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Definição: Vacina de vírus vivo atenuado usada para prevenção da febre amarela.
| Vacina | Febre amarela |
| Via/Local | Subcutânea/ Deltoide esquerdo |
| Esquema | 1ª Dose: 9 meses / 2ª dose: 4 anos, 11 meses e 29 dias* ______________ Dose única |
* ≥ 5 anos com uma dose anterior aos 5 anos devem receber uma dose de reforço com intervalo de 30 dias entre as doses.
Vírus vivo da febre amarela, da cepa 17D de virulência atenuada.
A vacina deve ser realizada por via subcutânea. O local de administração indicado é a região deltoide, na face externa superior do braço ou na face anterolateral externa do antebraço, podendo também ser realizada na região do glúteo, no quadrante superior externo.
A dose indicada é de 0,5 mL.
Todas as pessoas residentes no Brasil acima de 9 meses de idade devem ser vacinadas. Em situações epidêmicas, podem ser vacinados maiores de 6 meses de idade.
A vacina da febre amarela fracionada é apenas usada em situações de emergência. Os que fizerem a dose fracionada têm indicação de repetir a vacina em 10 anos, dessa vez na dose normal.
Para mais informações sobre conduta em caso de eventos adversos, acesse o conteúdo específico.
Todas as pessoas residentes no Brasil devem ser vacinadas aos 9 meses de idade. Uma dose de reforço deve ser dada aos 4 anos de idade.
Recomendação de uma única dose em indivíduos que não receberam reforço conforme o Programa Nacional de Imunização (PNI). A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) recomenda duas doses a partir de 5 anos de idade com 10 anos de intervalo entre as doses.
A vacina da febre amarela fracionada é apenas usada em situações de emergência. Os que fizerem a dose fracionada têm indicação de repetir a vacina em 10 anos, dessa vez na dose normal.
Cuidado com grupos de risco para utilização da vacina.
Contraindicado o uso habitual na gestação.
Considerar o uso com base no risco-benefício em situações de risco epidemiológico.
A vacina não é contraindicada em pessoas com mais de 60 anos.
O uso nessa faixa etária requer avaliação de indicação com base na exposição ao risco (viagens para áreas endêmicas, surtos, etc.).
Autoria principal: Dolores Silva (Pediatria pela UERJ).
Revisão: Marcelo Gobbo Jr. (Medicina de Família e Comunidade).
Ministério da Saúde (BR), Fundação Nacional de Saúde. Manual de Procedimentos para Vacinação. 4a ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2001.
Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância epidemiológica de eventos adversos pós-vacinação. 3a ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
Toscano C, Kosim L. Cartilha de Vacinas: para quem quer mesmo saber das coisas. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2003.
Sociedade Brasileira de Pediatria. Calendário de vacinação da SBP 2018. Departamento de Imunizações e Departamento de Infectologia. [Internet]. SBP. Rio de Janeiro, RJ: SBP. (Acesso em 14 dez 2023).
Ministério da Saúde (BR), Secretaria de Atenção à Saúde. Febre amarela: Guia para profissionais de saúde. 1a ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.