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Raiva

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Definição: Vacina que protege contra a raiva humana.

Vacina Raiva humana (inativada)
Via/Local Intradérmico ou intramuscular/ Deltoide ou anterolateral da coxa 1
Esquema 0, 7, 28 ____________ Avaliar esquema de acordo com a exposição 2,3

1. A aplicação em deltoide é realizada em adultos, enquanto a aplicação em região anterolateral da coxa é realizada em crianças. 2 . O número de doses/esquema será avaliado de acordo com o tipo de exposição (leve ou grave) e também ao animal que causou a lesão: observável ou não observável, sadio ou suspeito. 3. A dosagem 0,2 mL (0,1 mL em cada sítio) é indicada para pacientes imunocompetentes acima de 10 anos de idade através da via de administração intradérmica (ID), já a administração de 0,5 mL (em único sítio) pode ser administrada em pessoas imunocomprometidas, crianças menores de 10 anos e indivíduos em uso de Cloroquina. [cms-watermark] [cms-watermark]

  • Vírus inativados da raiva;
  • Água para injeção;
  • Maltose;
  • Cloreto de sódio;
  • Albumina humana.

Via intramuscular na região deltoide, em adultos, ou anterolateral da coxa, em crianças.

O volume a ser administrado varia de 0,5-1 mL, conforme o laboratório produtor.

    Profilaxia pós-exposição:
  • Em todo acidente envolvendo animal silvestre ou doméstico com raiva ou que desapareceu após o ataque;
  • Em todo acidente grave envolvendo animal com suspeita de raiva ou não. Caso o animal desapareça ou torne-se raivoso, manter esquema vacinal profilático e administrar soro antirrábico em local de aplicação diferente da vacina, em até 7 dias da aplicação da 1ª dose da vacina;
  • Em acidentes leves envolvendo animal com suspeita de raiva, inicia-se a vacinação e observa-se o animal, se após 10 dias o animal não apresentar a doença interrompe-se a vacinação.

Todas as agressões que envolvam morcegos ou animais silvestres, deve-se vacinar contra raiva, além de fazer soro antirrábico independentemente da gravidade da lesão.

Não apresenta contraindicação, visto que a letalidade da doença é de 100%. Pode ser usado durante a gravidez, durante amamentação, em pessoas doentes e imunocomprometidos, mesmo em paciente com HIV/SIDA.

Caso o paciente esteja em uso de corticosteroides e/ou imunossupressores, suspender o tratamento assim que começar esquema de vacinação e retornar o tratamento assim que terminar o esquema vacinal.

  • Dor, coceira e inchaço no local da injeção;
  • Lesão de pele urticariforme.

4 doses aplicadas nos dias 0, 3, 7 e 14 após a exposição, dimensionando conforme o risco, conforme o quadro a seguir.

Animal Acidente Leve Acidente Grave
Cão/gato observáveis (sadios) Apenas observação do animal por 10 dias*** 2 doses ID (dias 0,3) + observação do animal por 10 dias***
Cão/gato observáveis (suspeitos) 2 doses (dias 0,3) + observação do animal por 10 dias*** 2 doses (dias 0,3) + informar da possibilidade de aplicação do esquema ou SAR****
Cão/gato não observáveis 4 doses: - esquema ID (0,3,7,28) - esquema IM (0, 3, 7,14) SAR + 4 doses : - esquema ID (0,3,7,28) - esquema IM (0, 3, 7,14)
Morcegos e demais animais silvestres** SAR + 4 doses: - esquema ID (0,3,7,28) - esquema IM (0, 3, 7,14) SAR + 4 doses: - esquema ID (0,3,7,28) - esquema IM (0, 3, 7,14)

*Acidente grave: lesões causadas por animais silvestres ou lesões profundas em face, mucosa ou extremidade.**Todos os mamíferos silvestres.***Se o animal morrer, desaparecer ou adoecer (ficar raivoso) deve-se ampliar o esquema para 4 doses nos acidentes leves ou 4 doses + SAR nos acidentes graves. Caso a suspeita seja descartada após o 10º dia de observação do animal, suspender o esquema e encerrar o caso. **** A aplicação de SAR/IGHAR deve ser realizada até 7 dias após a aplicação da 1ª dose da vacina.

Considerar os esquemas conforme a gravidade do acidente.

Considerar os esquemas conforme a gravidade do acidente.

Não há dados robustos sobre o uso da vacina em humanos durante a gestação e lactação.

O uso deve feito apenas em caso de clara necessidade mediante avaliação de risco-benefício conforme o tipo de acidente.

Igual ao adulto.

Autoria principal: Renata Carneiro da Cruz (Pediatria pela UERJ).

Revisão: Marcelo Gobbo Jr. (Medicina de Família e Comunidade).

    Equipe adjunta:
  • Dolores Silva (Pediatria pela UERJ);
  • Gabriela Guimarães Moreira Balbi (Pediatria pela UFPR e SBP);
  • Fabiana Barreto Goulart Déléage (Pediatria pela SMS/RJ e Medicina de Adolescentes pela UERJ);
  • Maria Eduarda B. Cruxen (Pediatria pela UFCSPA);
  • Vanessa Nascimento (Cirurgia Pediátrica Geral pelo IFF/FIOCRUZ e Oncológica pelo INCA);
  • Jéssica Borba Coutinho (Médica de Família e Comunidade e Paliativista);
  • Philipp Oliveira (Medicina de Família e Comunidade);
  • Renato Bergallo (Medicina de Família e Comunidade).

Ministério da Saúde (BR). Calendário Nacional de Vacinação. [Internet]. Ministério da Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde. (Acesso em 14 dez 2023).

Sociedade Brasileira de Imunizações. Calendário de vacinação da SBIm - Criança. Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019. [Internet]. SBIm. São Paulo, SP: SBIm. (Acesso em 14 dez 2023).

Sociedade Brasileira de Pediatria. Calendário de vacinação da SBP 2018. Departamento de Imunizações e Departamento de Infectologia. [Internet]. SBP. Rio de Janeiro, RJ: SBP. (Acesso em 14 dez 2023).

Ballalai I, Bravo F. Imunização: tudo que você sempre quis saber. Sociedade Brasileira de Imunizações. Secretaria de Vigilância em Saúde. Rio de Janeiro: RMCOM, 2016.

Ministério da Saúde (BR). Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância do Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Vacina raiva (inativada). Antonia A. Oliveira. São Paulo: Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda, 2013. Bula de vacina.