed. Brasília: Ministério da Saúde, Fundação Nacional de Saúde, 2001.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância epidemiológica de eventos adversos pós-vacinação/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. 3a ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Toscano C, Kosim L. Cartilha de Vacinas: para quem quer mesmo saber das coisas. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2003.

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