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Pneumocócica Conjugada 13-Valente

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Definição: Protege contra cerca de 90% das doenças pneumocócicas graves (pneumonia, sepse, otite e meningoencefalite).

Vacina Pneumocócica conjugada 13-valente *
Via e Local Intramuscular/
Músculo deltoide esquerdo (adultos) ou músculo vasto lateral da coxa (lactentes)
Esquema Adultos: dose única
Crianças: 2, 4, 6 meses +
12-15 meses (reforço)

*Substitui a pneumocócica 10-valente em lactentes, entretanto não há disponibilidade do imunobiológico para essa faixa etária pelo SUS, pois não está no calendário vacinal (Ministério da Saúde).

  • 13 sorotipos de Streptococcus pneumoniae conjugados com a proteína CRM197;
  • Ácido succínico;
  • Polissorbato 80;
  • Sais de alumínio;
  • Cloreto de sódio;
  • Água para injeção.

Via intramuscular em região deltoideana ou vasto lateral da coxa.

A dose é de 0,5 mL.

Sempre que possível, é preferível usar a vacina pneumocócica 13-valente, ao invés da pneumocócica 10-valente, ou usá-la como dose adicional ao esquema da pneumocócica 10-valente para ampliar a proteção vacinal, com intervalo mínimo de 2 meses entre as vacinas. É indicada para todas as crianças a partir dos 2 meses.

Anafilaxia prévia a componentes da vacina.

    Indicações para fazer vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (adaptado do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais, 2014):
  • Imunodeficiência por SIDA/HIV, terapêutica, congênita ou neoplasia (idealmente a vacina deve ser aplicada 15 dias antes do início de quimioterapia);
  • Cardiopatia crônica;
  • Pneumopatia crônica;
  • Fibrose cística;
  • Asma persistente moderada ou grave;
  • Transplantados;
  • Implante de cóclea;
  • Neuropatia crônica incapacitante;
  • Trissomias;
  • Indivíduos com asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas (nos casos de esplenectomia eletiva, aplicar a vacina pelo menos 15 dias antes da cirurgia);
  • Nefropatias crônicas/ hemodiálise/ síndrome nefrótica;
  • Diabetes mellitus;
  • Doença hepática crônica;
  • Fístula liquórica;
  • Hepatopatias crônicas;
  • Doenças de depósito.
      Ocorrência em mais de 10% dos vacinados:
    • Reações locais (eritema, dor ou edema);
    • Sonolência;
    • Irritabilidade;
    • Febre;
    • Hiporexia.
    Ocorrência entre 1-10% dos vacinados:
  • Febre > 39°C;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Erupções cutâneas.
    Ocorrência entre 0,1-1% dos vacinados:
  • Crises convulsivas;
  • Urticária;
  • Choro persistente;
  • Reação local intensa.
    Ocorrência entre 0,01-0,1% dos vacinados:
  • Anafilaxia;
  • Episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH).

Para mais informações sobre conduta em caso de eventos adversos, acesse o conteúdo específico sobre o tema.

Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)

  • Em três doses (2, 4 e 6 meses de idade) com dose de reforço entre 12 meses e 15 meses (pode ser aplicada até 4 anos e 11 meses de idade);
  • Para lactentes entre 1 e 2 anos e não vacinadas: duas doses com intervalo de 2 meses;
  • Para pré-escolares entre 2 e 5 anos de idade e não vacinadas: uma dose;
  • A partir de 6 anos de idade: dose única;
  • A partir de 2 anos em pacientes com imunodepressão ou doenças crônicas que justifiquem, está indicado complementar a vacinação com a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23).
    Indicado para condições definidas nos CRIES (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais):
  1. Pacientes que vivem com HIV/Aids. [cms-watermark]
  2. Transplantados de células-tronco hematopoiéticas.
  3. Transplantados de órgãos sólidos.
  4. Pacientes oncológicos.
  • Uso de risco durante a gestação (categoria C), uso não recomendado em gestantes sem supervisão.
  • Igual ao adulto;
  • Para mais informações de vacinação pneumocócica em pessoas idosas, acesse o conteúdo da vacina Pneumocócica Polissacarídica 23-Valente.

Autoria principal: Renata Carneiro da Cruz (Pediatria pela UERJ).

Revisão: Marcelo Gobbo Junior (Medicina de Família e Comunidade).

    Equipe adjunta:
  • Dolores Silva (Pediatria pela UERJ);
  • Gabriela Guimarães Moreira Balbi (Pediatria pela UFPR e SBP);
  • Philipp Oliveira (Medicina de Família e Comunidade);
  • Jéssica Borba Coutinho (Médica de Família e Comunidade e Paliativista);
  • Renato Bergallo (Medicina de Família e Comunidade);
  • Fabiana Barreto Goulart Déléage (Pediatria pela SMS/RJ e Medicina de Adolescentes pela UERJ);
  • Maria Eduarda B. Cruxen (Pediatria pela UFCSPA);
  • Vanessa Nascimento (Cirurgia Pediátrica Geral pelo IFF/FIOCRUZ e Oncológica pelo INCA).

Sociedade Brasileira de Imunizações. Calendário de vacinação da SBIm - Criança. Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019. [Internet]. Sociedade Brasileira de Imunizações. São Paulo, SP: Sociedade Brasileira de Imunizações. (Acesso em 22 nov. 2023).

Sociedade Brasileira de Pediatria. Calendário de vacinação da SBP 2018. Departamento de Imunizações e Departamento de Infectologia. 2018; (9).

Ballalai I, Bravo F. Imunização: tudo que você sempre quis saber. [Internet]. Sociedade Brasileira de Imunizações. Secretaria de Vigilância em Saúde. São Paulo, SP: Sociedade Brasileira de Imunizações. (Acesso em 22 nov. 2023).

Ministério da Saúde (BR). Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância do Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde Superintendência de Vigilância em Saúde. Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais, 2014. [Internet]. Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ: Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. (Acesso em 22 nov. 2023).