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Vacina contra Monkeypox

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Definição: Estratégia que visa proteger os indivíduos com maior risco de evolução para as formas graves de Monkeypox, conforme o contexto atual de transmissão no Brasil. Além disso, busca proteger pessoas que tiveram contatos de médio e alto riscos de transmissão com casos confirmados e/ou suspeitos da doença.

Está sendo utilizada, nesse momento, apenas a vacina Jynneos. Trata-se de uma vacina viva, desenvolvida a partir da cepa Vaccinia Ankara-Bavarian Nordic (MVA-BN) modificada.

Administração subcutânea (preferencialmente deltoide).

O esquema consiste em 2 doses (0,5 mL cada) com 4 semanas de intervalo (28 dias) entre as doses.

Neste momento, não se recomenda a administração simultânea da Jynneos Mpox com outras vacinas, pois ainda não existem estudos de coadministração.

Na vacinação pré-exposição, indica-se um intervalo de 30 dias com qualquer vacina previamente administrada. No caso de pós-exposição, orienta-se que a vacinação contra a mpox ocorra, independentemente da administração prévia de qualquer imunobiológico.

    Neste momento, pela situação epidemiológica e quantidade de vacinas disponibilizadas, o público-alvo é:
  • Vacinação pré-exposição:
    Indivíduos vivendo com HIV/aids: homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais; com idade ≥ 18 anos; e com CD4 < 200 nos últimos 6 meses;
    Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 3, de 18-49 anos de idade;
  • Vacinação pós-exposição:
    Indivíduos que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, em que a exposição seja classificada como de alto ou médio risco e que se apresentem para receber a vacina até 4 dias após exposição.

Histórico de reação alérgica grave após a administração de uma dose prévia da vacina.

Indivíduos com histórico de reação alérgica grave após o uso de Gentamicina, Ciprofloxacino ou a proteína do ovo ou da galinha e que não estejam fazendo uso de nenhum produto contendo essas proteínas, devem ser avaliados individualmente sobre o risco/benefício com a possibilidade de receber a vacina de forma observada, por 30 minutos em ambiente hospitalar.

Não há dados de segurança da vacina MVA-BN Jynneos em gestantes e lactantes. Por se tratar de uma vacina de vírus não replicante, estudos prévios com outras vacinas semelhantes não demonstraram toxicidade ao feto. Assim, seu uso pode ser realizado com precaução quando a gestante tiver exposição de alto risco, considerando a relação risco/benefício no contexto da infecção durante o período gestacional, que pode levar ao abortamento espontâneo, morte fetal e transmissão vertical.

  • Eventos locais: Edema, dor, eritema, prurido, enduração;
  • Eventos sistêmicos: Cefaleia, fadiga, mialgia, febre, náusea, calafrios;
  • Eventos graves: Não foram identificados até esse momento.

O esquema é de 2 doses (0,5 mL cada) com 4 semanas de intervalo (28 dias) entre as doses, que pode ser feito em um contexto de pré ou pós-exposição, de acordo com as indicações específicas.

Autoria principal: Raíssa M. Perlingeiro (Infectologia e mestrado em Pesquisa Clínica em Doenças Infectoparasitárias pelo INI/FIOCRUZ).

    Equipe adjunta:
  • Isabel Cristina Melo Mendes (Infectologia);
  • ⁠⁠⁠⁠⁠Rafael Silva Duarte (Medicina e Microbiologia).

Ministério da Saúde (BR). Informe técnico operacional de vacinação contra a Mpox. Brasília: Ministério da Saúde, 2023.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública: COE Monkeypox. Plano de Contingência Nacional para Monkeypox. Versão 2. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.

Jynneos®. Australian Government. Information on Jynneos® (modified vaccínia Ankara – Bavarian Nordic, MVA-BN) vaccine. (Accessed on April 10, 2023).

World Health Organization. Vaccines and immunization for monkeypox: interim guidance 2022. [Internet]. (Accessed on April 10, 2023).

Mbala PK, Huggins JW, Riu-Rovira T, et al. Maternal and fetal outcomes among pregnant women with human monkeypox infection in the Democratic Republic of Congo. The Journal of Infectious Diseases. 2017; 216(7):824-828.

Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis. Manual de vigilância epidemiológica de eventos adversos pós-vacinação [recurso eletrônico]. 4a ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.

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