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Definição: Estratégia que visa proteger os indivíduos com maior risco de evolução para as formas graves de Monkeypox, conforme o contexto atual de transmissão no Brasil. Além disso, busca proteger pessoas que tiveram contatos de médio e alto riscos de transmissão com casos confirmados e/ou suspeitos da doença.
Está sendo utilizada, nesse momento, apenas a vacina Jynneos. Trata-se de uma vacina viva, desenvolvida a partir da cepa Vaccinia Ankara-Bavarian Nordic (MVA-BN) modificada.
Administração subcutânea (preferencialmente deltoide).
O esquema consiste em 2 doses (0,5 mL cada) com 4 semanas de intervalo (28 dias) entre as doses.
Neste momento, não se recomenda a administração simultânea da Jynneos Mpox com outras vacinas, pois ainda não existem estudos de coadministração.
Na vacinação pré-exposição, indica-se um intervalo de 30 dias com qualquer vacina previamente administrada. No caso de pós-exposição, orienta-se que a vacinação contra a mpox ocorra, independentemente da administração prévia de qualquer imunobiológico.
Histórico de reação alérgica grave após a administração de uma dose prévia da vacina.
Indivíduos com histórico de reação alérgica grave após o uso de Gentamicina, Ciprofloxacino ou a proteína do ovo ou da galinha e que não estejam fazendo uso de nenhum produto contendo essas proteínas, devem ser avaliados individualmente sobre o risco/benefício com a possibilidade de receber a vacina de forma observada, por 30 minutos em ambiente hospitalar.
Não há dados de segurança da vacina MVA-BN Jynneos em gestantes e lactantes. Por se tratar de uma vacina de vírus não replicante, estudos prévios com outras vacinas semelhantes não demonstraram toxicidade ao feto. Assim, seu uso pode ser realizado com precaução quando a gestante tiver exposição de alto risco, considerando a relação risco/benefício no contexto da infecção durante o período gestacional, que pode levar ao abortamento espontâneo, morte fetal e transmissão vertical.
O esquema é de 2 doses (0,5 mL cada) com 4 semanas de intervalo (28 dias) entre as doses, que pode ser feito em um contexto de pré ou pós-exposição, de acordo com as indicações específicas.
Autoria principal: Raíssa M. Perlingeiro (Infectologia e mestrado em Pesquisa Clínica em Doenças Infectoparasitárias pelo INI/FIOCRUZ).
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